Análise tática — em vídeos e desenhos — dos times que disputam os campeonatos Brasileiro, Italiano, Espanhol, Alemão e Inglês, além da Copa dos Campeões da Europa (UEFA Champions League), Liga Europa (Europa League, antiga Copa da UEFA), Copa Libertadores, Copa Sulamericana e Copa do Brasil. Acompanhe, também, os desenhos táticos das seleções nacionais.
Nesta análise com gráficos animados, apresentamos alguns movimentos de ataque e defesa da Seleção Brasileira da Copa do Mundo da Espanha de 1982. Para o melhor entendimento dos gráficos, observe a numeração dos jogadores que vai abaixo do vídeo.
Os cenários apresentados neste vídeo de 1 minuto e 30 segundos ressaltam alguns movimentos de ataque observados no jogo Brasil 4 x 1 Escócia, válido pela segunda partida da primeira fase da Copa do de 82. Lembrando sempre que selecionamos apenas alguns movimentos de ataque apresentados no jogo para que o vídeo não ficasse muito extenso.
O primeiro e o segundo movimentos de ataque destacam a movimentação ofensiva dos laterais, com Júnior preferindo a jogada por dentro, enquando Leandro fica mais pelo lado do campo. Pela direita, Leandro forma um trio com Zico e Cerezo; pela esquerda, Júnior executa tabelas com Éder e Falcão. Sócrates desloca-se para um lado ou para outro, dependendo de onde se desenvolve a jogada.
O terceiro movimento de ataque ressalta o avanço dos volantes Falcão e Cerezo. Os volantes ultrapassam Sócrates, que fica mais recuado, e tabelam mais à frente ou tentam o chute a gol. Podemos observar esse movimento claramente no vídeo dos gols que postamos anteriormente (ver VÍDEO: Gols de Brasil 4 x 1 Escócia. Copa do Mundo de 82. Edição com as jogadas completas).
Numeração dos jogadores representados nos cenários acima:
Na análise tática interativa que apresentamos abaixo (para uma melhor observação, leia antes as instruções de uso no final do texto), apresentamos dois movimentos de ataque e um movimento de defesa (em dois estágios) observados no jogo Brasil 4 x 1 Escócia, segundo jogo da primeira fase da Copa do Mundo de 1982.
Nos movimentos de ataque, mostramos os avanços dos laterais, a movimentação de meio-campo e o avanço simultâneo dos volantes. Observamos que, durante o jogo, Júnior centralizava mais as jogadas e ajudava a armar o jogo no meio-campo. Fez tabelas com Éder e com Falcão. Leandro avançou pela direita, tabelando com Cerezo e Zico, mas pelo lado do campo.
Sócrates foi a figura principal na faixa central. Transitou por todo o meio-campo, fez a saída de bola e tabelava nos dois lados do campo. No segundo gol, fez a jogada pela ponta esquerda que ocasionou o escanteio que Oscar cabeceou para as redes.
Instruções de uso
Para demonstrar os movimentos defensivos e ofensivos do Brasil, utilizaremos um gráfico interativo. Leia as instruções abaixo.
Para visualizar os movimentos de ataque da seleção, clique no botão "Mov. Ataque". A partir daí, utilize os botões "Ataque 1" e "Ataque 2" para visualizar os movimentos.
O botão "Mov. Defesa" apresentação a disposição tática do time no segundo tempo. Os botões "Defesa" e "Ataque" serão relativos a esta segunda formação.
Para uma melhor visualização dos movimentos 1 e 2 de ataque e defesa, sempre clique antes em "Mov. Ataque" ou "Mov. Defesa" no alto da figura.
Passando-se o mouse sobre o número dos jogadores, seu nome aparecerá no gráfico interativo.
Neste post, disponibilizamos o vídeo com os gols de Brasil 4 x 1 Escócia, segundo jogo da primeira fase da Copa do Mundo da Espanha de 1982. A edição contempla toda a jogada que origina os gols. Antes farei um breve relato do jogo.
Relato do jogo
No jogo contra a Escócia, o Brasil começou perdendo por 1 a 0 e depois virou para 4 a 1. A Escócia abriu o placar aos 18 minutos com o lateral-direito David Narey. Curiosamente, Narey era o lateral recuado do time durante o jogo, atuando quase como um terceiro zagueiro. Pela esquerda, Gray avançava muito mais, tanto que o lateral-direito brasileiro Leandro teve mais tarefas defensivas que ofensivas durante a partida. Ele apareceu como elemento surpresa e, após uma tabela, chutou da entrada da área. Mesmo tendo tomado o primeiro gol da partida, o Brasil dominava o jogo.
O time brasileiro não se afobou e continuou tocando bem a bola no meio-campo até que Toninho Cerezo sofreu uma falta próximo à meia-lua da área escocesa. Uma prova do avanço dos volantes ao ataque. Na jogada, Sócrates está mais recuado, distribuindo as jogadas, enquanto Falcão e Cerezo estão à frente. Zico cobrou a falta e empatou o jogo.
Aos três minutos do segundo tempo, Sócrates foi à linha de fundo pela esquerda, dribla o lateral Narey e cruza a bola na área. O zagueiro Alan Hansen tira e cede o escanteio. Na cobrança de Júnior, Oscar cabeceia e faz Brasil 2 a 1.
O Brasil continuava dominando a partida. Aos 18 minutos do segundo tempo, Sócrates conduz a bola pelo meio e toca para Serginho. O centroavante observa a entrada de Éder pela esquerda e faz o passe. Éder, percebendo o goleiro escocês adiantado, dá um toque sutil e faz o gol por cobertura. O gol mais bonito da partida.
O quarto gol é mais uma prova da importância de se ter volantes técnicos e que chegam ao ataque. Numa trama entre Cerezo, Sócrates e Falcão na entrada da área, Cerezo toca para trás e encontra Falcão que chuta de fora e, aos 42 minutos do segundo tempo, faz Brasil 4 x 1 Escócia.
VÍDEO: Gols
Os gols podem ser vistos abaixo. Todos os gols foram editados com as jogadas completas.
*18 min. Narey chuta da entrada da área. Brasil 0 x 1 Escócia.
*33 min. Zico cobra falta no ângulo esquerdo do goleiro Alan Rough e empata o jogo. Brasil 1 x 1 Escócia.
*48 min. Num escanteio, o zagueiro Oscar cabeceia para o gol. Brasil 2 x 1 Escócia.
*63 min. Após passe de Serginho, Éder percebe o goleiro adiantado e toca por cima. Brasil 3 x 1 Escócia.
*87 min. Falcão chuta de fora da área e fecha o placar. Brasil 4 x 1 Escócia.
O Brasil venceu, de virada, a Escócia por 4 a 1 na segunda partida da primeira fase de grupos da Copa do Mundo de 1982. Os gols foram de Narey (Escócia), Zico, Oscar, Éder e Falcão (Brasil).
Brasil
O Brasil apresentou-se no 4-2-3-1, com Valdir Peres no gol; Leandro (lateral-direito), Oscar (zagueiro pela direita), Luizinho (zagueiro pela esquerda) e Júnior (lateral-esquerdo) na defesa; Cerezo (volante pela direita), Falcão (volante pela esquerda), Sócrates (meia pelo centro), Éder (meia aberto pela esquerda) e Zico (meia aberto pela direita) no meio-campo; e Serginho (centroavante) no ataque. O técnico era Telê Santana.
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A formação adotada por Telê Santana povoava o meio-campo com jogadores de grande capacidade técnica e, portanto, a troca de posições entre os volantes e os meias era constante. Os volantes tinham como característica o avanço ao ataque executar tabelas ou finalizar a gol. Os laterais também tinham muita qualidade e, no jogo contra a Escócia, Júnior apareceu muitas vezes como meia, fechando em diagonal para armar o time ou finalizar.
Sócrates jogou como meia centralizado e, junto com os volantes, fazia a saída de bola e cadenciava o jogo no meio-campo. Ele trocou muitas vezes de posição com Cerezo e, principalmente, Falcão, ajudando a marcação no meio-campo quando os volantes se lançavam ao ataque. Sócrates percorria todo o meio-campo, de acordo com a necessidade ofensiva ou defensiva do time. Ou seja, se a bola estava do lado esquerdo, ele aparecia como opção pela faixa central esquerda; se o ataque se dava do lado direito, ele surgia na faixa central direita. Quando os volantes avançavam, voltava para efetuar a marcação como um volante.
Zico foi o meia-atacante pela direita. Ele entrava em diagonal pelo centro do ataque ou fazia tabelas com Cerezo e Leandro. Pela esquerda, Éder atuou mais como meia que como ponta-esquerda, sua posição usual. Ele fechava o lado esquerdo quando o time se defendia e, no ataque, formava o trio ofensivo com Júnior e Cerezo daquele lado.
Serginho Chulapa era o único atacante fixo da equipe. Mas como o meio-campo avançava em bloco, com o apoio dos laterais, ele raramente ficava isolado. Ele foi um pivô que, na verdade, atraía a marcação adversária para abrir espaços para os meio-campistas que vinham de trás. E todos eles tinham como característica o bom chute de fora da área, talvez com exceção de Cerezo.
Escócia
A seleção da Escócia apresentou-se contra o Brasil num 4-2-3-1. Entretanto, diferentemente da seleção brasileira, os meias tinham mais funções defensivas que ofensivas. Apenas o meia aberto pela direita Stratchan tinha um papel mais ofensivo.
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A defesa escocesa foi formada por quatro jogadores. O lateral-direito Narey era mais defensivo, cobrindo as subidas de Stratchan por aquele lado. Seu papel era quase o de um terceiro zagueiro pela direita. Pela esquerda, entretanto, o lateral-esquerdo Gray avançava mais e era coberto ora pelo meia extremo Robertson e ora por Hartford.
No meio-campo, a Escócia tinha dois volantes marcadores fixos. Eles não praticamente não avançaram durante todo o jogo. O meia Hartford desempenhou também a função de volante quando o meia-esquerdo Robertson ou o lateral-esquerdo Gray subiam ao ataque. Robertson trocou algumas vezes de lado com Stratchan e, algumas vezes, aparecia no ataque para apoiar o centroavante Archibald.
O ataque contou com um isolado Archibald, que vez ou outra tinha a companhia de Strachan ou Robertson. Em uma das poucas jogadas em que subiram juntos, os dois meias abriram espaço para a chegada surpresa do lateral Narey, que marcou o único gol escocês.
A partir de hoje, faremos também esquemas táticos de seleções e times que entraram para a história do futebol, além de análises táticas de jogos históricos de Copas do Mundo, Copas Continentais, Copa dos Campeões da Europa, Copa Libertadores da América e Mundial de Clubes.
Começaremos a seção Esquemas Clássicos com a análise do esquema tático da Seleção Brasileira de 1982, mais especificamente no jogo contra a Escócia, segundo jogo da primeira fase.
A Seleção Brasileira da Copa de 1982 é considerada como uma das melhores de todos os tempos. Muitas vezes também é apontada como a responsável por esquemas táticos excessivamente defensivos que surgiram posteriormente, uma vez que essa Seleção era muito técnica e ofensiva, mas perdeu o título.
O time titular era composto por: Valdir Peres, Leandro, Oscar, Luizinho e Júnior; Cerezo, Falcão, Sócrates, Éder e Zico; e Serginho Chulapa. O técnico era Telê Santana.
Regularmente, estaremos colocando enquetes para que os leitores possam escolher o Esquema Clássico a ser analisado. Aos poucos, colocaremos os desenhos táticos, as análises táticas interativas, o vídeo dos gols e a análise tática em vídeo com gráficos animados.
Espero a participação de todos na enquete e nos comentários. Coloquem observações e aspectos que precisam de melhorias.
O Flamengo empatou com o Grêmio Barueri (1x1), no Rio de Janeiro, pela décima terceira rodada do Campeonato Brasileiro, jogando no 3-5-2. Sem poder contar com Juan, lesionado, e com a entrada de diversos garotos no segundo tempo, o Flamengo jogou com vários jogadores desempenhando múltiplas funções.
O esquema tático do Flamengo é muito dinâmico, principalmente o sistema defensivo. Zagueiro que se transformava em volante e volantes que transformavam-se em meias, alas e zagueiros. Essas mutações são positivas porque surpreendem o adversário a cada instante, mas talvez o excesso de tarefas e a mudança constante de posicionamente confunda um pouco os próprio jogadores do Flamengo. Além disso, todo esse dinamismo poderia também ser aplicado ao setor ofensivo, para confundir a marcação do oponente. Mas no ataque o Flamengo é previsível.
No sistema defensivo, Willians é o jogador-chave. Ele é volante para sair jogando ou quando o time é atacado pelo meio. É terceiro zagueiro pela direita quando um dos zagueiros sobe para atuar no meio, na lateral ou no ataque. É lateral-direito quando tem espaço e o Léo Moura fecha pelo centro como meia ou abre como ponta-direita. E desarma como ninguém. Ontem ele roubou três bolas, o mesmo número de Émerson. Mas, durante o campeonato, só perde nesse quesito para Pierre. Mas o palmeirense, que tem 73 desarmes no Brasileirão, faz muito mais faltas que Willians, que já desarmou corretamente 66 vezes no campeonato. No jogo contra o Barueri, atuou como volante e lateral-direito no primeiro tempo. No segundo, como terceiro zagueiro pela direita, volante e lateral-direito.
Dessa vez, ao menos durante o primeiro tempo, Ronaldo Angelim jogou pelo centro da defesa, com Marlon como zagueiro pela direita. Airton foi volante pela esquerda e também terceiro zagueiro pela esquerda. No segundo tempo, assumiu prioritariamente a função de volante.
No meio-campo, Léo Moura também desempenhou diversas funções: segundo volante pela direita, ala-direito e meia-direito. Kléberson foi principalmente meia armador pela faixa centro esquerda, mas circulou por todo o meio-campo. Fierro foi escalado como meia-atacante pela direita. Na ala esquerda, Jorbison jogou bem avançado, muitas vezes como ponta, mas também caindo muito pelo centro. Diferentemente da estréia, quando entrou no segundo tempo, Jorbison teve boa atuação entrando como titular e, em nossa visão, foi mal substituído no segundo tempo. Os demais jogadores do meio-campo tiveram atuação apagada.
O ataque, como já dissemos acima, não apresenta o mesmo dinamismo que o sistema defensivo. Adriano começou o jogo adiantado pela direita, com Émerson, um pouco atrás, pela esquerda. No segundo tempo, eles inverteram algumas vezes as funções de primeiro e segundo atacante, com Adriano jogando mais recuado e Émerson mais enfiado. Também trocaram de lado. Mas a pouca penetração dos meias tornou essas mudanças inócuas. As infiltrações de Juan pelo meio, pela ponta esquerda e também pelo centro do ataque estão fazendo falta ao Flamengo.
O Grêmio Barueri empatou com Flamengo (1x1), no Rio de Janeiro, pela décima terceira rodada do Campeonato Brasileiro. O Barueri atuou no 3-5-2, com dois volantes marcadores e um ala bem adiantado, entrando muito em diagonal pelo meio.
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O técnico Estevam Soares montou seu time com três zagueiros, dois volantes marcadores, um ala mais avançado e outro mais preso, um meia armador e dois atacantes. Um 3-5-2 em que os zagueiros laterais (Leandro Castan, pela esquerda, e Daniel Marques, pela direita) aparecem alternadamente como laterais quando o time avança. O zagueiro pelo centro (André Luiz) fica preso atrás. André Luiz foi o responsável pela marcação em Adriano.
No meio-campo, dois volantes marcadores jogam paralelamente à frente da zaga (Éwerton, esquerda, e Ralf, direita). Nas alas, Franciscatti (direita) avançou pouco, e quando foi ao ataque contou com a marcação de Jorbison, ala-esquerdo do Flamengo. Na verdade, ele ficou mais preocupado em marcar os constantes avanços do ala flamenguista. Na ala esquerda, Márcio Careca tem mais liberdade e menos obrigação de marcar. Ele avança pelo lado do campo e também entra muito em diagonal pelo meio, sendo responsável pela criação de muitas jogadas de ataque do time.
Mas o principal armador do time é Thiago Humberto. Melhor jogador do time, Thiago Humberto é muito técnico, arma bem as jogadas à frente dos volantes e joga pelo centro, ligeiramente à esquerda, fazendo dupla com Márcio Careca, outro bom jogador da equipe.
No ataque, Otacílio Neto aparece mais para buscar jogadas pela esquerda e joga ao lado de Val Baiano, o centroavante.
Apesar de ser um time consistente técnica e taticamente, a criação de jogadas é previsível, já que a maioria delas parte de Márcio Careca e Thiago Humberto.
O Milan, sob o comando de Leonardo, perdeu ontem para o América do México por 2 a 1 no World Football Challenge, torneio nos Estados Unidos que está servindo como pré-temporada para Milan, América do México, Internazionale de Milão e Chelsea. O Milan jogou no 4-3-1-2, com um meia fazendo também a função de volante.
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Sem poder contar ainda com jogadores como Alexandre Pato e Pirlo, que disputaram a Copa das Confederações (embora Gattuso também tenha participado da competição da Fifa, ele esteve em campo), o Milan apresentou-se num 4-4-2 (4-3-1-2) pouco ousado e limitado na criação de jogadas.
A defesa contou com Jankulovski (lateral-esquerdo), Favalli (zagueiro pela esquerda), Alessandro Nesta (zagueiro pela direita) e Antonini (lateral-direito). Jankulovski praticamente não passou da linha do meio-campo, enquanto Antonini arriscou algumas subidas ao ataque. No geral, entretanto, a linha defensiva pouco se desfez.
O meio-campo foi um losango, com Gattuso como o volante mais recuado, Flamini como volante mais à frente e à direita, mas voltando muito para formar uma dupla com Gattuso à frente da defesa. Seedorf desempenhou as funções de volante e meia pela esquerda. Com a bola em poder do Milan, Seedorf abria na meia esquerda, dividindo o trabalho de criação no meio-campo com Ronaldinho Gaúcho, que posicionou-se na ponta ofensiva do losango. Ronaldinho tinha liberdade de deslocar-se no meio e no ataque, mas Flamini pouco apareceu como meia-direito, como Seedorf fez pela esquerda.
Na frente, Inzaghi (esquerda) e Zigoni (direita) foram os atacantes. Inzaghi movimentou-se e recebeu mais bolas que Zigoni, muito apagado durante a partida.
O Milan mostrou muitas dificuldades para criar jogadas de ataque porque os volantes Gattuso e Flamini limitam-se à marcação. Além disso, Seedorf ficou muito sobrecarregado tendo que voltar como volante quando o time perdia a bola e aparecer como meia quando o time atacava. Ronaldinho Gaúcho melhorou muito em relação à temporada passada, mas foi inúmeras vezes desarmado com facilidade e não auxilia na marcação. O esquema tático pouco dinâmico também contribuiu com o mau desempenho da equipe. Os jogadores, mal física e tecnicamente, não se movimentaram e ficaram muito presos ao posicionamento estabelecido por Leonardo. Se não ocorrerem mudanças no elenco e na disposição tática (excessivamente defensiva), o time terá muitas dificuldades na temporada 2009-2010.
* Fiz a mesma análise para o blog português Portal Futebol, onde podem ser encontradas notícias de clubes europeus e as capas dos principais jornais da Europa.
Cruzeiro e Estudiantes chegam para o segundo jogo da final da Copa Libertadores da América precisando de uma vitória para conquistar o título. No primeiro jogo, na Argentina, os times empataram em 0 a 0. Taticamente, o Cruzeiro jogou no 4-3-1-2, enquanto o Estudiantes atuou no 3-5-2.
Cruzeiro
O Cruzeiro atuou na Argentina num 4-3-1-2, com Ramires cumprindo obrigações defensivas prioritariamente. No jogo no Mineirão, ele deve ter mais liberdade e o time deve aparecer no 4-4-2, ou 4-2-2-2, com dois volantes mais marcadores e Ramires como meia ao lado de Wágner.
A defesa é formada por Gérson Magrão (lateral-esquerdo), Leonardo Silva (zagueiro pela esquerda), Anderson (zagueiro pela direita) e Jonathan (lateral-direito). Thiago Heleno, que vem de contusão, pode aparecer como titular no lugar de Anderson. Se isso acontecer, inverte-se a posição de Leonardo Silva. Os laterais apoiam muito e Gérson Magrão, por vezes, aparece como meia-esquerda, sendo coberto por um dos volantes ou por Wágner.
O meio-campo cruzeirense é formado por volantes versáteis. O destaque é Marquinhos Paraná, que arma a equipe quando Wágner aparece como ponta (principalmente pela esquerda). Henrique fica mais preso na marcação, mas também aparece pela faixa central direita do ataque. Ramires tem liberdade para deslocar-se por toda o campo ofensivo e pode, portanto, aparecer tanto na direita quanto na esquerda. Wágner é o meia-atacante que pode tanto acelerar o jogo quanto cadenciar. Ele distribui o jogo dando passes e fazendo lançamentos, assim como conduz a bola em velocidade.
O ataque tem Kléber que, como segundo atacante, faz o pivô para os meias e penetra pelo meio ou pelas pontas. Sua jogada-surpresa é a entrada pela ponta direita, já que fica preferencialmente pela esquerda. Wellington Paulista joga mais adiantado, pela direita e pelo centro. Tecnicamente é limitado, mas é melhor finalizador que os demais atacantes disponíveis no elenco.
Estudiantes
Como já dissemos em uma análise anterior, o Estudiantes joga num falso 4-4-2, já que há uma linha constante de três defensores atrás. Ré e Cellay revezam-se nas tarefas de alas e zagueiros. Ou seja, quando um é zagueiro, o outro posiciona-se como ala. Não se observa o posicionamento típico de equipes que atuam no 4-4-2. No jogo no Mineirão, é provável que adotam a linha de quatro atrás. Mas não foi o que se viu na Argentina.
No meio-campo, Braña é o volante mais marcador e pouco sai para o jogo. Já Benítez é o segundo volante e muitas vezes aparece como meia pela esquerda e até como ala. Verón tem liberdade de ação no meio-campo. Muitas vezes arma o time de trás, ao lado dos volantes, ou pelos lados do campo. Pérez é o meia-atacante que conduz a bola em velocidade. O posicionamento de Verón e Pérez nos gráficos, evidentemente, não consegue traduzir a dinâmica de ambos.
O ataque tem Boselli como centroavante mais fixo à frente de Fernández, um segundo atacante que desloca-se muito, mas fica preferencialmente do lado esquerdo.
O Santos perdeu de 6 a 2 para o Vitória no Barradão, em Salvador, pela décima rodada do Campeonato Brasileiro 2009. O Santos iniciou o jogo no 4-3-1-2 e, depois de levar quatro gols em menos de 30 minutos, mudou para o 4-2-2-2, com a saída de um volante para a entrada de um meia-atacante.
No último jogo de Vágner Mancini no comando do Santos, o time começou o jogo com três volantes, no 4-3-1-2, mas rapidamente modificou-se o esquema para o 4-2-2-2, que também se transformava num 4-2-1-3, quando Molina se apresentava como terceiro atacante.
A defesa do Santos foi formada pelo volante Pará na lateral-esquerda, Domingos como zagueiro pela esquerda, Fabão como zagueiro pela direita e Wágner Diniz como lateral pela direita. Pará funcionou, na maior parte do tempo, como um zagueiro pela esquerda, mas não conseguiu acompanhar os avanços de Apodi por aquele lado. Domingos e Fabão trocaram de lado no segundo tempo porque Domingos recebeu cartão amarelo por falta em Apodi. Wágner Diniz foi escalado para funcionar como um lateral mais ofensivo, quase como um ala, mas foi bem bloqueado por Leandro e Willian, respectivamente lateral-esquerdo e meia do Vitória.
O meio-campo, inicialmente com três volantes, foi modificado ainda no primeiro tempo. Saiu Roberto Brum para a entrada de Molina, que jogou como um meia-atacante ao lado de Paulo Henrique Ganso, meia. Ganso normalmente é um meia pela esquerda ou centralizado, mas com a entrada de Molina, ficou mais pelo centro e pela esquerda, trocando de lado com Molina de vez em quando. Por vezes, Molina aparecia como um terceiro atacante. Paulo Henrique foi o primeiro volante e, à sua frente, Rodrigo Souto foi o segundo volante.
O ataque do Santos foi formado por Mádson, um segundo atacante pela esquerda, jogando nas costas de Apodi, e Kléber Pereira, o centroavante, que jogou pelo centro e pela esquerda do ataque. Mádson também apareceu pela direita, assim como Molina. Kléber movimentou-se bastante e, por vezes, foi visto buscando jogo no meio-campo.
O Santos centralizou demais as jogadas. Mádson entrou sempre em diagonal em direção ao centro. Molina saía do meio para apresentar-se como atacante. O pouco apoio dos laterais, para tabelar com os meias e atacantes, foi fundamental para a pouca utilização das jogadas de linha de fundo.
O técnico Vágner Mancini abandonou o sistema 4-2-3-1, utilizado nas finais do Paulistão (ler texto Esquema tático do Santos. 1º jogo da final do Campeonato Paulista), provavelmente porque o meio-campo ficava pouco povoado e os volantes, essencialmente marcadores, não contribuíam na criação de jogadas. Mas o novo esquema tático não resolveu esse problema. O jogo pelas laterais não existiu e o meio-campo, agora povoado, continua sem conseguir manter a posse de bola.
O Avaí modificou seu esquema tático na derrota para o Botafogo (1x2) na Ressacada, em Florianópolis, pela décima rodada do Campeonato Brasileiro 2009. O time atuou no mesmo 4-4-2, mas com um armador mais recuado. O vento contra no primeiro tempo atrapalhou o time, quando geralmente o Avaí atua melhor.
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O técnico Silas modificou ligeiramente seu esquema tático para enfrentar o Botafogo. O 4-4-2 foi mantido, mas Muriqui foi deslocado para o ataque e Ricardinho jogou como armador recuado e Marquinhos como armador mais adiantado.
A defesa foi modificada. Michel na lateral-direita, Anderson como zagueiro pela direita e Émerson como zagueiro pela esquerda e Uendel mantido na lateral-esquerda. Ferdinando foi deslocado da lateral direita para a posição de volante pela direita.
No meio-campo, como já dissemos, Ferdinando foi o volante pela direita e Léo Gago o volante pela esquerda. Ricardinho jogou à frente dos dois volantes, no centro do campo, como armador. Marquinhos, também como armador, atuou como meia pela esquerda, às vezes também ocupando a meia-direita. Os volantes foram mais ativos no apoio ao ataque porque Ricardinho voltava para recompor o meio-campo como volante quando o Avaí perdia a posse da bola.
No ataque, Luiz Ricardo foi o centroavante, mais para a esquerda, e Muriqui o segundo atacante, mais pela direita. No segundo tempo, a entrada de Roberto melhorou o ataque do Avaí.
Análise tática
A presença de Ricardinho melhorou a saída de bola do Avaí. Ainda assim, o time insistiu em fazer a ligação direta entre defesa e ataque. Como já dissemos em outro texto (ler o texto Esquema tático do Avaí. Jogo contra o Palmeiras), só com volantes com boa qualidade de passe o time conseguirá fazer a transição defesa-ataque por "baixo", tocando a bola.
Além disso, Marquinhos insiste em levantar bolas na área. Com o vento contra no primeiro tempo, a jogada, normalmente improdutiva porque os atacantes não apresentam bom aproveitamento nas bolas aéreas, foi totalmente inócua. Os lançamentos longos da defesa para o ataque acabavam gerando posse de bola para o Botafogo.
Analisando as estatísticas do Campeonato Brasileiro (Estatísticas do Globo.com), percebemos que o Avaí é o terceiro pior time em desarmes, mesmo contando, na maioria dos jogos, com dois volantes marcadores. Ora, nesse caso, seria melhor, então, colocar volantes mais técnicos, para melhorar a saída de bola que é feita, majoritariamente, pelos laterais.
O Botafogo venceu o Avaí (2x1) na Ressacada, pela décima rodada do Campeonato Brasileiro, apresentando mudanças táticas. O time atuou no 3-5-2, com um lateral-esquerdo fazendo papel de zagueiro a maior parte do tempo e com um meio-campo em losango.
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O técnico Ney Franco modificou seu esquema tático. Se, no jogos anteriores, Leandro Guerreiro fazia as vezes de terceiro zagueiro quando o time era atacado, contra o Avaí o terceiro zagueiro foi Eduardo, pela esquerda. Juninho ficou mais centralizado e Émerson foi o zagueiro pela direita. Eduardo também fez o papel de lateral-esquerdo (posição que ocupou em partidas anteriores) quando tinha espaço, mas foi majoritariamente um zagueiro pela esquerda.
Isso deu maior liberdade para Leandro Guerreiro fazer a saída de bola pelo meio, onde Batista e Renato desempenharam as funções de volantes, quando o time era atacado, e meias, quando o time recuperava a posse de bola. Renato mais à frente e à direita, e Batista pela faixa central esquerda e também, às vezes, como ala- esquerdo. Lúcio Flávio foi o armador no centro do campo.
Não concordo com a análise feita pelo Paulo Vinícius Coelho de que Lúcio Flávio jogou pouco à frente de Leandro Guerreiro, quase como segundo volante. Posso estar errado (e como a possibilidade de estar é grande, recomendo a leitura da análise do PVC em seu blog), mas, para mim, Lúcio Flávio atuou como armador avançado, adiante da linha de meio-campo, mas Renato e Batista, que são velozes e têm bom condicionamento físico, faziam a ultrapassagem e tornavam-se opções de ataque. Sempre cito aqui, como exemplo de armador recuado, o Pirlo no Milan (leia o texto sobre isso no Esquema tático do Milan).
No ataque, outra novidade. Além da estréia de André Lima, que jogou como centroavante, Victor Simões atuou como segundo atacante, pela esquerda, atrás de André Lima. Nesse novo posicionamento, Victor rendeu menos e André Lima também não fez uma grande partida.
O Vitória venceu o Santos por 6 a 2 em Salvador, pela décima rodada do Campeonato Brasileiro 2009, atuando no 3-6-1, ou mais detalhadamente no 3-5-1-1. Contra o Santos, o time apresentou-se com dois volantes de marcação, um zagueiro que pode se transformar em lateral-direito e um jogador que se transforma em meia-atacante, quando o time tem a bola, e que marca a bola quando otime se defende.
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O esquema tático do Vitória é muito dinâmico, quando o time atua em casa, e dois jogadores notabilizam-se pela velocidade que imprimem ao contra-ataque do time: Leandro Domingues e Apodi.
Na defesa, o dinamismo fica por conta do zagueiro Wallace, que também atua como um lateral-direito, quando tem espaço, e como um zagueiro pela direita, quando o time é atacado. Ele é o responsável pela cobertura de Apodi. Os outros zagueiros são Victor Ramos (direita) e Anderson Martins (centro).
O meio-campo do Vitória, no jogo contra o Santos, teve um jogador-chave: Willian. Ele desempenhou múltiplas funções. Com a posse de bola, ele tranformava-se em meia-atacante. Quando o time se defendia, ele marcava a bola, como um volante, na faixa central e esquerda do campo defensivo do Vitória. Exatamente o lado em que o Santos começava suas jogadas de ataque.
O outro lado, e também a faixa central, contou com a marcação dos dois volantes (Uelliton, esquerda, e Magal, direita), que pouco apoiam o ataque. Pela ala-direita, Apodi jogou (aliás, como normalmente joga) livre, sem obrigação de marcar. Diferentemente da partida contra o Flamengo, em que teve atuação ruim, Apodi imprimiu muita velocidade pelo lado direito e criou boas oportunidades para o ataque. Leandro é mais um lateral-esquerdo que um ala, apesar dos três zagueiros atrás, mas formou muitas vezes na linha à frente dos três zagueiros. Por isso, dissemos que o time atua no 3-6-1, mas que também se transforma num 4-5-1.
Leandro Domingues é o meia-atacante responsável, juntamente com Apodi, pela armação dos contra-ataques. Ele nunca fica atrás da linha da bola quando o time está defendendo e liga rapidamente os contra-golpes com toques rápidos. Ele também apresenta-se como segundo atacante ao lado de Roger, o centroavante da equipe.
O São Paulo empatou com o Flamengo (2x2), pela décima rodada do Campeonato Brasileiro 2009, jogando no 3-6-1, com dois meias-atacantes auxiliando um centroavante isolado. Talvez pela ausência do zagueiro André Dias, ou pela pouca eficiência apresentada pelo 4-4-2 até então adotado, o certo é que Ricardo Gomes resolveu retomar o esquema com três zagueiros.
Diferentemente do que foi publicado em muitos portais e jornais de esporte, o São Paulo não atuou no 4-4-2. O técnico Ricardo Gomes armou o São Paulo, para enfrentar o Flamengo, no 3-6-1. A observação atenta da partida deixou claro que existia uma linha de três zagueiros fixos atrás e, na frente, dois meias que apoiavam o isolado centroavante Borges.
Na defesa, os três zagueiros foram Miranda (esquerda), Jean Rolt (centro) e Renato Silva (esquerda). Miranda fez a marcação individual em Adriano.
Os alas foram Júnior César (esquerda) e Arouca (direita). Júnior explorou apenas o lado do campo enquanto Arouca atuou pelo lado e também entrou em diagonal pelo meio-campo. Jean foi o primeiro volante e Hernanes o segundo, caindo pela faixa central direita. Marlos (direita) e Hugo (esquerda) jogaram paralelamente como meias-atacantes, revezando-se no apoio ao centroavante Borges.
O ataque mostrou-se pouco agressivo porque, além de Borges jogar isolado na frente, Marlos e Hugo estão sempre muito recuados em relação ao centroavante e não têm características de atacante ou segundo atacante.
O Flamengo empatou com o São Paulo (2x2), no Morumbi, pela décima rodada do Campeonato Brasileiro 2009, jogando no 3-6-1, variando para o 3-5-2. Diferentemente de outros jogos, quando atuava com um volante que também desempenhava o papel de terceiro zagueiro, nesse jogo o Flamengo jogou com três zagueiros fixos atrás.
A defesa do Flamengo contou com Ronaldo Angelim (esquerda), Fabrício (centro) e Welinton (direita). Normalmente, o técnico Cuca utiliza um volante (Willians ou Toró) para fazer o papel de terceiro zagueiro. Mas no jogo contra o São Paulo, ele colocou (por problemas de contusões e suspensões dos titulares) três zagueiros de origem. Com isso, o Flamengo perdeu um pouco o dinamismo de seu sistema defensivo.
O meio-campo é o setor de maior movimentação e troca de posições do time. Mesmo sem Juan, o dinamismo se manteve. Willians (esquerda) e Léo Moura (direita) foram os volantes. Mas Léo Moura também apareceu como meia-direito e como ala-direito, revezando com Éverton Silva que, de fato, ocupou a ala direita. O ala-esquerdo foi Éverton.
Fierro apareceu algumas vezes como ala-esquerdo, mas foi majoritariamente meia-atacante pela direita, paralelamente a Zé Roberto, meia-atacante pela esquerda. Ambos apareciam como atacantes para auxiliar o centroavante Adriano, que jogou centralizado no ataque.
O Estudiantes empatou em 0 a 0 com o Cruzeiro, na primeira partida da final da Copa Libertadores da América na Argentina, jogando no 3-5-2 com os zagueiros dos lados revezando-se na função de alas. Ora Cellay (principalmente no primeiro tempo), ora Ré (segundo tempo) apareciam como alas.
O esquema tático do Estudiantes tem que ser visto com muito cuidado porque é um falso 4-4-2, uma vez que há um revezamento dos zagueiros que jogam pelos lados no apoio ao ataque, quando aparecem como alas, não como laterais. Sempre há uma linha de três atrás, por isso, podemos dizer que o sistema tático do Estudiantes é, na verdade, um 3-5-2.
Os zagueiros fixos são Desábato (esquerda) e Schiavi (direita), que se movimentam pelos posicionamentos de defesa de acordo com o ala que estiver atuando. Assim, no primeiro tempo, Cellay foi um ala pela direita a maior parte do tempo. Desábato, então, jogou como zagueiro da sobra. No segundo, Rê apareceu como ala pela esquerda e Schiavi passou a ser o zagueiro pelo centro responsável pela sobra.
E por que não podemos dizer que é um 4-4-2 típico, com um lateral ficando mais na marcação enquanto outro ataca pelo outro lado? Exatamente porque a linha de três defensores é nítida durante todo o jogo, numa formação típica de três zagueiros. Além disso, também percebe-se que Ré e Cellay adotam posicionamento de alas quando apoiam o ataque, ou seja, na linha do meio campo, bem abertos, e sem obrigação de compor a linha defensiva.
No meio-campo, o time conta com um volante marcador (Braña) e um segundo volante (Benítez), que apóia mais, subindo pela meia-esquerda. Verón é o armador e transita por todo o meio campo. Como tem um passe longo de qualidade, pode jogador entre ou atrás dos volantes, evitando a marcação adversária, e armar o ataque do Estudiantes dali. Pérez é o meia condutor de bola. Compensa a lentidão de Verón no meio-campo com arrancadas e passes curtos para os atacantes.
No ataque, Fernández é o segundo atacante, caindo pelos dois lados, preferencialmente pelo esquerdo. Boselli é o centroavante mais enfiado.
Contra o Avaí, o Palmeiras atuou no 4-4-2 (4-2-2-2) no primeiro tempo, com Diego Souza e Cleiton Xavier como meias e Obina e Ortigoza como atacantes. No segundo tempo, já vencendo por 2 a 0, Jorginho posicionou seus jogadores para marcar com duas linhas no meio campo. Na primeira linha, Diego Souza, Cleiton Xavier e Willians. Na segunda, Souza e Pierre.
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O técnico Jorginho abandonou o 3-5-2 de Luxemburgo e armou seu time num 4-4-2 tradicional. Na defesa, Armero na lateral esquerda, Danilo como zagueiro pela esquerda, Maurício Ramos como zagueiro pela direita e Fabinho Capixaba na lateral direita. Os zagueiros tiveram pouco trabalho porque os meias e volantes fizeram uma marcação eficiente, principalmente no segundo tempo. Armero avançou mais no primeiro tempo e Fabinho Capixaba apoiou mais o ataque no segundo.
No meio-campo, Pierre como volante pela esquerda (no segundo tempo, foi para a direita, trocando de posição com Souza), Souza como volante pela esquerda, Diego Souza (mais condutor de bola) na meia esquerda e Cleiton Xavier (mais armador) na meia direita. O meio-campo foi muito eficiente na marcação, principalmente no segundo tempo. Jorginho inverteu a posição dos volantes no segundo tempo para que Pierre (melhor marcador que Souza) pudesse marcar Muriqui, o melhor jogador do Avaí na partida.
No ataque, Obina (pela esquerda) e Ortigoza (pela direita) trocaram algumas vezes de lado. A partir da metade do primeiro tempo, Ortigoza passou a voltar mais para auxiliar o meio-campo na marcação. Obina esteve bem na partida e marcou dois gols. Já Ortigoza teve um papel tático interessante, mas tecnicamente é muito limitado.
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No segundo tempo, Jorginho armou duas linhas de marcação no meio-campo para conter o Avaí que, a esta altura, já perdia por 2 a 0. Então ele sacou Ortigoza e colocou Willians como meia pela direita. Ao lado de Diego Souza (esquerda) e Cleiton Xavier, os três formaram uma primeira linha de marcação no meio-campo. Na frente, Obina passou a jogar isolado e contava, vez ou outra, com o apoio de um dos três meias. A segunda linha de marcação no meio foi formada por Souza (esquerda) e Pierre (direita).
Contra o Palmeiras, o Avaí atuou no 4-4-2 (4-2-2-2) no primeiro tempo, com Muriqui (meia-esquerdo) apresentando-se algumas vezes como terceiro atacante. No segundo tempo, Silas armou o time no 4-3-3 (4-2-1-3) com Marquinhos como armador e Muriqui, Luiz Ricardo e Cristian como atacantes.
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No Avaí, a defesa contou com Uendel na lateral esquerda (muito tímido no apoio ao ataque, foi substituído no segundo tempo por Caio), Émerson como zagueiro pela esquerda, Anderson como zagueiro pela direita e Ferdinando na lateral-direita (fez um bom primeiro tempo, mas caiu no segundo).
O meio-campo teve dois volantes marcadores (Léo Gago, pela faixa esquerda, e Marcus Winícius, pela faixa direita) e dois meias (Marquinhos, pela direita, e Muriqui, pela esquerda). Os volantes saem muito pouco para o jogo, sobrecarregando Marquinhos e Muriqui na criação de jogadas ofensivas. As subidas de Léo Gago foram mais frequentes que em outros jogos, mas eram apenas para finalizações de longa distância, nunca para trocar passes com os meias e atacantes. O técnico Silas tem falado que precisa de reforços de peso para o time. Acredito que um volante mais técnico, que combine bons passes e poder de marcação, seria uma das prioridades. Com volantes apenas marcadores, o time fica sem opção na criação de jogadas ofensivas.
Muriqui movimentou-se muito, imprimiu velocidade ao time e muitas vezes apareceu como atacante entrando em diagonal pelo meio e pelas pontas. Marquinhos não esteve bem na partida. Único armador, foi bem marcado e levantou, sem sucesso, muitas bolas na área. As tabelas com Muriqui e com os atacantes Lima e Luiz Ricardo foram infrutíferas porque os jogadores de ataque são tecnicamente limitados.
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O ataque do Avaí é outro setor que precisa de reforços. Como já dissemos, os atacantes são tecnicamente fracos. Não conseguem fazer tabelas com os bons Marquinhos e Muriqui e, quando têm liberdade, finalizam mal. No jogo contra o Palmeiras, Luiz Ricardo (pela direita) participou muito, mas errou demais. Lima (esquerda) praticamente não tocou na bola durante o jogo. Tanto que foi substituído por Cristian, que também não conseguiu dar prosseguimento às jogadas criadas.
O Avaí perdeu por 3 a 0 para o Palmeiras na Ressacada em Florianópolis pela nona rodada do Campeonato Brasileiro. O Avaí adotou o 4-2-2-2 (4-4-2) no primeiro tempo e o 4-2-1-3 (4-3-3) no segundo. O Palmeiras começou o jogo no 4-2-2-2 (4-4-2) e depois utilizou o 4-2-3-1 (4-5-1).
Análise tática
Primeiro tempo
No primeiro tempo, as duas equipes adotaram o mesmo esquema tático: o 4-4-2, ou 4-2-2-2, já que ambas tinham dois volantes marcadores e dois meias. Até na característica dos meias os times foram parecidos. Um meia armador (Marquinhos, pelo Avaí, e Cleiton Xavier, no Palmeiras) e um meia condutor de bola, que pode se transformar em terceiro atacante (Muriqui, no Avaí, e Diego Souza, pelo Palmeiras). O gol do Palmeiras ainda na metade do primeiro tempo modificou a maneira de jogar das equipes.
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O Palmeiras passou a avançar menos e ficou mais preocupado em marcar o Avaí. Muito engessado, o Avaí só conseguiu criar jogadas com Muriqui, que entrava em diagonal pelo meio e caía pelas pontas. Mas os atacantes do Avaí não deram prosseguimento às jogadas (ver Esquema tático do Avaí. Jogo contra o Palmeiras).
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Segundo tempo
No segundo tempo, o técnico Silas avançou Muriqui como terceiro atacante e o Avaí passou a atuar no 4-3-3, com dois volantes marcadores (Léo Gago e Marcus Winícius, depois Bruno), um meia-armador (Marquinhos) na centro-esquerda e três atacantes (Muriqui pela esquerda, Luiz Ricardo como centroavante e Cristian pela direita). Mas o time não conseguiu criar e parou na marcação de meio-campo do Palmeiras.
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No segundo tempo, o Palmeiras, quando já vencia por 2 a 0, passou a marcar o Avaí a partir do meio-campo em duas linhas. Com Obina isolado na frente, Jorginho colocou Diego Souza (esquerda), Cleiton Xavier (centro) e Willians (direita) na primeira linha de marcação. Atrás deles, Souza (esquerda) e Pierre (direita) formaram a segunda linha de meio-campo. Interessante notar que, no segundo tempo, Jorginho inverteu a posição dos volantes para que Pierre (melhor marcador que Souza) ficasse na marcação de Muriqui, o principal jogador do Avaí.
O Coritiba venceu o São Paulo por 2 a 0 em Curitiba pela nona rodada do Campeonato Brasileiro. O São Paulo jogou no 4-4-2 e o Coritiba apresentou algumas variações táticas e passou pelo 4-4-2, 3-5-2 e 4-2-3-1.
Coritiba
São Paulo
Análise tática
O Coritiba venceu o São Paulo mostrando uma disposição tática interessante. Pode-se dizer que o Coritiba jogou no 4-5-1, com três zagueiros fixos e sem lateral-esquerdo. O lateral-direito Márcio Gabriel apoiava e marcava. O time jogou sem lateral-esquerdo até a entrada de Rodrigo Crasso na metade do segundo tempo. Douglas Silva ocupava a faixa central-esquerda como volante e Marcos Aurélio era um meia aberto pela esquerda e também um segundo atacante.
Marcelinho Paraíba ocupou a faixa central do campo e caía pelos dois lados do meio. Pedro Ken foi o meia pela direita, explorando as subidas de Júnior César, e, sem a bola, voltava como volante. No jogo contra o Internacional pela Copa do Brasil (ler Esquema tático do Coritiba. Copa do Brasil), ele fez o mesmo, mas pela esquerda.
Ricardo Gomes armou o São Paulo num 4-4-2 tradicional, ou seja, um 4-2-2-2. Mas com um detalhe importante: Jorge Wágner era o volante-armador da equipe, jogando ao lado de Eduardo Costa. A idéia de Ricardo Gomes é boa, pois recuando o armador, ele fica longe da marcação dos volantes adversários e tem mais espaço.
Entretanto, Jorge Wágner não jogou bem. Hernanes também esteve mal na partida e, diferentemente do que foi dito em muitos jornais e programas esportivos de TV, ele não jogou como volante, mas como meia pela direita, como nos tempos do técnico Muricy Ramalho.
Com a posse de bola, o Coritiba avançava com três meias. Dois deles (Marcelinho e Marcos Aurélio) se revezavam na tarefa de apoiar o centroavante Ariel, que fez bem o papel de pivô. O time não apresentou jogadas de linha-de-fundo, preferindo velozes entradas em diagonal pelo centro com Marcos Aurélio e Marcelinho. Esta foi a jogada mais forte do Coritiba, que explorou bastante o lado esquerdo.
O São Paulo mostrou uma maior vulnerabilidade defensiva com Ricardo Gomes. Por outro lado, teve maior variedade de jogadas de ataque. Hernanes, pela direita, e Marlos, pela esquerda, jogaram bem abertos, mas não conseguiram realizar boas jogadas. Tanto que os atacantes Borges, pela esquerda, e Washington, na centro-direita do ataque, receberam poucas bolas. Os laterais também não conseguiram avançar ao ataque e mostraram problemas na marcação. Os bons zagueiros Miranda (esquerda) e André Dias (direita) tiveram que trabalhar muito para barrar o ataque do Coritiba.
No Coritiba, Renatinho entrou no segundo tempo para executar a mesma função de Marcos Aurélio, assim como Bruno Batata substituiu Ariel como centroavante. No São Paulo, Dagoberto entrou como segundo atacante pela direita (substituindo Washington), deslocando Borges mais para frente e à esquerda do ataque. Dagoberto voltou muitas vezes ao meio-campo para buscar a bola.
O Flamengo venceu o Vitória por 2 a 1 no Rio de Janeiro. O Flamengo atuou no 3-5-2, que algumas vezes variou para o 4-4-2, principalmente no segundo tempo. O Vitória jogou no 3-5-2, com o ala-direito muito avançado e um meia-atacante para puxar contra-ataques.
Os esquemas táticos de Flamengo e Vitória serão representados por gráficos interativos animados. As instruções de uso estão no final do texto.
Flamengo
O Flamengo jogou no 3-5-2 com um dos zagueiros (Willians) fazendo também o papel de volante e lateral-direito. O sistema tático do Flamengo é muito dinâmico porque Willians pode desempenhar qualquer destes papéis dependendo do posicionamento dos demais jogadores.
Se Léo Moura posiciona-se como meia-direito, Willians aparece como lateral-direito; caso Léo Moura volte para marcar como lateral e/ou Kléberson suba como meia, Willians pode ser volante ou zagueiro. Lembrando que, quando Toró está em campo, os dois revezam-se nas funções de terceiro zagueiro e volante.
Observamos ainda que Léo Moura também pode formar como um volante numa formação defensiva. Ibson é o armador da equipe, caindo pelos dois lados do meio-campo. Contra o Vitória, Éverton começou o jogo como meia-esquerdo, cobrindo Juan quando ele entrava em diagonal pelo centro do ataque. A cobertura era importante por causa dos avanços de Apodi. No segundo tempo, com a substituição de Juan por Zé Roberto, Éverton passou a ser o lateral-esquerdo, alternando, de vez em quando, a posição com Kléberson. Zé Roberto atuou nos dois lados do meio-campo.
No ataque, Émerson jogou como segundo atacante caindo pelos dois lados do ataque. Mais à frente, Adriano também trocou de lado algumas vezes, sempre observando a posição relativa de Émerson.
Vitória
O Vitória atuou no 3-5-2 com o ala-direito Apodi jogando bem avançado e sem muitas obrigações defensivas. Assim como o meia-atacante Leandro Domingues, que não é um armador, mas conduz bem a bola ao ataque.
No sistema defensivo, três zagueiros fixos (Anderson Martins, Victor Ramos e Wallace) atrás e dois volantes (Vanderson e Uelinton) que pouco subiram ao ataque. Leandro foi um misto de lateral-esquerdo e ala, uma vez que subiu pouco e foi eficiente na marcação de Léo Moura.
Por outro lado, Apodi teve liberdade total para atacar pela direita, ora como meia, ora como ponta, mas pouco produziu. Seu lado era o mais exposto do Vitória, diferentemente do protegido lado esquerdo.
O ataque foi pouco efetivo porque Roger ficou praticamente isolado na frente, já que Elkerson, pela esquerda, recuava muito e participou muito pouco do jogo. No segundo tempo, Neto Berola foi mais participativo, caindo pela direita do ataque, onde Éverton estava improvisado na lateral-esquerda.
Gráfico interativo animado - instruções de uso
Para visualizar a formação do time no primeiro tempo, clique no botão "Formação 1". A partir daí, utilize os botões "Defesa" e "Ataque" para os movimentos defensivos e ofensivos do time.
O botão "Formação 2" apresentação a disposição tática do time no segundo tempo. Os botões "Defesa" e "Ataque" serão relativos a esta segunda formação.
Para uma melhor visualização dos movimentos de ataque e defesa, clique antes na formação base (1 ou 2) a partir da qual você quer observar a movimentação.
Passando-se o mouse sobre o número dos jogadores, seu número aparecerá na parte debaixo do gráfico.
Cruzeiro e Grêmio empataram (2 x 2) — na quinta-feira, 2 de julho de 2009 —, pela semifinal da Copa Libertadores, e o time mineiro está classificado para a final, quando enfrentará o Estudiantes da Argentina.
O Cruzeiro joga no 4-3-1-2, que também pode ser visto como um 4-2-2-2 porque, hoje, Ramires é mais um meia que conduz a bola em velocidade que um volante. O Grêmio joga no 4-2-2-2 também, mas diferentemente do Cruzeiro, tem dois meias de origem (Tcheco, mais armador, e Souza, que conduz mais a bola) à frente dos volantes marcadores. Outra diferença é que o Cruzeiro tem um volante técnico que marca e também arma as jogadas (Marquinhos Paraná) enquanto o Grêmio tem dois volantes (Túlio e Adílson) que são apenas marcadores.
Para visualizar melhor os esquemas táticos de Grêmio e Cruzeiro, fizemos um gráfico interativo animado. Veja as instruções de uso no final deste texto.
Grêmio
No início do jogo, o Grêmio pressionou a saída de bola cruzeirense e marcou a bola com três ou até quatro jogadores. Com isso, o Cruzeiro errou muitos passes. A melhor saída para o Cruzeiro seria virar o jogo, já que quem tinha a bola, como dissemos, era marcado por três ou quatro gremistas.
O Grêmio fez diversas jogadas pela esquerda, nas costas de Jonathan, com Fábio Santos, Souza e Maxi López. Foi por onde surgiram as principais chances de gol do time gaúcho (ver Formação 1, Ataque).
Diferentemente de outros jogos, Adílson apareceu mais vezes no campo ofensivo (ver Formação 1, Ataque). Túlio ficou mais preso na marcação. Como já tínhamos adiantado (ver post VÍDEO: Esquema tático do Grêmio), Réver subiu ao ataque algumas vezes como elemento surpresa. Os meias Tcheco e Souza mudaram de lado durante o jogo, assim como os atacantes Herrera e Maxi Lopez (ver Formação 2). No final do primeiro tempo, durante o segundo, os meias ficaram mais avançados, deixando a marcação para os volantes e defensores apenas (ver Formação 2, Defesa).
Mas Tcheco mostrou muita lentidão e pouco acrescentou com a bola rolando, exceto por uma ou outra aparição pelo lado esquerdo do ataque, cruzando a bola na área. No mais, ficou responsável pela maioria das bolas paradas, e nesse quesito foi bem. Souza levou mais perigo à defesa cruzeirense com sua velocidade e maior dinamismo. Além de também cobrar bem faltas.
O ataque do Grêmio foi, novamente, muito lento e previsível. Os atacantes Herrera e Maxi López apostam muito no jogo físico, na trombada, e nas bolas altas. Mas precisam muito do apoio dos meias e de Fábio Santos para criar jogadas. E são tecnicamente limitados.
Cruzeiro
O Cruzeiro começou o jogo sendo muito pressionado pelo Grêmio. O jogador que pegava a bola era marcado por três ou até quatro jogadores gremistas, como já dissemos na análise do Grêmio. Para sair desse tipo de marcação, o ideal é virar o jogo rapidamente, encontrando jogadores livres do outro lado do campo. Mas o Cruzeiro não fez isso.
Entretanto, fez um gol numa jogada de Kléber que, ao nosso ver, não pode ser vista apenas como fruto apenas do talento individual, mas de modificação tática. Kléber normalmente joga pelo lado esquerdo, entranto em diagonal pelo centro ou pela ponta esquerda. No gol, Kléber caiu pela direita (aliás, como já tinha feito no jogo contra o Grêmio no Mineirão), confundindo a marcação, e cruzou para Wellington Paulista (ver Formação2, Ataque).
O meio-campo não mostrou o mesmo dinamismo apresentado em Belo Horizonte, ainda assim, Marquinhos Paraná se destacou por aparecer como armador (ver Formação 1, Ataque. E também Formação 2, Ataque) nas jogadas de ataque e como terceiro zagueiro quando o Cruzeiro era atacado (ver Formação 1, Defesa. E também Formação 2, Defesa). Wágner é o principal armador dos contra-ataques, mas quando o time ataque ele pode tanto ser um armador ao lado de Marquinhos Paraná quanto um terceiro atacante.
Ramires, que não esteve bem no jogo, também puxou os contra-ataques e apareceu nas pontas Os laterais apoiaram pouco o ataque. Kléber prendeu a bola no campo de ataque e fazia o papel de pivô para a passagem dos meias e laterais.
Gráfico interativo animado - instruções de uso
Para visualizar a formação do time no primeiro tempo, clique no botão "Formação 1". A partir daí, utilize os botões "Defesa" e "Ataque" para os movimentos defensivos e ofensivos do time.
O botão "Formação 2" apresentação a disposição tática do time no segundo tempo. Os botões "Defesa" e "Ataque" serão relativos a esta segunda formação.
Para uma melhor visualização dos movimentos de ataque e defesa, clique antes na formação base (1 ou 2) a partir da qual você quer observar a movimentação.
Passando-se o mouse sobre o número dos jogadores, seu número aparecerá na parte debaixo do gráfico.
O Cruzeiro joga no 4-3-1-2, que se transforma num 4-2-2-2 com o avanço de um volante que se transforma em meia.
No primeiro jogo contra o Grêmio, o Cruzeiro improvisou Marquinhos Paraná e depois Elicarlos na lateral-esquerda. Além disso, jogou sem Ramires, que estava na seleção brasileira. Para o jogo de hoje à noite, Gérson Magrão reassume a lateral-esquerda e Ramires volta para desempenhar a dupla função de volante e meia pela direita.
Os laterais cruzeirenses marcam e apóiam, mas no jogo contra o Grêmio, Jonathan deve subir menos porque Fábio Santos joga quase como ala-esquerdo no Grêmio.
A volta de Ramires faz com que Marquinhos Paraná volte a jogar mais recuado ao lado de Fabinho, já que Henrique está contundido. E Paraná tem uma função importante no meio-campo porque pode atuar como terceiro zagueiro pelo centro, quando o time perde a bola, e como armador, quando o time vai ao ataque.
O Grêmio passou a jogar no 4-4-2 sob o comando de Paulo Autuori. O time atuou no 3-5-2 em 2008 e no início de 2009, quando os técnicos eram Celso Roth e Marcelo Rospide. O 4-2-2-2 do Grêmio tem dois volantes marcadores e dois meias. O vídeo abaixo mostra algumas movimentações de defesa e ataque apresentadas pelo time gaúcho.
Para o melhor acompanhamento dos gráficos animados, seguem os nomes dos jogadores, e seus respectivos números, apresentados na simulação.
O Corinthians adotou o 4-2-3-1 em 2009, com dois meias abertos que chegam ao ataque pelas pontas e em diagonal pelo centro. Mano Menezes pode adotar, para o jogo de hoje, um 4-4-2, com um losango no meio-campo, já que o Corinthians joga com a vantagem de ter feito 2 a 0 em São Paulo.
Esquema tático interativo - instruções de uso
Para demonstrar os movimentos defensivos e ofensivos do Corinthians, utilizaremos um gráfico interativo. Leia as instruções abaixo.
Para visualizar a formação do time no primeiro tempo, clique no botão "Formação 1". A partir daí, utilize os botões "Defesa" e "Ataque" para os movimentos defensivos e ofensivos do time.
O botão "Formação 2" apresentação a disposição tática do time no segundo tempo. Os botões "Defesa" e "Ataque" serão relativos a esta segunda formação.
Para uma melhor visualização dos movimentos de ataque e defesa, clique antes na formação base (1 ou 2) a partir da qual você quer observar a movimentação.
Passando-se o mouse sobre o número dos jogadores, seu número aparecerá na parte debaixo do gráfico.
Análise tática - Internacional x Corinthians
O Corinthians atuou no 4-2-3-1 na maioria das partidas em 2009, principalmente nos jogos decisivos. Mas como pode perder até por 1 a 0 — ou por qualquer placar com diferença de dois gols, desde que faça um —, Mano Menezes poderá adotar uma formação que utilizou em alguns jogos este ano: o 4-3-1-2. Nesse sistema tático, podem entrar como segundo atacante tanto Dentinho quanto Jorge Henrique (na simulação que fiz, por limitações técnicas, coloquei apenas Dentinho como hipótese), com Morais como volante e meia pela esquerda e Elias, com as mesmas funções, pela direita. Ambos chegam para apoiar o ataque como meias e, quando o time perde a bola, voltam como volantes, ao lado de Cristian.
No 4-3-1-2, André Santos tem mais liberdade para atacar pela esquerda e Dentinho cai mais em diagonal pelo centro. Morais, então, faz a cobertura de André Santos. Evidentemente, no 4-2-3-1, poderemos observar essa jogada também, mas mais raramente e com um Jorge Henrique mais preso no meio-campo.
No 4-2-3-1, Jorge Henrique e Dentinho têm papéis fundamentais no esquema. Devido à maior capacidade física e de marcação de Jorge Henrique, ele acompanha o lateral esquerdo adversário (ou o direito, porque Dentinho e Jorge Henrique trocam muito de lado durante o jogo) e, com a posse de bola corinthiana, chega ao ataque como ponta, caindo pelos lados (mais frequentemente) ou em diagonal pelo centro.
Douglas e Ronaldo também tem um papel importante nesse esquema. Douglas é o principal responsável por puxar os contra-ataques do time. Ronaldo fica isolado na frente para prender os zagueiros e "estender" o campo ou volta até o meio e usa de seu arranque para vencer os defensores na velocidade.
Nos dois esquemas, invariavelmente o time defende-se com uma linha de cinco defensores. Alessandro forma como zagueiro pela direita e, ou Jorge Henrique passa a marcar pela direita ou Cristian entra como zagueiro entre William e Chicão.
O Internacional normalmente joga no 4-3-1-2, que varia para um 4-2-2-2. No jogo de hoje, o Inter pode apresentar um 4-2-2-2, com dois meias apoiando os atacantes, uma vez que precisa fazer gols.
Esquema tático interativo - instruções de uso
Para demonstrar os movimentos defensivos e ofensivos do Internacional, utilizaremos um gráfico interativo. Leia as instruções abaixo.
Para visualizar a formação do time no primeiro tempo, clique no botão "Formação 1". A partir daí, utilize os botões "Defesa" e "Ataque" para os movimentos defensivos e ofensivos do time.
O botão "Formação 2" apresentação a disposição tática do time no segundo tempo. Os botões "Defesa" e "Ataque" serão relativos a esta segunda formação.
Para uma melhor visualização dos movimentos de ataque e defesa, clique antes na formação base (1 ou 2) a partir da qual você quer observar a movimentação.
Passando-se o mouse sobre o número dos jogadores, seu número aparecerá na parte debaixo do gráfico.
Análise tática - Internacional x Corinthians
O Internacional vai para o último jogo da final da Copa do Brasil com algumas possibilidades táticas. No gráfico interativo, devido a limitações técnicas, tratamos de duas delas, mas há uma terceira possível. Vamos a elas.
Normalmente, o Internacional joga no 4-3-1-2, que se transforma num 4-2-2-2 porque Magrão faz a dupla função de volante — quando o time perde a bola — e meia pela direita, chegando como elemento supresa à frente — com a posse de bola do Internacional. Na defesa, Kléber e Bolívar sobem pouco ao ataque, mas Kléber é mais ativo nesse quesito, já que Bolívar é zagueiro de origem. Mas, diferentemente do reserva Marcelo Cordeiro, Kléber não faz muitas jogadas de linha de fundo, preferindo as bolas levantadas do bico da área.
Podemos verificar (apertando o botão "Defesa" na "Formação 1") que o time mantém sete jogadores atrás da linha da bola e o trio D'Alessandro, Taison e Nilmar à frente, para puxar os contra-ataques, a principal arma do Internacional.
Mas como o time tem que fazer pelo menos dois gols, provavelmente o Corinthians não dará o campo para contra-golpes. Portanto, Tite pode optar por uma formação com dois meias (Andrezinho e D'Alessandro). Andrezinho ficaria sacrificado para voltar como volante. A diferença em relação ao primeiro esquema tático apresentado é a característica dos jogadores. Andrezinho tem mais vocação ofensiva que Magrão. Uma vez que o time tem que atacar, a escalação de um meia é uma alternativa mais lógica. Entretanto, é bom ressaltar que o time não pode tomar gols, sob pena de ter que fazer quatro ou mais.
A terceira alternativa, não representada no gráfico, é a escalação de Magrão como volante pela direita, ao lado de Guiñazu. Magrão tem uma saída de bola melhor que Glaydson e Sandro (que é dúvida por ter se contundido no último jogo), mas tem um poder de marcação menor que ambos. Mas ele não está em suas melhores condições físicas.