quinta-feira, 28 de maio de 2009

Esquema tático do Grêmio - Autuori

Contra o Caracas (1x1), o Grêmio manteve o 3-5-2, mas apresentou uma modificação. Tcheco atuou como meia-direito um pouco mais à frente de Souza, na meia esquerda. Ruy continua com muita liberdade para entrar em diagonal pelo centro e Fábio Santos fica um pouco mais preso e só avança pela ala esquerda.



O técnico Paulo Autuori manteve o sistema tático utilizado por seus antecessores, Celso Roth e Marcelo Rospide, e fez apenas uma modificação: adiantou o meia Tcheco.

A modificação, entretato, não solucionou o principal problema do time: a criação de jogadas (leia a análise sobre o Esquema 3-5-2). A bola não chega com muita frequência nos atacantes, que acabam participando pouco do jogo. Talvez o problema persista porque Souza não é um armador, mas um condutor de bola. Tcheco, por paradoxal que possa parecer, deveria jogar mais recuado para poder armar o time, porque tem mais qualidade nesse quesito que Souza. Para isso, o time tem que contar com um volante que saiba sair para o jogo ou abrir mão do sistema com três zagueiros, para aumentar o número de jogadores no meio-campo.

É possível criar jogadas de ataque no 3-5-2, mas ou o (s) volante (s) deve ter qualidade no passe ou os alas devem entrar mais vezes em diagonal pelo centro, atuando como meias. No caso do Grêmio, Fábio Santos participa pouco das partidas na parte ofensiva, o que diminiu as opções de criação.

Pontos fortes:

*Versatilidade de Réver: ele cobre todo o lado esquerdo da defesa e chega ao ataque como elemento surpresa.

*Bola parada: outro ponto alto do time. Tcheco levanta muito bem a bola na área, e o Grêmio tem jogadores altos para cabecear. Souza é um bom cobrador de faltas.

*Consistência defensiva: o Grêmio tem uma defesa muito forte e alta.

Pontos fracos:

*Pouca variação tática. O Grêmio joga sempre do mesmo jeito e os jogadores que entram cumprem sempre a mesma função. Até agora, os resultados mostram que o

*Lado esquerdo: as jogadas ofensivas por este lado praticamente não existem.

*Criação no meio-campo: o time tem dificuldade para fazer a bola chegar aos atacantes.

Leia também:

O esquema tático do Grêmio.

Análise tática de Grêmio x Boyacá Chicó.

Esquema tático do Caracas.

O esquema 3-5-2.

Esquema tático do Caracas

O Caracas jogou no 4-4-2, com dois laterais que apóiam pouco, dois volantes marcadores e três meias, sendo que dois deles se revezam como segundo atacante ao lado de um centroavante. O Caracas empatou com o Grêmio (1x1) pelas quartas-de-final da Copa Libertadores da América.



A defesa do Caracas tem dois laterais (Cichero, pela esquerda, e Romero, pela direita) que apóiam pouco o ataque. Romero, aliás, fica praticamente plantado do lado direito da defesa do Caracas para que Figueroa, o meia-direito, possa ter liberdade de aparecer no ataque pela direita e pelo centro.

O meio-campo é formado por dois volantes de marcação (Luis Vera e Bremer Piñango) e dois meias. Gómez, pela esquerda, entra muito em diagonal pelo centro e Figueroa, pela direita, é um meia-atacante que aparece muito no ataque e é o principal jogador do time.

No ataque, Castellín é o centroavante que, no jogo contra o Grêmio, praticamente não fez nada. Prieto — que entrou no lugar de Rentería, machucado — desempenha a dupla função de atacante e meia pelo centro, quando Figueroa transforma-se em atacante.

Pontos fortes:

*Figueroa: meia-atacante que aparece inúmeras vezes no ataque pelo lado direito e pelo centro.

*Bola parada: o zagueiro Reyes é o cobrador oficial do time e, geralmente, levanta a bola na área sempre em direção ao gol. Ou seja, a bola pode sofrer um pequeno desvio, numa "casquinha" de alguém, ou entrar direto se ninguém encostar nela.

Pontos fracos:

*Meio-campo: pouco criativo, também não é muito eficiente na marcação. Por isso, os quatro defensores ficam presos atrás.

*Capacidade técnica: os jogadores do Caracas correm muito, mas são tecnicamente fracos, exceção feita a Figueroa e Prieto. Por este motivo, o time aposta nas bolas paradas.

Leia também:

O Esquema tático do Grêmio - Autuori.

Análise tática de Grêmio x Boyacá Chicó.

terça-feira, 26 de maio de 2009

VÍDEO: Esquema tático do Manchester United

O Manchester United apresenta muitas alternativas para a final da Champions League contra o Barcelona. O time pode atuar com três atacantes, com um ou dois deles voltando para compor o meio-campo no 4-2-3-1. Ou pode utilizar as duas linhas de quatro no 4-4-2, com Park na direita e Giggs na esquerda. As simulações que estão nesta vídeo-análise de 2 minutos e 30 segundos do esquema tático do Manchester United não cobrem, evidentemente, todas as possibilidades.



Numeração dos jogadores apresentados nas simulações.

1 Edwin van der Sar

3 Patrice Evra
5 Rio Ferdinand

15 Nemanja Vidić
22 John O'Shea

8 Anderson
11 Ryan Giggs
13 Ji-Sung Park
16 Michael Carrick
18 Paul Scholes

7 Cristiano Ronaldo
10 Wayne Rooney
32 Carlos Tévez

Leia também:

VÍDEO: análise do esquema tático do Barcelona.

Análise tática do Manchester United Campeão Inglês 2009.

Análise tática do Barcelona Campeão Espanhol 2009.

Análise tática da Internazionale de Milão Campeã Italiana 2009.

Análise tática do Wolfsburg Campeão Alemão 2009.

Vídeo: esquema tático do São Paulo.

*Fiz a mesma análise para o blog português Portal Futebol, onde podem ser encontradas notícias de clubes europeus e as capas dos principais jornais da Europa.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

VÍDEO: Esquema tático do Barcelona

Neste vídeo de 2 minutos, vamos explicar a movimentação do ataque do Barcelona. Devemos levar em conta que Henry e Iniesta seguem como dúvidas, devido a contusões, e que Daniel Alves e Abidal estão suspensos. Assim, as simulações apresentam Keita como lateral-direito, Touré como zagueiro pela direita e Puyol como zagueiro e falso lateral pela esquerda. Na última simulação, trabalhamos com a hipótese de Sylvinho vir a ser o lateral-esquerdo.



Para facilitar o entendimento do vídeo, vamos à numeração dos jogadores representados.

1 Víctor Valdés

15 Seydou Keita
24 Yaya Touré
3 Gerard Piqué
5 Carles Puyol

28 Sergio Busquets
6 Xavi Hernández
8 Andrés Iniesta

10 Lionel Messi
14 Thierry Henry
9 Samuel Eto'o

***

16 Sylvinho (aparece apenas na última simulação).

Leia também:

VÍDEO: Análise tática do Manchester United.

Análise tática do Barcelona Campeão Espanhol 2009.

Análise tática do Manchester United Campeão Inglês 2009.

Análise tática da Internazionale de Milão Campeã Italiana 2009.

Análise tática do Wolfsburg Campeão Alemão 2009.

Vídeo: esquema tático do São Paulo.

Outras análises táticas de times europeus, sul-americanos e brasileiros estão disponíveis no blog Esquemas Táticos.

*Fiz esta análise também no Portal Futebol, blog português com notícias de clubes europeus e capas dos principais jornais esportivos da Europa.

domingo, 24 de maio de 2009

Esquema tático da Portuguesa

A Portuguesa jogou no 3-5-2 contra o Figueirense. A Lusa venceu por 2 a 1 no Orlando Scarpelli pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro Série B 2009. O time jogou com três zagueiros, um volante, dois meias e um meia-atacante (depois um atacante). Dessa maneira, o sistema tático da Portuguesa também pode ser definido como um 3-1-4-2.



Análise tática

Os três zagueiros são Bruno Rodrigo (pela direita), Ediglê (centro) e Erick (esquerda). A defesa da Lusa joga com os três zagueiros presos atrás e contam com o apoio de um volante de contenção à frente dela (Acleissom). Com isso, os alas têm muita liberdade para apoiar o ataque. Contra o Figueirense, Bruno Rodrigo começou fazendo uma marcação homem-a-homem em Rafael Coelho, até que o atacante mudou de lado com Schwenck e a marcação ficou com Erick.

O técnico Paulo Bonamigo armou seu meio-campo com Acleissom (volante de contenção), Marco Antônio (meia-armador) e Héverton (meia); os alas foram César Prates (direita) e Anderson Paim (esquerda). Fellype Gabriel, enquanto esteve em campo, cumpriu a dupla função de meia-atacante e atacante. O ponto alto do meio-campo da Portuguesa é Marco Antônio. Ele atua recuado e desempenha a dupla função de segundo volante e armador da equipe. O posicionamento e as funções são interessantes porque pouco se vê jogadores de armação atuarem dessa maneira, talvez por falta de visão dos técnicos ou falta de um jogador qualificado (sobre esse assunto, leia O esquema tático do Milan — sobre o papel de Pirlo no time — e O Esquema 3-5-2). Recuado, o armador foge da marcação e tem mais espaço para criar as jogadas ofensivas do time.

No ataque, Fellype Gabriel foi meia-atacante e atacante caindo pela direita, e Christian ficou mais à frente à esquerda. Com a contusão de Fellype Gabriel, Tatá entrou como atacante e caiu pelas duas pontas, mas principalmente pela esquerda.

Leia também:

O Esquema 3-5-2.

Esquema tático do Milan.

Esquema tático do Ceará.

Análise tática de Vasco x Icasa.

Esquema tático do Figueirense.

Esquema tático do Figueirense

O Figueirense perdeu por 2 a 1 para a Portuguesa pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro da Série B 2009. O Figueirense jogou no 3-5-2 ou, mais especificamente, no 3-2-3-2. Com um volante fazendo também o papel de terceiro zagueiro, podemos dizer que o sistma tático também se transformava num 4-3-1-2.



Análise tática

O técnico Roberto Fernandes formou sua defesa com Toninho (zagueiro pela direita), Bruno Perone (zagueiro pela esquerda) e Roger (zagueiro pelo centro). A defesa do Figueirense tem Roger como o zagueiro da sobra e como o homem que faz a saída de bola do time. Quando o time tem a bola, ele transforma-se em volante pelo centro; sem a bola, Roger faz a cobertura dos demais zagueiros.

No meio-campo, Alê e Luciano Totó são os volantes e Kássio é o meia armador; Wellington (pela esquerda) e Anderson Pico (direita) são os alas. Os volantes têm a função de cobrir os alas e também sair para o jogo. Kássio transita pelos dois lados do campo, mas executa a armação do time praticamente sozinho. Os alas avançam pelos lados do campo, entretanto, não entram em diagonal pelo meio com muita frequência, o que enfraquece a criação de jogadas num 3-5-2 (ver a análise sobre o Esquema 3-5-2).

No ataque, Rafael Coelho e Schwenck. No jogo contra a Portugesa, Rafael Coelho começou o jogo pela esquerda e Schwenck pela direita. Aos 20 minutos, trocaram de lado. Rafael Coelho é mais técnico e rápido que Schwenck e, como o zagueiro da Portuguesa já estava com cartão amarelo, o técnico Roberto Fernandes deveria ter mantido o atacante por aquele lado.

Leia também:

O Esquema 3-5-2.

Esquema tático do Ceará.

Análise tática de Vasco x Icasa.

Esquema tático da Portuguesa.

Análise do Cruzeiro: posicionamento e movimentação de Ramires

Neste texto, analiso o esquema tático e, principalmente, a movimentação de Ramires, 22 anos, que foi vendido pelo Cruzeiro ao Benfica.

Ramires é um jogador muito versátil que, há muito, deixou de ser apenas um médio. No Cruzeiro, Ramires desempenha várias funções: já atuou como médio destructivo, médio box-to-box, médio-atacante e até atacante. Só não atuou ainda de guarda-redes e de defensor. Ele é rápido, tem muito preparo físico, tem um bom passe e faz muitos gols.

Mal comparando, mas só para que os leitores tenham uma idéia do estilo de jogo de Ramires, ele assemelha-se a Júlio Baptista (ex-Sevilha, ex-Real Madrid e atualmente na Roma; ele jogava como volante, passou a ser meio-campo e depois, atacante), Essien (porque cumpre muitas funções) e Gerrard. Devo esclarecer, entretanto, que Ramires ainda não chegou ao nível técnico de Essien e Gerrard, mas tem muito a evoluir e, acredito, pode chegar lá. Mas é muito melhor que Baptista.



Como já foi dito, Ramires atuou em muitas posições. Atualmente, tem jogado como meia-direita (primeiro desenho, acima) e meia-esquerda (segundo desenho, abaixo), mas também volta para compor o meio-campo quando o time perde a bola. Por ter grande preparo físico, ele chega para apoiar o ataque, como elemento surpresa, razão de seus muitos gols. Ele chega ao ataque pelos dois lados do campo, mas preferencialmente pelo lado esquerdo e pelo centro.



Embora tenha um bom aproveitamento nos passes e cruzamentos, não é um armador, ou seja, não faz lançamentos. Sua maior qualidade é a condução de bola. Sai-se melhor quando joga mais atrás e chega de surpresa no ataque.



Embora raramente atue como médio destructivo, essa é sua origem. Ramires começou sua carreira de jogador como médio destructivo (terceiro desenho, acima). Devido à sua grande capacidade técnica, o treinador deslocou Ramires para uma posição mais adiantada no meio-campo. E, embora tenha um corpo franzino, é muito bom nos desarmes e inicia os contra-ataques do seu time com muita velocidade.

*Texto originalmente feito para o Portal Futebol, site português com notícias do futebol europeu, com destaque para o futebol português, e as capas dos principais jornais esportivos da Europa.

sábado, 23 de maio de 2009

Esquema tático do Wolfsburg - Campeão Alemão 2009

Com uma goleada de 5 a 1 no Werder Bremen, o Wolfsburg é o campeão alemão 2009. O Wolfsburg jogou no 4-4-2 ou, mais detalhadamente, no 4-3-1-2 ou 4-1-3-2, já que seus volantes laterais atuam como meias ou vice-versa.



Análise tática

O Wolfsburg apresentou uma formação com quatro jogadores na defesa: Schäfer (lateral-esquerdo), Bazargli (zagueiro pela esquerda), Madlung (zagueiro pela direita) e Riether (lateral-direito). Em relação à última partida, houve a mudança de Riether, então volante recuado, para a lateral direita, deslocando Hasebe para a meia-direita. Aliás, Hasebe começou o jogo contra o Werder Bremen na lateral, mas logo foi adiantado. O lateral-esquerdo Schäfer (convocado para a seleção alemã) é muito bom nas funções de defesa e apoio ao ataque. Ele passa bem, cruza bem e consegue fazer boas tabelas com Misimovic, Gentner e Grafite na frente. Riether fica mais preso atrás.

O meio-campo teve uma formação em losango: Josué como volante de contenção, Hasebe como volante e meia pela direita e Gentner como meia e volante pela esquerda, além de Misimovic à frente, deslocando-se pelos dois lados do meio-campo. Como eu já havia dito na outra análise que fiz do Wolfsburg, Misimovic é o mais técnico da equipe: conduz bem a bola, dribla e dá bons passes. Como se desloca, faz tabelas com Gentner e Schäfer do lado esquerdo, e com Hasebe e Grafite pelo lado direito. Josué dá consistência ao sistema defensivo porque marca bem e também apresenta-se para iniciar a saída de bola do Wolfsburg.

No ataque, Grafite e Dzeko são bons finalizadores, mas Grafite é muito mais técnico. Tanto que, como foi dito anteriormente, faz muitas tabelas dos lados esquerdo e direito do ataque. Além disso, conduz bem a bola e tem força. Dzeko faz mais o papel de atacante de área, enquanto Grafite se desloca mais.

Leia também:

Esquema tático do Wolfsburg.

Análise tática de Shakhtar Donetsk 2 x 1 Werder Bremen.

Esquema tático do Barcelona Campeão Espanhol 2009.

Esquema tático do Manchester Campeão Inglês 2009.

Esquema tática da Internazionale Campeã Italiana 2009.

*Esta análise tática também está disponível no blog Portal do Futebol, onde estão podem ser encontradas notícias do futebol europeu, com destaque para o futebol português, e as capas dos principais jornais esportivos da Europa.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Boca Jrs. 0 x 1 Defensor - Análise tática

O Defensor Sporting venceu ontem, em Buenos Aires, o Boca Juniors por 1 a 0 e está classificado para as quartas-de-final da Copa Libertadores da América e enfrentará o argentino Estudiantes de la Plata. O Defensor jogou no 4-4-2, que variava para um 3-5-2 e até para um 5-3-2. O Boca atuou no 3-4-1-2, que se transformava num 4-3-1-2 e, no final do jogo, adotou o 3-4-3.

Boca Juniors



O Boca Juniors entrou em campo no 3-4-1-2. Na defesa, Cáceres (zagueiro pela direita), Forlin (zagueiro pelo centro) e Morel (zagueiro e lateral pela esquerda). No meio-campo, Battaglia foi o volante de contenção, com Vargas de volante pela direita, Chávez como volante e meia pela esquerda, e Roncaglia como ala (e também lateral) pela esquerda; Riquelme foi o armador. No ataque, Palermo como centroavante e Palácio como segundo atacante mais à direita, mas também caindo pela esquerda.

Morel cumpriu a função mista de zagueiro pela esquerda e lateral-esquerdo, entretanto subiu menos ao ataque (mas subiu!) que Roncaglia, que atuou como um ala-direito no primeiro tempo. O lado direito foi o mais forte do Boca no primeiro tempo. Palácio aparecia muitas vezes como ponta-direita.

O Boca dominou praticamente durante todo o jogo e teve mais posse de bola. No segundo tempo, embora mantivesse maior posse de bola, não chegou muitas vezes com perigo ao gol adversário, como havia feito no primeiro tempo.

No meio-campo, Chávez apareceu algumas vezes pelo lado direito e Vargas apareceu diversas vezes por esse lado. Riquelme flutuou por todo o meio campo, aparecendo, inclusive, atrás dos volantes para fazer lançamentos. Battaglia ficou sempre mais atrás e não subiu ao ataque.



No segundo tempo, o técnico Carlos Ischia modificou o esquema tático do time, que passou a atuar num 3-4-3. O único volante de contenção passou a ser Vargas; Roncaglia ficou mais preso atrás, na lateral-direita, para marcar as ações de Diego de Souza; Gracián passou a auxiliar Riquelme na armação; Gaitán entrou no lugar de Chávez e atuou como ala-esquerdo; na frente, Palermo ficou mais à esquerda, Figueroa como centroavante e Palácio à direita.

Diferentemente do primeiro tempo, no segundo o Boca foi mais ativo no ataque pelo lado esquerdo, agora contando com Gaitán como ala.

Defensor Sporting



O Defensor Sporting do Uruguai adotou, como formação inicial, o 4-4-2, com duas linhas de quatro e atacantes jogando paralelamente. Essa formação sofreu uma modificação depois que o time fez o gol. Vez ou outra, quando o time perdia a bola, o volante Pablo Gaglianone recuava e transformava-se em terceiro zagueiro pelo centro.

Na defesa, Cabrera (como zagueiro e falso lateral pela esquerda), Curbelo (zagueiro pela centro-esquerda), Risso (zagueiro pela direita) e Pablo Pintos (lateral-direito). No meio-campo, uma linha de quatro formada por Ferreira (meia aberto pela esquerda), Amado (volante pela esquerda), Gaglianone (volante pela direita) e Marchant (meia-aberto pela direita). No ataque, De Souza pela esquerda e Vera pela direita.

O lado direito do Defensor foi o mais forte no primeiro tempo devido aos avanços de Pablo Pintos, a presença de De Souza (atacante mais técnico que Vera) e de Marchant, que chegava mais ao ataque que Ferreira. O gol do Defensor acabou saindo pela direita, que tinha mais espaço porque o zagueiro-lateral Morel subia ao ataque algumas vezes. O técnico Jorge Da Silva custou a perceber que o outro lado da defesa do Boca estava mais aberto. Percebeu logo no início da etapa complementar.



No segundo tempo, o Defensor Sporting passou a jogar nas costas de Roncaglia, que subia muito ao ataque. Tanto que colocou Diego de Souza como segundo atacante daquele lado. A maioria dos contra-ataques foram do lado esquerdo. Poucas vezes, no segundo tempo, Pablo Pintos apareceu no ataque pelo lado direito.

O sistema defensivo também mudou. Gaglianone assumiu de vez a função de zagueiro e o Defensor passou a atuar num 3-5-2 que, com o aumento da pressão do Boca, passou a ser um 5-3-2.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Shakhtar Donetsk 2 x 1 Werder Bremen - Análise tática

O Shakhtar Donetsk venceu o Werder Bremen por 2 a 1 e é o novo campeão da UEFA CUP. O time ucraniano jogou no 4-4-2, que variava para o 4-4-1-1, com duas linhas de quatro jogadores; o time alemão também apresentou-se num 4-4-2 com duas linhas de quatro, que se transformava num 4-3-1-2. Vamos à análise tática do jogo.

Werder Bremen



O técnico Thomas Schaaf armou seu time num 4-4-2, com duas linhas de quatro jogadores na defesa e no meio-campo, e dois atacantes jogando paralelamente.

A defesa contou com Fritz (lateral-direito), Prödl (zagueiro pela direita), Naldo (zagueiro pela esquerda) e Boenisch (lateral-esquerdo). Baumann e Niemeyer foram os volantes de contenção, embora Niemeyer tenha aparecido à frente em algumas oportunidades; Frings foi volante (quando o time adotava o 4-3-1-2) e meia aberto pela esquerda (no 4-4-2); Özil atuou como meia aberto pela esquerda e meia-atacante que chegava ao ataque pela centro e pela esquerda. No ataque, Pizarro ficou mais à frente e à esquerda e Rosenberg à direita.

O lado direito do Werder Bremen apoiou mais o ataque que o esquerdo, tanto que Fritz subiu algumas vezes ao ataque enquanto Boenish ficou mais preso. Frings também apareceu pela direita como meia. Por terem deixado esse lado mais aberto, o primeiro gol e muitas jogadas do Shakhtar saíram por aquele lado.

Merece destaque o posicionamento e a movimentação de Özil. Substituindo Diego, Özil não foi muito efetivo como meia nem como atacante. Sem a bola, ele voltava para compor o meio-campo como meia aberto pela esquerda; com a posse de bola, ele se posicionava como meia-atacante caindo pelo centro e pela esquerda do ataque. Pizarro caiu algumas vezes pela direita, mas ficou a maior parte do tempo na esquerda. Foi o atacante mais efetivo, contrastando com um apagado Rosenberg.

Shakhtar Donetsk



O Shakhtar Donetsk entrou em campo no 4-4-2, com duas linhas de quatro, um atacante centralizado e outro que caía pelos dois lados e voltava para compor o meio-campo quando o time perdia a bola.

dois laterais que apóiam e marcam. O treinador Mircea Lucescu escalou a defesa com Srna (lateral-direito), Kucher (zagueiro pela direita), Chygrynskiy (zagueiro pela esquerda) e Rat (lateral-esquerdo). Os dois laterais que apóiam e marcam, com destaque para Srna, que apoiou bastante. Como o Werder Bremen atacou principalmente pelo lado esquerdo da defesa do Shakhtar, Rat ficou mais atrás, mas apoiou também.

O meio-campo tem um volante de contenção (Lewandowski) e um volante armador (Fernandinho). Os meias abertos são Willian (pela esquerda) e Ilsinho (pela direita). Willian é originalmente meia-atacante e Ilsinho, ala. Os centrocampistas formam uma linha quando o time perde a posse de bola e libera os meias laterais quando a recupera. Com o espaço deixado pelo Werder Bremen no lado esquerdo do ataque do Shakhtar, Willian entrou várias vezes ali. De onde, inclusive, saiu o primeiro gol do Shakhtar.

No ataque, Luís Adriano joga mais centralizado e enfiado, mas tem boa técnica e velocidade. Assim como Jádson, meia-atacante de origem, que joga como segundo atacante (second top) e cai pelos dois lados do ataque, além de ajudar na marcação no meio-campo quando o time perde a posse de bola.

*Esta análise tática também está disponível no blog Portal do Futebol, onde estão podem ser encontradas notícias do futebol europeu, com destaque para o futebol português, e as capas dos principais jornais esportivos da Europa.

terça-feira, 19 de maio de 2009

O esquema 3-5-2

Gostaria de fazer algumas considerações acerca do esquema 3-5-2, que está sendo muito utilizado no Brasil. Palmeiras, Grêmio, Atlético Mineiro, Flamengo, Sport, Goiás, Corinthians, Botafogo e São Paulo usam, ou usaram, com frequência esse esquema em 2009. Algumas vezes disfarçado com um lateral que não sobe (Corinthians) ou um volante que, durante a maior parte do jogo, forma a defesa junto com os outros zagueiros (Fluminense em alguns jogos; Corinthians; Flamengo; e Palmeiras no início de 2009). Ou seja, nada menos que 10 dos 20 times que disputam o Campeonato Brasileiro adotam com regularidade esse esquema.

Disfarçado ou escancarado, o 3-5-2 vem ganhando muito espaço por causa da segurança defensiva que oferece. Por outro lado, cria um grande problema de criação no meio-campo.

Os três zagueiros

Os componentes da defesa podem ser zagueiros de origem ou laterais e volantes que fazem papel de zagueiros. Para que o sistema funcione quando o time tem a posse de bola, pelo menos um dos zagueiros deve ter boa técnica para sair jogando e, de vez em quando, chegar ao ataque de surpresa. Do contrário, o meio-campo fica muito vazio ou o time perde qualidade no passe.

Não adianta preencher o meio-de-campo com jogadores que apenas desarmam porque a posse de bola fica prejudicada. Palmeiras, Grêmio e Botafogo são exemplos de times que apresentam esse problema. Embora Grêmio e Palmeiras tenham dois bons meias, a posse de bola é prejudicada porque o (s) volante (s) e os alas não se integram — ou se integram pouco — ao meio campo ou não têm qualidade no passe. Então, vamos a eles, alas e volantes.

Os alas

De nada adianta ter jogar no 3-5-2 se os alas se comportarem como laterais. O comportamento mais adequado seria o de meia, entrando em diagonal pelo centro e avançando até às pontas como atacantes laterais. É claro que, sem a bola, eles devem voltar para fechar os lados respectivos, mas quando o time tem a bola, devem ser dinâmicos o suficiente para atuar também nas funções de meias e atacantes abertos. O Flamengo é o exemplo positivo desse uso, já que Juan e Léo Moura fazem exatamente isso. O problema do 3-5-2 flamenguista está no ataque. O Goiás também tem bons alas e que desempenham essas funções, mas a equipe goiana tem seu ponto fraco nos dois volantes de contenção, que não passam bem a bola. Dito isso, vamos aos volantes.

Os volantes

Em tese, um meio-campo mais numeroso mantém a posse de bola por um tempo maior e, consequentemente, pressiona o adversário. Mas se os jogadores de meio não conseguem trocar passe com qualidade, a bola vai ficar com o adversário.

Então, o que foi dito dos zagueiros se aplica ao meio-campo. Não adianta ter esse setor povoado por volantes marcadores sem qualidade no passe. Este fato é facilmente observável no Atlético Mineiro, principalmente no jogo contra o Avaí, e no Goiás. O excesso de volantes prejudica a posse de bola dessas equipes e a criação ofensiva.

Um time pode ter a maioria numérica no meio-campo, mas se não mantém a posse de bola, arma o contra-ataque do adversário. O Flamengo é um exemplo de equipe que tem volantes e/ou meias e alas muito técnicos, que mantém a bola no campo adversário, mas que tem atacantes pouco eficientes, como eu já disse.

O equilíbrio

Acredito que se um time tem três zagueiros de origem, não precisa de volantes marcadores e sem qualidade no passe. Assim, pode contar com um volante, ou dois, que tenham qualidade para sair para o jogo e apoiar o ataque. O alas também devem ter liberdade para chegar ao ataque como pontas e entrar em diagonal pela faixa central do campo como meias. Dessa maneira, a vantagem numérica no meio-campo ganha qualidade e transforma-se em maior posse de bola e em maiores chances de gol.

*Observações importantes

1- Ainda não pude acompanhar os jogos de Vitória, Grêmio Barueri, Atlético Paranaense, Náutico, Coritiba e Santo André.

2- O Palmeiras utiliza também o 3-6-1.

3- O Fluminense adota, com muita frequência, o 3-5-2 durante os jogos. Mas, com a posse de bola, o esquema é o 4-4-2. Veja o post Esquema tático do Fluminense.

4- O Internacional utiliza um zagueiro de origem na lateral direita (Bolívar), mas ele cumpre a função de lateral, mesmo subindo pouco ao ataque.

5- No último jogo contra o Grêmio, o Atlético Mineiro apresentou-se no 4-4-2. Em breve, farei um post com o novo esquema tático adotado por Celso Roth.

6- A análise tática do São Paulo em vídeo, com gráfico animados, já está disponível e outros vídeos, com outros times, estão sendo preparados.

7- O Vasco também utilizou o 3-5-2 nos jogos contra o Icasa, pela Copa do Brasil, e contra o Ceará na Série B.

Esquema tático do Hannover 96



O Hannover 96 atua no 4-2-3-1 a maior parte do tempo, mas podemos observar também uma variação para o 4-2-2-2, com o atacante Stajner caindo pelas duas pontas. O time, que está na 11ª colocação do Campeonato Alemão, tem uma defesa e um ataque fracos. Vamos à análise tática da equipe.

Análise tática

Esta análise tática é baseada no jogo Hannover versus Wolfsburg.

O técnico Dieter HeckingHannover 96 no 4-2-3-1, que em alguns momentos se transforma num 4-2-2-2. No primeiro esquema tático, o zagueiro pela direita é Eggimann, pela esquerda é Fahrenhorst (substituído ainda no primeiro tempo por Vinícius); o lateral-direito é Hermann e o lateral-esquerdo é Tarnat, que sobe bastante para apoiar o ataque.

O meio-campo conta com dois volantes marcadores (Sérgio Pinto, pela esquerda, e Hanno Balitsch, pela direita). No segundo tempo do jogo contra o Wolfsburg, Pinto ocupou a lateral-direita. Completam o meio-campo os meias Jacek Krzynowek (pela esquerda) e Arnold Bruggink (pelo centro) e o atacante Jiri Stajner. No ataque, Mikael Forssell é o centroavante.

Os dois meias (Krzynowek e Bruggink) são os melhores jogadores do time, juntamente com o goleiro Enke, mas não conseguem carregar o time nas costas. Stajner cai pelos dois lados do campo como ponta, auxiliando o centroavante Forssell.

*Esta análise tática também está disponível no blog Portal do Futebol, onde estão podem ser encontradas notícias do futebol europeu, com destaque para o futebol português, e as capas dos principais jornais esportivos da Europa.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Esquema tático do Wolfsburg



O Wolfsburg pode sagrar-se campeão alemão no próximo final de semana, então aproveitamos a oportunidade para apresentar o desenho tático da equipe. O time do técnico Felix Magath joga no 4-4-2 ou, mais especificamente, no 4-2-2-2, com dois volantes marcadores e dois meias.

Análise tática

A análise está baseada no jogo Wolfsburg 5 x 0 Hannover 96, portanto, Josué não está no time porque estava suspenso.

Os dois laterais marcam e apóiam o ataque, mas o lateral-direito (na verdade, um meia) Hasebe sobe bastante e atua muitas vezes como um ala, sendo coberto pelo volante Riether. O outro volante marcador é Schindzielorz, pela esquerda. O meia-esquerdo Gentner avança menos que o meia-direito, Misimovic, o mais técnico do meio-campo e do time. O ataque alia força e técnica com Dzeko (mais pela esquerda) e Grafite (pela direita), que estão em grande fase e lideram a artilharia do Campeonato Alemão.

O time jogou principalmente pela direita, apoiado nas subidas constantes de Hasebe e nas presenças de Misimovic por aquele lado do campo. Grafite e Dzeko mudaram algumas vezes de lado, mas Dzeko ficou mais centralizado enquanto Grafite caía mais pelas pontas e buscava o jogo na meia-direita.

*Esta análise tática também está disponível no blog Portal do Futebol, onde estão podem ser encontradas notícias do futebol europeu, com destaque para o futebol português, e as capas dos principais jornais esportivos da Europa.

Esquema tático do Manchester campeão inglês 2009

Desenho tático do Manchester United campeão inglês 2009. Alex Ferguson modificou muito o esquema tático do Manchester ao longo do Campeonato Inglês. Passou pelo 4-2-3-1, 4-1-4-1, 4-1-3-2 e 4-4-2. Rooney atuou como meia aberto pela esquerda e pela direita e como atacante pelas pontas. Em 2009, Cristiano Ronaldo foi muito mais segundo atacante que meia aberto pelos lados do campo. Uma característica marcante do time é a disciplina tática dos atacantes laterais, que voltam para formar uma primeira linha de marcação no meio-campo.

Esquema tático da Internazionale de Milão campeã italiana 2009



O esquema tático da Internazionale de Milão é baseado no jogo contra o Siena, vencido por 3 a 0. A Inter de Milão apresenta diversas variações táticas durante a partida. O técnico José Mourinho transforma seu 4-1-3-2 em 4-2-3-1, em 4-1-4-1 e em 4-3-3. Balotelli é segundo atacante e meia aberto pela esquerda; Figo é meia pela direita e atacante pelas pontas direita e esquerda; Muntari é meia pela esquerda e volante pela esquerda.

Esquema tático do Barcelona campeão espanhol 2009

Este é o desenho tático da formação "ideal" do Barcelona, ou seja, aquela que o técnico Pepe Guardiola gostaria de levar a campo na final da Liga dos Campeões da Europa. Entretanto, alguns desses jogadores estão contundidos ou suspensos e não poderão disputar a partida que decide o título europeu contra o Manchester United.

O Barcelona campeão espanhol de 2009 apresenta-se num 4-3-3 que varia para um 3-4-3, porque Daniel Alves muitas vezes atua mais como meia e ala pela direita que como lateral. Os três atacantes voltam pouco para marcar, mas são muito técnicos e fazem muitas tabelas entre eles e com os jogadores de meio-campo. Puyol faz o zagueiro e “falso” lateral pela esquerda.



Leia também:

INTERATIVO. Esquema tático do Atlético. Gráficos interativos animados.

Esquema tático do Atlético. Jogo contra o Grêmio.

Barcelona 2 x 0 Internazionale de Milão. Análise tática.

Liverpool 2 x 2 Manchester City. Análise tática.

Everton 0 x 2 Benfica. Análise tática.

Milan 1 x 1 Real Madrid. Análise tática.

Milan x Real Madrid. Análise tática em tempo real.

Real Madrid 2 x 3 Milan. Jogo em Madri.

Chelsea 2 x 0 Liverpool. Análise tática.

Sporting 1 x 0 Hertha Berlin. Análise tática.

AEK Atenas 1 x 0 Benfica. Análise tática.

Bayern de Munique 0 x 0 Juventus. Análise tática.

Arsenal 2 x 0 Olympiacos. Análise tática.

Barcelona 2 x 0 Dínamo Kiev. Análise tática.

Esquema tático do Manchester City.

Esquema tático do Lyon.

Esquema tático do Borussia Dortmund.

Esquema tático do Bayern de Munique.

Borussia 1 x 5 Bayern. Análise tática.

Roma 1 x 3 Juventus. Análise tática.

Esquema tático do Chelsea.

Manchester United 2 x 1 Arsenal. Análise tática.

Milan 0 x 4 Internazionale de Milão. Análise tática.

Esquema tático do Milan. Jogo contra o Siena.

Esquema tático da Internazionale de Milão. Jogo contra o Bari.

Esquema tático do Barcelona.

Esquema tático do Shakhtar Donetsk.

Esquema tático do Real Madrid. Jogo contra o Rosenborg.

Esquema tático do Real Madrid com Kaká e Cristiano Ronaldo.

Esquema tático do Wigan.

Esquema tático do Liverpool.

Esquema tático do Tottenham.

Esquema tático do Atlético de Madrid.

Mande o link desta análise para o seu twitter.

domingo, 17 de maio de 2009

Botafogo 0 x 0 Corinthians: análise tática do jogo

Análise tática da partida Botafogo 0 x 0 Corinthians. O Botafogo apresentou-se no 3-5-2 contra o Corinthians, que jogou no 4-4-2.

Esquema tático do Botafogo



O Botafogo começou e terminou o jogo no 3-5-2. Os três zagueiros, na maior parte do jogo, jogaram presos atrás. Só no final do jogo, Juninho avançou algumas vezes e chegou de surpresa ao ataque. O ala Eduardo (esquerda) avançou poucas vezes, mas Thiaguinho (direita) chegou muitas vezes ao ataque pelo lado e entrando em diagonal pelo meio. O meio-campo teve um volante marcador (Fahel) mais recuado, um volante mais adiantado (Túlio Souza) e um meia (Rodrigo Dantas) que atuou muito recuado. Na verdade, tanto Túlio quando Rodrigo atuaram como volantes, como pode ser visto no desenho tático do Botafogo acima.

O time errou muitos passes e mostrou que a qualidade técnica do time é muito baixa. Os companheiros de ataque de Victor Simões (que ficou impedido sete vezes) mostraram grande deficiência no passe e nas finalizações. O mesmo pode-se dizer do meio-campo.

As mudanças de Ney Franco no segundo tempo não alteraram o esquema tático do Botafogo. O volante Léo Silva teve mais presença no ataque que Túlio Souza e melhorou o passe no meio-campo, mas Tony mostrou as mesmas deficiências que o titular Jean Coral: muitos erros de passe e finalização.


Esquema tático do Corinthians



O Corinthians apresentou um desenho tático diferente do 4-2-3-1 — e suas variações — apresentado nas finais e semifinais do Campeonato Paulista (ver Esquema tático do Corinthians).

O time entrou no 4-3-1-2, com André Santos e Alessandro como laterais (em alguns jogos, André Santos também atua como ala e Alessandro como terceiro zagueiro pela direita). No meio-campo, Cristian como volante mais recuado, Elias de volante pela direita, Morais como volante e meia pela esquerda e Douglas como armador. No ataque, Dentinho abriu pelas duas pontas e Ronaldo foi o centroavante.

No segundo tempo, algumas vezes André Santos trocou de posição com Morais para auxiliar Douglas no trabalho de armação. Mas a maior parte do tempo ele atuou como lateral-esquerdo e Morais, por pouco tempo, foi avançado como terceiro atacante e trocou algumas vezes de lado com Jorge Henrique, que entrou no lugar de Dentinho.

O time mostrou que tem problemas quando não pode jogar no contra-ataque.

Internacional 2 x 0 Palmeiras: análise tática

Análise tática do jogo Internacional e Palmeiras, em Porto Alegre, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. O time gaúcho venceu por 2 a 0. O Internacional jogou O Palmeiras começou a partida no 3-2-4-1, variando para um 3-2-3-2. No segundo tempo, o Internacional manteve o esquema tático, mas o Palmeiras adotou o 4-4-2.

Esquema tático do Internacional



O Internacional atuou no 4-3-1-2, como fez na Copa do Brasil contra o Flamengo (ver post Esquema tático do Internacional), mas com muitos reservas.

Na defesa, Bolívar foi o zagueiro pela direita e Danny Morais pela esquerda; os laterais foram Marcelo Cordeiro (esquerda) e Danilo (direita). No meio-campo, os volantes mais recuados foram Glaydson e Sandro, com Rosinei um pouco à frente como volante e meia-direita, e Andrezinho como meia-esquerda. No ataque, Taison pela esquerda e caindo pelo centro e Alecsandro mais centralizado à frente e também pela direita.

No segundo tempo, Tite alterou a equipe sem modificar a formação tática: Nilmar no lugar de Alecsandro, Guiñazu substituindo Sandro e D'Alessandro na vaga de Andrezinho.

O Internacional, com seus três volantes e laterais que pouco sobem, garantem que o trio ofensivo, extremamente técnico e objetivo, fique à vontade na frente. Algo parecido com o esquema tático da Seleção Brasileira de 94, quando o sistema defensivo contava com a ótima técnica de Bebeto e Romário no ataque.

Esquema tático do Palmeiras



O Palmeiras jogou no 3-2-4-1, variando para o 3-2-3-2, e apresentou um esquema tático levemente modificado ao apresentado contra o Sport na Copa Libertadores (ver post Esquema Tático do Palmeiras).

Luxemburgo manteve três zagueiros presos atrás, os dois alas abertos (Armero e Marquinhos), dois volantes marcadores (Pierre e Souza), um meia-armador (Cleiton Xavier) e um meia-atacante (Diego Souza) e um atacante (Keirrison).

A mudança foram a aproximação maior de Diego Souza no ataque e Marquinhos (que é atacante) como ala-direito. Embora muitos jornais, programas esportivos e até mesmo os comentaristas do jogo tenham dito que Marquinhos jogou como atacante, ele jogou como ala-direito ou meia aberto pela direita. Ele teve mais liberdade para atacar e menos obrigação de voltar para marcar, mas atuou pelo lado direito do meio-campo, e não como atacante. E não foi bem.

Com as mudanças no segundo tempo, Luxemburgo repetiu a alteração tática apresentada pelo time no jogo contra o Sport. A formação do Palmeiras passou a ser o 4-2-2-2, com Ortigoza e Keirrison na frente e Diego Souza e Cleiton Xavier como meias. A intenção, provavelmente, era fazer a bola chegar mais ao ataque, mas os meias palmeirenses foram anulados pelos volantes do Internacional e os atacantes tiveram pouco espaço contra a defesa gaúcha que pouco liberava seus laterais para o ataque.

Leia também:

Esquema tático do jogo Sport x Palmeiras.

Análise tática de Palmeiras x Nacional-URU.

Esquema tático do Palmeiras.

VÍDEO: Análise tática do Barcelona.

VÍDEO: Análise tática do Manchester.

sábado, 16 de maio de 2009

Esquema tático do Ceará



Análise tática do time do Ceará que jogou contra o Vasco pela segunda rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O jogo terminou Ceará 0 x 2 Vasco. O Ceará joga no 4-4-2 com um quadrado no meio-campo: dois volantes e dois meias. O meia Geraldo é o melhor jogador da equipe e tem liberdade para atuar mais à frente junto com os atacantes.

Análise tática

A defesa, formada por Boiadeiro (lateral-direito), Fabrício (zagueiro pela direita), Erivélton (zagueiro pela esquerda) e Fábio Vidal (lateral-esquerdo), conta com laterais que apóiam o ataque e voltam para marcar. O meio-campo é formado por dois volantes marcadores (Michel pela esquerda e João Marcos pela direita) à frente da defesa, dois meias (Geraldo, meia-esquerda; e Reinaldo, meia-direita). No ataque, Wellington Amorim (na esquerda) e Preto (na direita).

Os laterais do Ceará são laterais mesmo, tradicionais. A redundância é necessária porque, hoje, é cada vez mais comum vermos alas ou zagueiros jogando pela lateral do campo. Os dois apóiam o ataque e voltam para marcar.

O meio-campo também é bem tradicional. Dois volantes marcadores e dois meias. Geraldo é o mais técnico do time, circula pelo meio-campo e chega ao ataque. Os atacantes Wellington Amorim e Preto não ameaçaram muito a defesa vascaína porque erraram muito nas finalizações. Mas o Ceará pressionou mais que o Vasco, mas não teve objetividade.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Cruzeiro x São Paulo - análise tática

São Paulo e Cruzeiro vão se enfrentar pelas quartas-de-final da Libertadores. O confronto será daqui a duas semanas, enquanto isso deixo aqui o desenho tático que as equipes apresentaram nos últimos jogos, mesmo sabendo que muita coisa vai mudar até lá. Às vésperas do jogo, farei outro texto com os respectivos esquemas táticos explicados, acompanhados do desenho tático e gráficos animados.

São Paulo



Cruzeiro

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Esquema tático do Internacional



O Internacional jogou num 4-3-1-2 contra o Flamengo na Copa do Brasil. O destaque do time é o trio ofensivo, formado por D'Alessandro, Taison e Nilmar. Dos três volantes, um deles (Magrão) também atua como meia. O lateral-direito foi Bolívar que, embora seja um zagueiro, atuou como autêntico lateral: defendendo e apoiando pela direita.

Análise tática

A defesa do Internacional formada por Bolívar (zagueiro, mas que jogou como lateral-direito), Índio (zagueiro pela direita), Álvaro (zagueiro pela esquerda) e Kléber (lateral-esquerdo) tem, à sua frente, dois volantes marcadores (Guiñazu pela esquerda e Sandro pela direita), que jogam paralelamente. Magrão, o terceiro volante, também atua como meia e fica um pouco à frente, e levemente à direita, dos outros dois.

A parte ofensiva do time conta com D'Alessandro como meia-armador, Taison pela esquerda e Nilmar pela direita, formando um triângulo. Os três formam o mais badalado setor do Internacional, que também conta com jogadores importantes e/ou com boa qualidade técnica como Kléber, Guiñazu e Magrão.

Esse trio sobrecarrega muito o setor defensivo do time, o que é normal num time que opta por ter um ataque forte. Em alguns times europeus (como o Chelsea, Arsenal e Manchester), muitas vezes cobra-se do atacante um recuo até o meio-campo, quando o time perde a bola, para ajudar na marcação. Mas não é regra. No Barcelona, por exemplo, os atacantes voltam pouco.

Esquema tático do Flamengo



Contra o Internacional, em jogo pela Copa do Brasil, o Flamengo abriu mão de um terceiro zagueiro nato, mas colocou dois volantes para dar liberdade aos alas para atuarem mais em diagonal pelo meio-campo e para marcar D'Alessandro individualmente. O esquema tático do Flamengo foi levemente modificado em relação ao apresentado nos últimos jogos (veja os posts Esquema tático do Flamengo 2009 e O clássico carioca).

Análise tática

Toró seguiu D'Alessandro e Willians foi o volante-zagueiro pela direita e marcou Taison. Depois, trocaram de função e Willians marcou D'Alessandro. Kléberson ficou mais à esquerda, armando e subindo ao ataque, e Ibson mais centralizado pelo meio. Léo Moura e Juan entraram em diagonal pelo meio e atuaram como meias e alas, como, aliás, normalmente fazem. Entretanto, a presença deles entrando em diagonal pelo meio-campo foi maior.

A defesa contou com Willians fazendo um papel duplo de volante pela direita e zagueiro pela direita. Toró marcou individualmente D'Alessandro e também aparecia como terceiro zagueiro pelo meio quando Willians atuava como volante. Mais tarde, Willians passou a fazer a marcação individual em D'Alessandro e Toró passou a marcar Taison.

No ataque, Emerson (pela direita) e Everton (pela esquerda) seguiram sem ameaçar muito o gol do Internacional. As entradas de Obina e Erick Flores não tornou o ataque mais eficiente.

O Flamengo teve mais posse de bola porque tem muitos jogadores de qualidade no meio-campo, com bom aproveitamento nos passes. Com isso, o time consegue manter a bola no campo de ataque. Entretanto, faltam atacantes de qualidade.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Esquema tático do Palmeiras



O Palmeiras começou o jogo contra o Sport no 3-6-1, com dois volantes, dois alas, dois meias e um atacante. No segundo tempo — com as substituições, o recuo dos alas e a pressão do Sport —, o Palmeiras passou a atuar num 5-3-2. Souza começou como volante pelo lado esquerdo e depois migrou para o lado direito da cabeça de área. Pierre marcou individualmente Paulo Baier e Wendel não pôde subir muito ao ataque porque o Sport concentrou jogadores do lado direito da defesa Palmeirense. Veja também a análise tática do jogo Sport e Palmeiras.

Análise tática

No primeiro tempo, o Palmeiras jogou com três zagueiros fixos atrás, dois volantes marcadores, dois alas abertos, dois meias e um atacante: um 3-6-1. Como Paulo Baier e Luciano Henrique se movimentavam trocando de posições como meia esquerda e meia direita (e Luciano Henrique também chegava como atacante pela esquerda), a marcação dos volantes ficou confusa. Pierre, que marcava Paulo Baier individualmente, por vezes teve que marcar Luciano Henrique e Souza teve que marcar Baier.

Como o Sport jogou sem ala-direito e concentrou seu jogo na direita da defesa do Palmeiras, Souza transformou-se em volante pela direita para ajudar a conter o trio Ciro, Dutra e Luciano Henrique. Pela esquerda, Armero fechou mais pelo meio e Wendel pouco subiu. Sem a bola, até Keirrison voltava para marcar e ficava à frente de Diego Souza (meia-esquerdo) e Cleiton Xavier (meia-direito).

No segundo tempo, Luxemburgo colocou dois atacantes, mas recuou os alas para atuarem como laterais e o sistema tático palmeirense passou a ser o 5-3-2, ou 5-2-1-2, com apenas um meia (Cleiton Xavier) e dois atacantes (Willians aberto pela esquerda e Ortigoza pela direita e pelo centro do ataque).

Leia também:

Nacional 0 x 0 Palmeiras - Análise tática.

Esquema tático do jogo Sport x Palmeiras.

Análise tática de Palmeiras x Nacional-URU.

Análise tática de Internacional x Palmeiras.

Esquema tático do Sport



O Sport começou o jogo contra o Palmeiras num 3-5-2, que variava para um 3-4-3, com um zagueiro aparecendo como lateral-direito. No segundo tempo, Nelsinho Batista formou o time no 3-4-3, com Fumagalli e Luciano Henrique se revezando nas funções de meias e atacantes. Veja também a análise tática do jogo Sport e Palmeiras.

Análise tática

O Sport jogou com três zagueiros, dois volantes marcadores, dois meias, um ala-esquerdo e dois atacantes. Mas há detalhes importantes sobre esse esquema tático do Sport. Vamos a eles.

Dos três zagueiros do Sport, o zagueiro pela direita também desempenhou a função de lateral-direito. No meio-campo, Dutra foi o ala pela esquerda e entrava em diagonal pelo meio, fato mais frequente no segundo tempo. Paulo Baier e Luciano Henrique se revezaram como meias pela esquerda e pela direita, confundindo a marcação individual que Pierre fazia sobre Baier. Por isso, por vezes a marcação de Baier ficou a cargo de Souza. Luciano Henrique atuou em três funções: na ala direita (no início do jogo), na meia e no ataque pela esquerda (por onde começou a jogada do gol do Sport).

No ataque, Ciro jogou pela esquerda e caindo pelo centro, quando empurrava Wilson mais para a direita.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Sport 1 x 0 Palmeiras - Análise tática

O Sport ganhou do Palmeiras na Ilha do Retiro por 1 a 0 e foi desclassificado nos pênaltis por 3 a 1. O Sport jogou no 3-5-2 e o Palmeiras no 3-6-1. Vamos à análise tática.

O Sport atuou no 3-5-2, sem um ala-direito fixo, mas com Igor (o zagueiro pela direita) aparecendo muitas vezes como lateral-direito, e Paulo Baier e Luciano Henrique revezando-se pela meia direita e esquerda. Luciano Henrique caiu até pela ponta esquerda, deslocando Ciro para o centro do ataque. Wilson ficou sempre pelo centro ou pela direita do ataque.

Esse deslocamento de Luciano confundiu o Palmeiras no início do jogo. Tanto que Luxemburgo teve que pedir para que Armero (ala-esquerdo do Palmeiras) ficasse menos aberto e ajudasse a fechar a cabeça de área pela esquerda. Enquanto não conseguia passar a instrução, Souza era o volante pela esquerda e o Palmeiras deixava o lado direito da defesa mais aberto. Pierre marcava Paulo Baier individualmente.

O lado esquerdo do Sport fortalecia-se com a presença de Luciano Henrique quando ele fazia o revezamento com Paulo Baier ou caía pela ponta esquerda. Com as presenças adicionais de Ciro e Dutra daquele lado, era necessário mais um volante para fortalecer a marcação palmeirense.

O Sport dominou as ações no primeiro tempo, mas não conseguiu pressionar o Palmeiras no segundo. As entradas de Fumagalli — mais adiantado pela direita — e Moacir — volante que fazia a cobertura das subidas de Igor pela direita — não melhoraram a penetração ofensiva do Sport. O time passou a atuar no com três zagueiros, um ala (Dutra), dois volantes e três atacantes, com Fumagalli e Luciano Henrique se revezando como meia e atacante. Um 3-4-3 ou, separando por funções, um 3-2-2-3.

No Palmeiras, entraram Mozart, Willians e Ortigoza, e o time passou a jogar com três zagueiros, dois volantes, dois laterais (os alas murdaram de função com a pressão do Sport), um meia (Cleiton Xavier) e dois atacantes. Um 5-3-2, ou 5-2-1-2.

O lado esquerdo do Sport seguiu sendo o setor mais forte do time e foi por lá que o único gol da partida saiu, em penetração pela ponta esquerda de Luciano Henrique.

Veja as análises individuais de Sport e Palmeiras.

Vídeo com análise tática do São Paulo



Análise em vídeo, com gráficos animados, do esquema tático do São Paulo. Em 1min e 16 segundos, tentamos dar uma visão geral do posicionamento ofensivo e defensivo apresentado pelo São Paulo na primeira rodada do Campeonato Brasileiro.

Lembrando que o atual campeão brasileiro não atua sempre desse modo e que, no segundo tempo, houve uma mudança para o 4-4-2, com Wagner Diniz como lateral-direito.

Brevemente, faremos mais gráficos animados com outros times, com mais qualidade de vídeo.

Este é um vídeo experimental e avaliaremos a possibilidade de continuarmos ou não com as análises com gráficos animados.

Leia também:

Esquema tático do Avaí.

Análise tática de Avaí x Atlético MG.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Esquema tático do Cruzeiro



Desenho tático apresentado na primeira rodada do Campeonato Brasileiro 2009.

Veja também a análise tática do Cruzeiro nos clássicos contra o Atlético nos posts Cruzeiro versus Atlético e O clássico mineiro.

domingo, 10 de maio de 2009

Esquema tático do Santos



Desenho tático apresentado na primeira rodada do Campeonato Brasileiro 2009.

Esquema tático do São Paulo



O São Paulo jogou num 3-5-2 sem ala-direito! No jogo de domingo contra o Fluminense, Dagoberto jogou como meia-esquerda, juntamente com Hugo, e eles se alternavam no apoio a Washington no ataque. Não foram nem uma coisa nem outra. Um meio-campo excessivamente povoado, mas sem objetividade. Jorge Wagner e Arouca atuaram como volantes. Arouca acumulou a função de ala-direito, alternando com Hernanes; Jorge Wagner foi o volante e armador, tal como Pirlo no Milan, que joga atrás do (s) volante (s) de contenção. Mas Jorge Wagner jogou um pouco mais à frente de Arouca, que na verdade é um segundo volante. Não é usual, mas o São Paulo jogou sem um volante marcador.

A idéia de Muricy de alterar a função dos jogadores durante o jogo é interessante, mas não tem dado muito resultado. Hernanes e Arouca, ao que parece, foram encarregados de serem alas volantes pela direita. Nenhum dos dois cumpriu bem a função. Resultado: o lado direito ficou vazio. Hernanes foi o meia pela direita e poucas vezes caiu pelo lado. Arouca foi, efetivamente, o volante pela direita.

Em compensação, o lado esquerdo ficou superpovoado com um ala-esquerdo (Júnior César), dois meias-esquerda que, vez por outra, transformavam-se em segundo atacante pela esquerda (Dagoberto e Hugo).

Nas semifinais do Paulista, Dagoberto foi o ala-direito e chegava ao ataque formado por Borges (pela esquerda) e Washington (centralizado), num 3-1-4-2 armado por Muricy. Não deu certo também. Desde que Hernanes transformou-se em meia-direita, o São Paulo perdeu sua efetividade. A opção pelas bolas alçadas na área está muito óbvia e não tem funcionado. O único ponto positivo do atual esquema é o recuo de Jorge Wagner, já que ele fica com espaço para fazer lançamentos.

Desenho tático apresentado na primeira rodada do Campeonato Brasileiro 2009.

Esquema tático do Fluminense



O Fluminense joga num 4-3-1-2. Wellington Monteiro e Maurício são os volantes e Marquinho faz papel de terceiro volante. Thiago Neves é o meia-armador pela esquerda e, no ataque, Maicon foi o segundo atacante, pela esquerda ou pela direita, e Fred, o centroavante.

Desenho tático apresentado na primeira rodada do Campeonato Brasileiro 2009.

Esquema tático do Grêmio



Ainda sob o comando de Marcelo Rospide, o Grêmio atuou no 3-5-2 na primeira e na segunda rodadas do Campeonato Brasileiro.

A defesa é formada por três zagueiros (Léo pela direita, Rafael Marques pelo centro e Réver pela esquerda), sendo que Réver faz a saída de bola pela esquerda e chega até a risca do meio-campo. Vez por outra, aparece de surpresa no ataque. Já discutimos aqui no Blog se Réver acumula a função de zagueiro com a de volante ou de líbero, e assistindo a algumas partidas do Grêmio, vejo que ele não é nem uma coisa nem outra. Ele não circula livremente pela defesa, também não é o zagueiro da sobra, nem avança até o meio-campo pela faixa central. Réver, como já disse, avança até a risca central pela faixa esquerda do campo com a bola dominada, fazendo a saída de bola do time, e faz a cobertura do lado esquerdo sem ser um lateral.

O meio-campo conta com um volante de marcação (Adílson), um segundo volante e meia-esquerdo (Tcheco) e um meia-atacante (Souza) pela direita. Os alas Ruy (direita) e Fábio Santos (esquerda) avançam pelas laterais e entram em diagonal pelo centro, sendo que Ruy faz executa esse movimento com muito mais frequência que Fábio Santos. Algumas vezes, Ruy também aparece no ataque como ponta-direita e até mesmo na meia esquerda.

Os atacantes Máxi López (faixa esquerda e central) e Jonas (direita) ficam um pouco isolados na frente (veja o post sobre o Esquema 3-5-2). Jonas é o segundo atacante e cai pelas duas pontas, mas preferencialmente pela direita. Máxi López é o atacante de área, mais centralizado.

Observações importantes

Paulo Autuori, em entrevista ao Arena Sportv do dia 19 de maio, deu a entender que manterá o esquema tático do Grêmio (3-5-2) num primeiro momento, porque não tem vaidade pessoal de mexer em um sistema que está funcionando. Mas salientou que sua vontade é implantar o 4-4-2 ou 4-3-3 porque tem mais "a cara do futebol brasileiro".

Em breve, farei uma nova análise do esquema tático do Grêmio sob o comando de Paulo Autuori.

Veja também o post Análise tática de Grêmio x Boyacá Chicó.

Avaí 2 x 2 Atlético - análise tática

O Avaí, campeão catarinense em 2009, jogou no 4-4-2 e o Atlético Mineiro, no 3-5-2. O Avaí fez dois gols (Evando e Muriqui) e o Atlético reagiu e empatou (Alessandro e Carlos Alberto) no segundo tempo.

O esquema tático de Silas (veja post abaixo sobre o Esquema tático do Avaí) funcionou muito bem até a metade do segundo tempo. Os laterais catarinenses bateram com os alas atleticanos e os meias Odair (contundiu-se e foi substituído por Ricardinho) e Muriqui levaram vantagem sobre os três volantes (Renan Márcio Araújo e Fabiano) atleticanos. As características dos meias escolhidos se completam porque Odair é armador e Muriqui conduz a bola e é rápido (Muriqui é atacante adaptado como meio-campo). Entretanto, Odair machucou-se ainda no primeiro tempo e a armação ficou por conta de Muriqui que, como lembrou o amigo-leitor Marcos Gaúcho, não sabe armar. Mas a falta de qualidade do meio-campo mineiro não explicitou essa deficiência do Avaí, que se tornaria clara com as substituições de Roth no segundo tempo.

Perdendo de 2 a 0, Roth tirou um zagueiro (Werley) e colocou um lateral-esquerdo (Thiago Feltri), e atacante de velocidade (Alessandro) no lugar de um volante (Fabiano), passando a atuar no 4-3-3. Mais tarde, o segundo volante Carlos Alberto entraria no lugar de um cansado e mal tecnicamente Élder Granja, adaptado à lateral-direita. Júnior assumiu a meia-esquerda e, no ataque, Alessandro pela esquerda, Éder Luís pela direita e Tardelli como centroavante.

As mudanças elevaram o nível técnico do Atlético e o time passou a criar, o que não acontecia com os três volantes (veja post sobre o esquema tático do Atlético em que já dizíamos isso) Alessandro, Júnior e Thiago Feltri levaram grande vantagem (inclusive numérica) sobre o lado direito da defesa do Avaí e criaram boas jogadas. Júnior subiu de produção e, junto com Alessandro, foram os melhores jogadores da partida. Diego Tardelli e Éder Luís não estiveram bem, talvez pela falta de um meio-campo mais criativo desde o início do jogo.

No Avaí, os destaques foram Odair e Muriqui, que aparecia como terceiro atacante quando o time tinha a posse de bola. Também gostaria de destacar a marcação da linha de frente do Avaí, formada pelos dois atacantes e os dois meias, que dificultava a troca de bolas no meio-campo do Atlético. Outro destaque é Celso Roth, que modificou (mesmo que tenha sido tarde) o desenho tático da equipe e, com isso, conseguiu empatar uma partida praticamente perdida para o Atlético.

* Com a colaboração dos amigos Marcos Gaúcho e Hugo Albuquerque.

sábado, 9 de maio de 2009

Esquema tático do Avaí



Na primeira rodada do Campeonato Brasileiro, o Avaí jogou num 4-4-2 tradicional, mas que atualmente é pouco usado, com dois volantes e dois meias (veja também o post com a Análise tática do jogo Avaí 2 x 2 Atlético Mineiro).

A defesa do Avaí armada pelo técnico Silas é formada por dois zagueiros (André Turatto pela direita e Emerson pela esquerda) e dois laterais (Uendel pela esquerda e Ferdinando pela direita) que apóiam e marcam.

O meio-campo tem dois volantes de marcação (Léo Gago pela esquerda e Marcus Winícius pela direita) e dois meias (Odair, armador, pela esquerda; Muriqui, que conduz mais a bola, pela direita) que chegam muito ao ataque para apoiar os atacantes Evando (pela esquerda) e William (pela direita). Muriqui apresentou-se como atacante em diversas oportunidades.

A marcação do time na frente é interessante. Os atacantes voltam para formar, com os meias, uma primeira linha de quatro atrás da linha da bola. E algumas vezes voltam pelos lados do campo, como indicado pelo desenho acima, e outros pelo centro mesmo, como é usual.

Esquema tático do Atlético Mineiro 2009



Para o primeiro jogo do Campeonato Brasileiro, o técnico Celso Roth adotou o 3-5-2 como esquema tático para o Atlético. A imprensa está tratando o fato como uma mudança, mas essa informação não é totalmente correta.

Com Emerson Leão, o Galo já atuava nesse esquema. A diferença é que, de vez em quando, Leão entrava com um lateral-direito de origem, mas que fazia o papel de zagueiro pela direito, porque praticamente não apoiava o ataque. Márcio Araújo cumpria as funções de volante e de ala pela direita. O Atlético também jogou no 4-4-2 com Leão, mas, na maioria das vezes, como uma variação do 3-5-2. No início do Campeonato Mineiro, o 4-4-2 mostrou-se pouco efetivo porque Júnior não tem condições de físicas de atuar como lateral-esquerdo, atacando e voltando para marcar.

Lembrando que o desenho tático que coloquei é apenas uma projeção, e devemos observar como o time deve se comportar na prática, algumas análises podem ser feitas baseadas nas características técnicas dos jogadores escalados.

Os três zagueiros dão mais segurança e altura à defesa, que levou alguns gols de cabeça. Entretanto, piora a saída de bola. No esquema com três zagueiros, um deles deve ajudar na saída de bola do time. Normalmente, faz-se isso de três maneiras. Um dos zagueiros transforma-se em volante quando o time tem a bola; um dos jogares é o líbero; ou saída de bola é feita pelos lados, com um dos zagueiros transformando-se em lateral.

O Barcelona faz isso com Puyol atuando como zagueiro pela direita ou esquerda, e transformando-se em lateral quando o time tem a bola. O'Shea faz esse papel pelo lado direito do Manchester. No caso do Atlético, acredito que Werley desempenhará o papel de falso lateral-direito, como já fazia com Leão.

O meio-campo com três volantes de origem pode dificultar a já problemática saída de bola do esquema com três zagueiros. Márcio Araújo tem mais desenvoltura para atacar, mas é um carregador de bola apenas, ele não é armador. Renan é volante de contenção. Fabiano deve jogar à frente dos dois, mas não está em condições físicas plenas.

A função de criação de jogadas, portanto, deve ficar a cargo dos alas. Júnior já vem desempenhando essa função. Deve dividi-la com Elder Granja, e a armação do time se dará pelos lados do campo. Os três zagueiros e os três volantes são a segurança para que os alas possam desempenhar as funções de armação e apoio ao ataque mais livremente.

O ataque de Diego Tardelli e Éder Luís é leve e rápido. Tardelli, tradicionalmente segundo atacante, no Atlético é mais centroavante, mas também flutua pelos lados do campo e vem buscar jogo pelo meio. Assim como Éder Luís, que cai mais pelos lados, busca o jogo no meio, mas não fica na área como Tardelli.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Esquema tático do Flamengo 2009



Com o início do Campeonato Brasileiro, vamos publicar algumas análises e desenhos táticos das equipes participantes.

A principal característica do Flamengo de Cuca é a variação do esquema tático no decorrer de uma partida. O Flamengo joga, na maior parte do tempo, no 3-5-2, com um volante de marcação (Willians) e mais dois volantes que cumprem funções variadas. Kléberson é o segundo volante, mas também ajuda a armar o time e chega ao ataque; Ibson é o meia-armador. Nas alas estão Juan (esquerda) e Leonardo Moura (direita). Everton e Emerson são os atacantes.

Atenção especial às diversas funções desempenhadas pelos alas, o ponto forte do time. Eles podem cair pelos lados como pontas e entrar em diagonal pelo meio. Por isso, Cuca também os considera atacantes. Dessa maneira, o time também varia seu esquema para um 3-4-3.

Como Zé Roberto (ficará no banco no jogo contra o Cruzeiro) também pode atuar como meia-atacante, os meias-armadores podem jogar como volantes, os alas como laterais e o terceiro zagueiro como volante, podemos enxergar novas variações no esquema ao longo do jogo.

Everton, que jogou contra o Fortaleza na Copa do Brasil, será mantido no ataque ao lado de Emerson.

Brevemente publicarei uma análise do esquema tático do Flamengo com a entrada de Adriano.

Este post foi atualizado no sábado.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Chelsea 1 x 1 Barcelona

O Barcelona está classificado para a final da UEFA Champions League, após ter empatado com o Chelsea em 1 a 1 (o primeiro jogo, no Camp Nou em Barcelona, foi 0 a 0), e jogará contra o Manchester, que eliminou o Arsenal.

O Chelsea modificou seu esquema tático jogando em casa, no estádio Stamford Bridge, e a formação escolhida por Guus Hiddink foi o 4-2-3-1. O Barcelona, muito desfalcado (não pode contar com Marquez, Puyol e Henry), atuou no tradicional 4-3-3 que, durante o jogo, muitas vezes se transforma em 3-4-3. O Chelsea teve 37% de posse de bola contra 63% do Barcelona; no quesito chutes a gol, o Chelsea deu 12 chutes, enquanto o Barcelona deu 14 (1 no alvo, exatamente o do gol da classificação. Vamos à análise e aos desenhos táticos de Chelsea 1 x 1 Barcelona.

Chelsea



A formação do Chelsea foi um 4-2-3-1. Bosingwa (lateral-direito), Alex, Terry e Ashley Cole (lateral-esquerdo) foram os defensores. Os laterais não avançaram. No meio-campo, dois volantes de marcação (Essien e Ballack) ficavam atrás de uma linha de três mais à frente Anelka, Lampard e Malouda) e, no centro do ataque, Drogba. Digo centro do ataque porque, com a bola, o Chelsea avançava seus meias laterais (Malouda, pela esquerda, foi mais ativo que Anelka).

Com o meio-campo muito povoado, o Chelsea conseguiu anular uma das armas do Barcelona, que é a tabela no meio para fazer a bola chegar ao ataque. O Barcelona pouco ameaçou o Chelsea e só conseguiu finalizar no gol uma única vez.

Barcelona



O Barcelona atuou no 4-3-3, que se transformava em 3-4-3 porque Daniel Alves avança muito pela direita e atua como um meia pela direita ou ala-direito. A defesa, desfalcada de dois jogadores (Puyol suspenso e Marquez machucado), atuou com Touré (originalmente volante) pela direita, Piqué pelo centro e Abidal — que pouco avançou na lateral — pela esquerda.

O meio-campo contou com Busquets como único volante de marcação pela faixa central, Keita foi o meia pela esquerda e Xavi, o meia-armador pela direita. Iniesta (o melhor jogador do Barcelona na partida) desempenhou duas funções: meia-atacante e atacante pela esquerda. Messi iniciou a partida pela esquerda, entrando em diagonal pelo centro do ataque, e Eto'o foi o centroavante, mas também caindo pela esquerda.

Assim como no Camp Nou, o Barcelona teve dificuldades de vencer o bloqueio do meio-campo do time londrino. A bola chegou poucas vezes à área do Chelsea e as finalizações não levaram perigo à meta de Cech. Entretanto, a única vez que o time acertou o alvo, fez o gol da classificação.

Chelsea x Barcelona - pré-jogo

Chelsea e Barcelona fazem a segunda perna da semifinal da Uefa Champions League em Londres. Abaixo, os esquemas táticos de Chelsea e Barcelona.

Esquema tático do Chelsea



Jogando em casa, o Chelsea deve modificar seu esquema tático em relação ao primeiro jogo das semifinais contra o Barcelona. Provavelmente, o técnico Guus Hiddink deve adotar o 4-1-4-1, com os meias laterais aparecendo como atacantes quando o time tiver a posse de bola.

A defesa deverá ser formada por (da direita para a esquerda): Ivanovic, Alex, Terry e Ashley Cole. Ivanovic funciona como um zagueiro pela direita e Ashley Cole tem mais liberdade para apoiar. O meio-campo é mais complexo. No último jogo, Obi Mikel entrou e o Chelsea apresentou uma linha de cinco jogadores no meio. No Stamford Bridge, entretanto, a formação deverá ser mais ousada. Essien deverá ser o volante de marcação, atrás de Ballack e Lampard (ambos na dupla função de volantes e meias); Malouda (ou Anelka) como meia-atacante pela esquerda e Kalou (ou Anelka) pela direita. Drogba será o centroavante.

Essien também poderá ficar como volante mais à esquerda para marcar Messi, junto com Ashley Cole.

Esquema tático do Barcelona



O Barcelona não costuma alterar significativamente seu esquema tático quando joga fora de casa. Por isso, deve atuar no 4-3-3, mas alguns detalhes devem ser observados. (Veja também o post Esquema tático do Barcelona campeão espanhol 2009).

Normalmente o Barcelona joga com três zagueiros, com Puyol fazendo o papel de "dublê" de lateral-esquerdo, para dar consistência defensiva às subidas de Daniel Alves pela direita. Sem Marquez e Puyol, o técnico Guardiola deve entrar com Cáceres, Piqué e Abidal ou Piqué, Abidal e Sylvinho pela lateral-esquerda, com mais chances para a primeira formação, segundo o diário catalão Sport.

Henry também é dúvida, devido a uma contusão. Caso não jogue, Iniesta deve aparecer como atacante pela esquerda e Hleb fará a função que normalmente cabe a ele pela meia esquerda. Xavi exercerá as funções de volante-meia pela direita e Yayá Touré, a de volante de marcação mais centralizado. Eto'o será o centroavante e Messi, o atacante pela direita. Não se esqueçam que o ataque catalão é muito dinâmico e seus jogadores trocam de posição constantemente.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Arsenal 1 x 3 Manchester United

O Manchester United venceu o Arsenal por 3 a 1 em pleno Emirates Stadium. O Arsenal jamais havia perdido um jogo da Liga dos Campeões em seu estádio.

Arsenal



O Arsenal jogou no 4-3-3, variando para o 4-3-2-1. O time londrino jogou com quatro defensores, com Sagna na lateral-direita avançando mais e Gibbs, pela esquerda, mais recuado. Até aqui, igual ao primeiro jogo das semifinais da Champions League. Do meio pra frente, o time sofreu modificações, que antecipamos no post anterior. O desenho tático do meio-campo sofreu modificações em relação à primeira partida. Song foi o volante de contenção centralizado, enquanto Nasri (esquerda) e Fabregas (direita) foram os volantes e meias à sua frente. O ataque também foi modificado. Com a posse de bola, Walcott (direita) e van Persie (esquerda) foram atacantes pelas pontas; sem a bola, eles voltavam como meias e formavam uma linha de cinco juntamente com os volantes. Adebayor foi o centroavante.

Pontos fracos: O lateral Gibbs, o meia-atacante Walcott e Adebayor estiveram muito mal no jogo.

Manchester United



O Manchester United, por sua vez, atuou no 4-2-3-1, mas não naquele em que apostamos e erramos no post anterior. Os quatro defensores ficaram praticamente presos atrás, com poucas subidas de Evra pela esquerda. O meio-campo contou com dois volantes de contenção que trocavam de lado, com Anderson à frente deles, como segundo volante e meia-esquerda. Park jogou na ala direita e Rooney como meia pela esquerda, aparecendo como segundo atacante quando o time tinha a posse de bola; sem a bola, Rooney acompanhava o lateral Sagna e formava a linha de cinco jogadores no meio-campo. A maior inovação foi Cristiano Ronaldo jogando como atacante centralizado (que não é tão nova assim, porque ele já atuou assim no próprio Manchester e na seleção portuguesa).

Pontos fortes: a disciplina tática de Rooney, a boa atuação do meio-campo e a bela apresentação de Cristiano Ronaldo.

Arsenal x Manchester United

Arsenal e Manchester enfrentam-se hoje, no Emirates Stadium em Londres, pela segunda partida das semifinais da Copa dos Campeões da Europa. Na primeira partida, no Old Trafford em Manchester, o time da casa venceu por 1 a 0. Vamos aos desenhos táticos dos times.

Arsenal

Jogando fora de casa, no primeiro jogo o Arsenal atuou num 4-4-1-1, com duas linhas de quatro. Na linha de meio-campo, Walcott como meia aberto pela direita (e apresentando-se como atacante quando o time tinha a posse de bola), Song na centro-direita, Nasri na centro-esquerda e Diaby na esquerda (apresentam-se, muitas vezes, como meia para auxiliar Fabregas). Cesc Fabregas jogou à frente dessa linha de quatro como meia-armador e Adebayor jogou isolado na frente.



Como joga em casa, o Arsenal deve entrar num sistema tático mais ousado. Van Persie volta ao time e vai atuar como segundo atacante pela esquerda e como meia-aberto pela esquerda. O mesmo se aplica a Walcott, só que do lado contrário. Arsène Wenger não deve abrir mão do talento de Fabregas colocando-o como volante ao lado de Denilson, Nasri ou Diaby (como mostra o Times), já que precisa vencer. Mas o técnico pode colocar um volante mais recuado (Denílson, Song ou Diaby) e mais dois volantes mais à sua frente, com Fabregas pela direita e outro pela esquerda (Diaby, Nasri ou Denílson). Acredito que o time vá no 4-4-2, alternando para um 4-3-3.



Ponto forte: o meio-campo é formado por volantes que se transformam em meias ou vice-versa, o que pode confundir a marcação do Manchester, como aconteceu algumas (poucas) vezes no primeiro jogo.

Manchester

No primeiro jogo, o Manchester jogou no 4-4-2, variando para o 4-3-3. Normalmente, o lateral que apóia o ataque é Evra, mas no jogo em Manchester, O'Shea encontrou espaço pela direita (por causa da marcação dupla em Cristiano Ronaldo) e subiu mais; Evra marcou as subidas de Walcott. Dois volantes na marcação pelo meio (Carrick e Fletcher) e Anderson como meia-esquerda. Rooney alternou as funções de meia aberto pela esquerda e atacante pela esquerda (também trocava de lado com Cristiano Ronaldo, principalmente no segundo tempo). Tevez jogou mais centralizado e Cristiano Ronaldo como atacante pela direita.



No jogo de hoje, Berbatov pode entrar no lugar de Tevez como centroavante. Como joga fora de casa, Rooney e Cristiano Ronaldo devem trocar constantemente de lado nas posições de meias abertos e como pontas, dependendo do time que estiver com a posse da bola. O Manchester deve atuar no 4-2-3-1.



Ponto forte: o ataque conta com jogadores talentosos e taticamente disciplinados, que voltam para compor o meio-campo quando o time perde a posse de bola.

domingo, 3 de maio de 2009

Esquema tático do Corinthians

O Corinthias sagrou-se campeão neste domingo, após empatar com o Santos em 1 a 1, mostrando diversas variações em seu sistema tático. É um 4-2-3-1, que varia para 5-3-1-1, 4-3-3 e para um 3-4-3. Isso porque nenhum esquema tático inteligente deve ser estático. Mas deve contar com jogadores que tenham condições técnicas e físicas para executar funções diferentes durante o jogo. No caso do Corinthians, destaco dois jogadores-chave: Jorge Henrique e André Santos.

O sistema defensivo



Na semana passada, eu já havia salientado que o Corinthians, quando se defendia, utilizava até cinco jogadores na linha defensiva. Hoje, depois dos 40 minutos do primeiro tempo, após o Santos ter retomado a posse de bola, a TV mostrou claramente o técnico Mano Menezes fazendo um gesto com a mão para seus jogadores indicando para que eles, aparentemente, formassem uma linha de cinco.

Sem a bola, a defesa do Corinthians é formada por cinco jogadores (da direita para a esquerda): Jorge Henrique, Alessandro, Diego (Chicão não jogou por estar suspenso), William e André Santos.

No primeiro jogo da final, Morais entrou no lugar de Dentinho e formava o trio de volantes. Com a volta de Dentinho, percebe-se claramente que ele volta como volante pela esquerda, paralelamente a Elias, e Cristian fica um pouco mais recuado. Douglas fica à frente dos volantes e Ronaldo como único atacante.

O sistema ofensivo



Com a bola, o Corinthians adota outra postura. Alessandro vai para a lateral-direita, Jorge Henrique e Dentinho colocam-se como pontas abertos, embora Jorge Henrique um pouco menos. André Santos assume a função de ala pela esquerda e, quando avança para o ataque, Dentinho guarda a ala. André Santos funciona como um elemento surpresa em suas subidas ao ataque, fechando em diagonal para dentro da área adversária. Tanto que ele chega para marcar o gol de empate do Corinthians no primeiro tempo.

Leia também:

VÍDEO: Esquema tático do Corinthians.

Análise tática de Botafogo x Corinthians.

Análise tática de Santos x Corinthians - 1º jogo da final do Paulistão.

Catania 0 x 2 Milan

O Milan venceu o Catania por 2 a 0 e está a sete pontos da Internazionale no campeonato italiano. No post abaixo, fiz uma análise tática do Milan. Portanto, farei uma breve análise tática do Catania.



O Catania joga num 4-3-1-2, com uma linha de quatro na defesa e dois laterais que sobem pouco. Nesta jornada, o Catania jogou com (sempre da direita para a esquerda) Izco, Silvestre, Stovini e Capuano na linha defensiva; três volantes (Silvestri, Carboni e Biagianti); um meia-atacante (Máscara); e dois atacantes (Martinez e Morimoto).

A defesa joga em um linha de quatro, como já disse. O volante central fica mais recuado e os dois volantes laterais, com a bola, abrem pelos lados do campo. Máscara é, em dúvida, o melhor jogador do Catania, atuando como meia e como terceiro atacante. Sem a bola, os três atacantes recuam e ficam atrás da linha da bola, na marcação, numa linha de três. Há uma outra variação também. Martinez pode fechar, sem a bola, como meia pela direita e Máscara como meia pela esquerda.

Assim, sem a bola, o time pode formar uma linha de quatro na defesa, uma linha de três no meio e um linha de três mais à frente. Ou uma linha linha de cinco no meio com Morimoto à frente dessa linha, mas também atrás da linha da bola.

No post abaixo, a análise do Milan.

O esquema do Milan

O Milan de Carlo Ancelotti já jogou no 4-4-2 e no 4-5-1. O que muda no 4-5-1 é a presença de um meia-atacante que funciona também como um segundo atacante. Explicando melhor, esse 4-5-1 bem poderia ser caracterizado como um 4-4-1-1, esquema tático muito usado no futebol italiano. Falo mais sobre isso em outro post.



Atualmente, o Milan joga no 4-4-1-1. Na linha de quatro defensores, apenas um dos laterais avança. No jogo de domingo, contra o Catania, esse lateral foi Marek Jankulovski pela esquerda. Muitas vezes é Zambrotta, que joga nas duas laterais e como terceiro zagueiro pelos lados.

No ataque, o time pode atuar com dois ou apenas um. Quando joga com um centroavante, um dos meias encosta no ataque, atuando como segundo atacante. No jogo de domingo, Kaká foi o segundo atacante. Com dois avantes, Kaká joga como o meia-de-ligação. Lembrando apenas que Kaká não é um armador, mas um condutor de bola. Nessa função, ele cobre um espaço bem maior do campo, trazendo a bola conduzida do meio até o ataque.

Com Gattuso, o time atua com dois volantes de contenção jogando paralelamente, à frente do armador (Pirlo) e da defesa. Contra o Catania, o time contou apenas com Ambrosini como volante de contenção, Seedorf (esquerda) e Beckham (direita) como meias e Pirlo como volante-armador. Esse é o ponto mais interessante do Milan, que pode contar com um armador da qualidade de Pirlo. O armador joga recuado, a maior parte do tempo atrás do volante, ou dos volantes, de contenção. Pirlo é um jogador lento, mas que faz excelentes passes e lançamentos. Jogando atrás do (s)volante (s), ele tem espaço e tempo para armar as jogadas. Comparando com o futebol americano, ele seria uma espécie de quarter-back, protegido pelos volantes marcadores.

Quando joga com Ronaldinho Gaúcho, há um revezamento entre ele e Seedorf na meia-esquerda, com Seedorf atuando como meia pelo centro — ou como volante pela esquerda — e Ronaldinho sendo segundo atacante pela esquerda. Sem Seedorf, Ronaldinho faz a armação pela esquerda. Nesse time, Pato é sempre o atacante pelo centro quando está em campo.

sábado, 2 de maio de 2009

Finais dos estaduais

Neste final de semana, estaremos acompanhando as finais dos clássicos estaduais de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.