segunda-feira, 31 de agosto de 2009

São Paulo 0 x 0 Palmeiras. Análise tática

São Paulo e Palmeiras empataram em 0 a 0 no Morumbi, em São Paulo, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro 2009, e adotaram os mesmos esquemas táticos na maior parte do jogo: o 3-5-2. Ainda nesta semana, publicaremos análises táticas separadas de São Paulo e Palmeiras.

Análise tática

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O Palmeiras começou o jogo no 4-4-2, com Edmílson como volante ao lado de Pierre. Mas com a substituição de Maurício Ramos (contusão), ainda no primeiro tempo, por Marcão, Muricy Ramalho recuou Edmílson e o time passou para o 3-5-2. Assim, o Palmeiras passou a ter um volante de marcação e dois meias.

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O São Paulo já iniciou o jogo no 3-5-2, com Richarlyson como volante e Jean como ala pela direita. Jorge Wagner atuou como um armador recuado e Hernanes teve mais liberdade para avançar como meia pela direita, contando com a cobertura de Jean.

Os zagueiros laterais do Palmeiras, principalmente Marcão, arriscaram algumas subidas pelos lados. Mas o destaque do setor foi Edmílson. Longe da marcação adversária, fez a saída de bola do time, subiu até o meio-campo e executava a primeira distribuição de jogo.

No São Paulo, os zagueiros ficaram mais presos. Só Renato Silva arriscou alguns avanços como lateral pela direita. Richarlyson foi o volante de marcação centralizado, mas contou com o apoio de Jorge Wagner e Hernanes.

No ataque, o Palmeiras optou pela formação com dois atacantes fixos (Obina e Ortigoza). Já o São Paulo contou com um segundo atacante mais recuado (Dagoberto) em relação ao centroavante (Washington).

No segundo tempo, Ricardo Gomes e Muricy Ramalho recuaram mais suas equipes. O São Paulo passou a atuar apenas um atacante (Borges) e um meia-atacante (Hugo) na frente, contando com o a chegada de Arouca (pela direita) e a armação de Jorge Wagner, mais recuado, pela esquerda. O Palmeiras reforçou a marcação no meio campo com a entrada de mais um volante (Souza) para jogar ao lado de Pierre, deixou Obina isolado no ataque e colocou Deyvid Sacconi com a dupla função de ser um terceiro volante e meia pela esquerda, ao lado de Diego Souza (direita).

Leia também:

Esquema tático do Palmeiras.

Cruzeiro 3 x 1 Grêmio. Análise tática. Copa Libertadores.

Esquema tático do Barueri.

Internacional 4 x 0 Goiás. Análise tática.

Manchester United 2 x 1 Arsenal. Análise tática.

Milan 0 x 4 Internazionale. Análise tática.

Esquema tático do Barcelona. Final da Super Copa da Europa.

Internacional 4 x 0 Goiás. Análise tática

O Internacional venceu o Goiás por 4 a 0 no Beira Rio, em Porto Alegre, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. Internacional e Goiás entraram em campo no 3-5-2 (3-2-3-2). Aos 13 minutos do primeiro tempo, entretanto, o Goiás teve Fernandão expulso.

Internacional - Análise tática

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O técnico Tite colocou sua equipe no 3-5-2 e deu liberdade para seus alas apoiaram. Kléber não ficou restrito ao lado esquerdo do campo e fez uma grande partida jogando no meio-campo. Já Danilo Silva não arriscou entradas em diagonal pelo centro.

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O Goiás perdeu Fernandão aos 13 minutos do primeiro tempo e atuou sem um meia-armador ou meia-atacante centralizado. Com isso, a tarefa de criação ficou basicamente com os alas Júlio César (esquerda) e Vítor (direita), além de Iarlei, mais à frente.

O Internacional dominou toda a partida e pressionou o Goiás em seu campo de defesa adiantando seus volantes e liberando, com frequência, seus zagueiros laterais para subirem como laterais. Os volantes do Goiás tiveram muito trabalho durante toda a partida para marcar o meia Giuliano, que fez excelente apresentação, e os volantes do Internacional, que apoiaram muito. Tanto que Guiñazu fez um gol.

Durante a semana, serão publicadas análises separadas de Internacional e Goiás.

Leia também:

INTERATIVO. Esquema tático do Internacional. Prévia do 2º jogo da Final da Copa do Brasil.

Goiás 2 x 2 Fluminense. Análise tática. Copa do Brasil.

Esquema tático do Avaí. Jogo contra o Flamengo.

Coritiba 2 x 0 São Paulo. Análise tática.

Esquema tático do Atlético Mineiro. Jogo contra o Grêmio.

Esquema tático do Coritiba. Copa do Brasil.

domingo, 30 de agosto de 2009

Manchester United 2 x 1 Arsenal. Análise tática

O Manchester United venceu o Arsenal por 2 a 1 no Old Trafford, em Manchester, pela terceira rodada do Campeonato Inglês 2009/2010. O Manchester jogou no 4-4-1-1, com duas linhas de quatro, e o Arsenal variou seu esquema tático durante o jogo: começou no 4-3-1-2, passou para o 4-4-2 com duas linhas de quatro, para o 4-1-4-1 e, no final do jogo, adotou o 4-3-3. Vamos analisar as variações táticas do Arsenal nesse jogo em um post futuro.

Análise tática



O Manchester United manteve o mesmo esquema tático durante o jogo. Foi uma opção cautelosa de Alex Ferguson já que ele abriu mão de dois atacantes, mesmo jogando em casa, prefirindo a presença de Giggs como meia-atacante para jogar logo à frente da linha de meio-campo e chegando esporadicamente ao ataque ao lado de Rooney.



Já o Arsenal teve uma formação mais ousada. Jogou com dois atacantes na maior parte do jogo e, no final, arriscou com presença de três atacantes, já que perdia o jogo por 2 a 1. Arsene Wenger fez seu time variar o esquema tático muitas vezes durante a partida, contando com a versatilidade de seus jogadores.

O Arsenal começou o jogo no 4-3-1-2, com Eboué solto pelo lado direito chegando à frente como um ala ou meia-atacante. Mas, na maior parte do tempo, o time adotou o 4-4-2, com Song e Denílson meias centrais e Diaby (esquerda) e Eboué (direita) como meias abertos pelos lados. Na frente, Arshavin jogou pelo lado esquerdo, entrando em diagonal pelo centro, e van Persie foi o centroavante, jogando mais centralizado. Os laterais Clichy (esquerda) e Sagna (direita) pouco subiram ao ataque para dar mais liberdade aos jogadores de meio-campo.

No Manchester, Carrick e Fletcher foram os meias centrais, responsáveis pela saída de bola e pela armação da equipe. Valencia (direita) e Nani (esquerda) foram os meias abertos pelos lados. Giggs jogou à frente da linha de meio-campo e cumpriu a dupla função de ajudar a marcar e chegar à frente para apoiar Rooney, o único atacante da equipe. Evra (esquerda) foi o único lateral a apoiar o ataque, enquanto O'Shea praticamente não passou da risca de meio-campo, atuando quase como um terceiro zagueiro.

Leia também:

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Esquema tático da Internazionale de Milão. Jogo contra o Bari.

Esquema tático do Barcelona.

Esquema tático do Shakhtar Donetsk.

Esquema tático do Manchester United.

Esquema tático do Real Madrid. Jogo contra o Rosenborg.

Esquema tático do Real Madrid com Kaká e Cristiano Ronaldo.

Esquema tático do Wigan.

Esquema tático do Liverpool.

Esquema tático do Tottenham.

Esquema tático do Atlético de Madrid.

Esquema tático do Panathinaikos.

ESQUEMAS CLÁSSICOS. Holanda 2 x 0 Uruguai. Análise tática.

ESQUEMAS CLÁSSICOS. VÍDEO: Análise tática da Seleção Brasileira da Copa de 1982.

* Fiz a mesma análise para o blog português Portal Futebol, onde podem ser encontradas notícias de clubes europeus e as capas dos principais jornais da Europa.

sábado, 29 de agosto de 2009

Milan 0 x 4 Internazionale. Análise tática

A Internazionale de Milão goleou o Milan por 4 a 0, no Estádio Sansiro (Giuseppe Meazza), pela segunda rodada do Campeonato Italiano 2009/2010. O mando de campo era do Milan. Os dois times adotaram a mesma formação: o 4-4-2, ou 4-3-1-2, com o meio-campo em forma de losango.

Análise tática: o espelho

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O técnico José Mourinho adotou a mesma formação que o Milan vinha treinando na pré-temporada (4-4-2 em losango. Leia também o Esquema tático do Milan) apostando na melhor qualidade técnica de seus jogadores. Nada de mais até aí, já que na primeira rodada, a Internazionale atuou nesse mesmo esquema (leia o Esquema tático da Internazionale). Mas com um detalhe: colocou um meia-atacante (Sneijder) na ponta do losango.

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O detalhe fez toda a diferença porque ele não deixou Pirlo livre para armar de trás, como faz normalmente, obrigando-o a marcar Sneijder. Com isso, Pirlo tornou-se figura apagada durante a partida. Do lado do Milan, Ronaldinho também não fez boa partida e foi presa fácil para Stankovic, pior na armação que Pirlo, mas melhor marcador.

A Internazionale contou com as subidas de Maicon pelo lado direito, que contou com a cobertura de Zanetti. No mesmo lado, o Milan tinha Jankulovski e Flamini. Flamini é um volante marcador limitado e, no apoio, é ainda mais fraco.

O lado direito do Milan tinha Zambrotta e Gattuso, expulso ainda no primeiro tempo. Zambrotta praticamente não apoia o ataque e Gattuso, além de não ter força ofensiva, não pode marcar adequadamente porque estava lesionado. Além do fato de que, nesse lado do campo, Thiago Motta e Chivu fizeram uma boa partida do ponto de vista defensivo.

Na frente, Eto'o e Milito formam uma dupla de ataque melhor que Pato e Borriello. Pato é melhor que Milito, mas Milito é melhor que Borriello e Eto'o é melhor que todos eles. Ressalte-se, entretanto, que Milito foi o melhor atacante em campo e, junto com Maicon, foi o destaque da partida.

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Esquema tático do Tottenham.

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Esquema tático do Milan. Pré-temporada 2009/2010.

VÍDEO: análise do esquema tático do Barcelona.

VÍDEO: Esquema tático do Manchester United.

Análise tática do Manchester United Campeão Inglês 2009.

Análise tática do Barcelona Campeão Espanhol 2009.

Análise tática da Internazionale de Milão Campeã Italiana 2009.

Análise tática do Wolfsburg Campeão Alemão 2009.

VÍDEO: Animação gráfica com as variações táticas da Holanda de 74.

ESQUEMAS CLÁSSICOS. Holanda 2 x 0 Uruguai. Análise tática.

ESQUEMAS CLÁSSICOS. VÍDEO: Análise tática da Seleção Brasileira da Copa de 1982.

INTERATIVO: Esquema tático da Seleção Brasileira de 1982. Análise tática interativa.

* Fiz a mesma análise para o blog português Portal Futebol, onde podem ser encontradas notícias de clubes europeus e as capas dos principais jornais da Europa.

Esquema tático do Barcelona

O Barcelona venceu, na prorrogação, o Shakhtar Donetsk por 1 a 0 e conquistou a Super Copa da Uefa, que reúne os campeões da Liga dos Campeões da Europa e da Copa da Uefa, agora chamada de Liga Europa. O Barcelona foi no seu tradicional 4-3-3 com todos os titulares, exceto Iniesta, que se recupera de lesão.

Análise tática

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O Barcelona dominou toda a partida, mas poucas vezes conseguiu chegar com perigo ao gol adversário durante o tempo normal. O time praticou seu jogo de posse de bola no campo do adversário garantido pela grande qualidade de passe do time. Na prorrogação, o time conseguiu incomodar o goleiro Pyatov do Shakhtar, que fez boas defesas, e conseguiu a vitória com gol do jovem Pedro após passe de Messi.

A defesa do Barcelona jogou com Daniel Alves (lateral-direito), Piqué (zagueiro pela direita), Puyol (zagueiro pela esquerda) e Abidal (lateral-esquerdo). Daniel Alves é quem mais sai para o apoio, muitas vezes aparecendo como ala, enquanto Abidal fica mais recuado para garantir a solidez da defesa barcelonista. Na temporada passada, quando entrou no time substituindo Rafa Marquez (que ainda está contundido), Piqué atuou no lado esquerdo da defesa. Mas no jogo contra o Shakhtar, quem ocupou essa posição foi Carles Puyol.

No meio-campo, o volante de marcação foi Yayá Touré, que jogou à frente dos zagueiros pelo centro, mas também arriscou algumas subidas ao ataque. Com o desfalque de Iniesta, Keita foi o meia/volante pela esquerda, jogando um pouco mais recuado que Xavi, o meia-armador pela direita. Em alguns momentos, Xavi recuou um pouco para ajudar na saída de bola e armar o time de trás. Mas, no geral, jogou mais adiantado, próximo a Messi e Daniel Alves pela faixa direita do campo.

No ataque, Messi jogou a maior parte do jogo pela direita entrando em diagonal pelo centro. Ibrahimovic foi o centroavante e Henry jogou pela esquerda, entrando em diagonal pelo centro e também pela ponta esquerda. Principalmente na prorrogação, Messi foi jogar no centro do ataque, mas mais recuado do que normalmente atua um centroavante, e rendeu mais. É a posição em que atuou grande parte da partida contra o Manchester United na final da Uefa Champions League. Arriscou chutes a gols e deu o passe para que Pedro, que entrou no final do segundo tempo no lugar de Ibrahimovic, marcasse o gol da vitória. Durante a prorrogação, Pedro e Bojan Krkić, que entrou no lugar de Henry, jogaram pelas pontas e trocaram de lado constantemente, enquanto Messi jogou pelo centro do ataque.

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Esquema tático da Internazionale de Milão. Primeira rodada do Campeonato Italiano.

Esquema tático do Milan. Pré-temporada 2009/2010.

VÍDEO: análise do esquema tático do Barcelona.

VÍDEO: Esquema tático do Manchester United.

Análise tática do Manchester United Campeão Inglês 2009.

Análise tática do Barcelona Campeão Espanhol 2009.

Análise tática da Internazionale de Milão Campeã Italiana 2009.

Análise tática do Wolfsburg Campeão Alemão 2009.

VÍDEO: Animação gráfica com as variações táticas da Holanda de 74.

ESQUEMAS CLÁSSICOS. Holanda 2 x 0 Uruguai. Análise tática.

ESQUEMAS CLÁSSICOS. VÍDEO: Análise tática da Seleção Brasileira da Copa de 1982.

INTERATIVO: Esquema tático da Seleção Brasileira de 1982. Análise tática interativa.

Esquema tático do Shakhtar Donetsk

O Shakhtar Donetsk perdeu para o Barcelona por 1 a 0 na final da Super Copa da Uefa, que reúne os campeões da Liga dos Campeões da Europa e da Copa da Uefa, agora renomeada para Liga Europa. O time ucraniano atuou no 4-4-1-1.

Análise tática

No geral, a equipe do Shakhtar apresentou o mesmo esquema tático visto na final da Copa da Uefa contra o Werder Bremen, ou seja, o 4-4-1-1. Exceto pelo fato de optar por dois volantes exclusivamente de marcação. Contra o Bremen, Fernandinho foi o segundo volante (box-to-box), o que deu mais criatividade ao setor na ocasião.

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A defesa do Shakhtar teve Srna na lateral-direita, Kucher como zagueiro pela direita, Chygrynskiy como zagueiro pela esquerda e Raţ na lateral-esquerda. Srna é o lateral que mais apoia, enquanto Rat auxiliou o lado esquerdo na marcação de Messi.

No meio-campo, a formação apresentou dois volantes de marcação — Hubschman (esquerda) e Gai (direita) — pelo centro e dois meias abertos pelos lados do campo — Ilsinho (direita) e Willian (esquerda). Além de Fernandinho, que atuou à frente do meio-campo e também chegava à frente como atacante. Todo o meio-campo preocupou-se, principalmente, com a marcação do time do Barcelona. Além de Fernandinho, Willian foi quem mais arriscou subidas ao ataque. Ilsinho teve mais preocupações defensivas porque o lateral Srna também apoiava.

No ataque, Luiz Adriano jogou sozinho, contando, vez ou outra, com o auxílio de Fernandinho e Willian. Com o time muito retrancado e com pouca criatividade no meio-campo, a bola poucas vezes chegou em boas condições para Luiz Adriano.

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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Esquema tático do Manchester United

O Manchester United goleou o Wigan Athletic por 5 a 0 pela terceira rodada do Campeonato Inglês 2009/2010. O time comandado por Alex Ferguson entrou em campo no 4-4-2, com duas linhas de quatro e Rooney no ataque ao lado de Berbatov. Na próxima rodada, a equipe enfrentará o Arsenal.

Análise tática

Após um primeiro tempo sem conseguir encaixar seu jogo diante de um Wigan muito fechado e competente na marcação, o Manchester United conseguiu aplicar uma goleada atuando no 4-4-2 com uma linha de quatro jogadores na defesa e outra linha no meio-campo. Embora tenha feito cinco gols no segundo tempo, as dificuldades encontradas na primeira parte do jogo mostram que o time sente a falta dos jogadores que deixaram o clube e precisará de reforços se quiser repetir os feitos da temporada passada.

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A defesa do Manchester United teve Gary Neville na lateral-direita, Nemanja Vidic como zagueiro-central, Jonny Evans como quarto-zagueiro e Patrice Evra na lateral-esquerda. Como já é quase uma regra na Europa, e está se tornando uma também no Brasil, um dos laterais sempre tem mais liberdade para apoiar. E, no Manchester, esse lateral é Evra, que tem muita força e consegue subir ao ataque e também marcar com muita competência. Evans mostrou fragilidades, mas devemos lembrar que o titular é Rio Ferdinand, assim como Foster é o arqueiro até a volta de van der Sar.

A linha no meio-campo formou-se com Antonio Valencia pela direita, Darren Fletcher e Paul Scholes pelo centro e Nani (Luís Carlos Almeida da Cunha) pela esquerda. Não podemos falar que os jogadores centrais dessa linha são volantes porque chegam à frente e fazem a armação de jogadas pelo centro do campo, além de arriscarem tiros de fora da área, com frequência. Dos dois, Fletcher é o mais defensivo. Nani é muito rápido e habilidoso, chega ao fundo e entra em diagonal pelo meio do ataque. Valencia faz mais jogadas pelo fundo, mas também entra em diagonal.

No ataque, Wayne Rooney e Dimitar Berbatov trocam de lado muitas vezes durante o jogo, mas Rooney aparece com mais frequência vindo em diagonal a partir da esquerda, como segundo atacante. Berbatov é o centroavante, com menos vigor físico e mobilidade que Rooney, e fica mais fixo na área.

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Esquema tático do Wigan

Jogando em casa, o Wigan Athletic foi goleado pelo Manchester United por 5 a 0 pela terceira rodada do Campeonato Inglês 2009/2010. O time do técnico Roberto Martinez foi a campo no 4-5-1 ou 4-2-3-1, mas jogando com um atacante isolado na frente, sem a chegada dos jogadores do meio-campo.

Análise tática

Com um time retrancado, o Wigan adotou o 4-5-1 ou 4-2-3-1 — uma vez que eles não jogaram em linha —, esquema tático que está entre os mais utilizados na Europa, mas sem que os três meias mostrassem vocação ofensiva. Esse detalhe é importante porque o 4-2-3-1 é visto como um sistema ofensivo, mas sem a exposição defensiva do 4-3-3. Quando os três meias que jogam à frente dos volantes não se apresentam com frequência no ataque, auxiliando o único atacante da equipe, o que parece ser um 4-2-3-1 na verdade é um 4-5-1, com os jogadores do meio-campo priorizando a função defensiva.

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A defesa — formada por Melchiot (lateral-direito), Scharner (zagueiro-central), Bramble (quarto-zagueiro) e Figueroa — mostrou-se firme durante todo o primeiro tempo e início do segundo. Melchiot e Figueroa saíam alternadamente para o apoio e, na maior parte do jogo, anularam os meias extremos do Manchester United Valencia e Nani. No segundo tempo, entretanto, todo o sistema defensivo ruiu.

O meio de campo da equipe, conforme já dissemos, atuou mais defensivamente que ofensivamente. Os volantes Mohamed Diame (esquerda) e Hendry Thomas (direita) não apareceram para apoiar o meio-campo e pouco auxiliaram na criação de jogadas. Entre os meias — Koumas (esquerda), Gomez (centro) e N'Zogbia (direita) — N'Zogbia foi quem mais chegou ao ataque, ainda assim timidamente.

No ataque, Hugo Rodallega foi o atacante isolado. Sem apoio dos meias, correu de um lado para o outro, mas, ainda assim, levou perigo à defesa do Manchester.

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Esquema tático do Real Madrid. Jogo contra o Rosenborg

Contra o Rosenborg, o técnico Manuel Pellegrini armou seu time também no 4-2-3-1, mas, diferentemente do outro esquema tático analisado (leia Esquema tático do Real Madrid com Kaká e Cristiano Ronaldo), com Raúl no lugar de Granero. A equipe perde em recomposição na marcação no meio-campo, mas ganha a possibilidade de se modificar o sistema tático para o 4-2-2-2 com dois centroavantes, deslocando-se Raúl para o ataque.

Análise tática: 4-2-3-1 com Raúl

A defesa jogou com Arbeloa (lateral-direito), Albiol (defensor pela direita), Garay (defensor pela esquerda) e Marcelo (lateral-esquerdo). Como nos demais esquemas táticos analisados, Marcelo tem mais liberdade para avançar pela esquerda, embora na formação com Arbeloa, o Real Madrid tenha feito jogadas com o lateral-direito. Além disso, com Lass Diarra como volante o time ganha em poder de marcação no meio.



Assim, o meio-campo teve como volantes Lass e Xabi Alonso. Lass como volante de marcação e Xabi Alonso como o volante-armador. Kaká (direita), Raúl (centro) e Cristiano Ronaldo (esquerda) foram os meias atacantes. Na verdade, Raúl pode ser um meia que auxilia na criação de jogadas e recua mais que Kaká e Cristiano Ronaldo quando o time perde a bola. E, como dissemos, pode apresentar-se como um segundo centroavante, ao lado de Benzema, se for necessário.

No ataque, Benzema é o único centroavante. Mas nunca joga isolado porque Kaká chega pela direita e Cristiano Ronaldo pela esquerda, como pontas ou em diagonal pelo centro. Além da aproximação constante de Raúl.

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Esquema tático do Milan. Jogo contra o Siena

O Milan venceu o Siena por 2 a 1 na primeira rodada do Campeonato Italiano e, no fim-de-semana, enfrenta a Internazionale (leia a análise do Esquema tático da Internazionale de Milão). O esquema tático utilizado foi o 4-3-1-2, com Pirlo como armador, jogando recuado, atrás dos volantes de marcação, com um meio-campo formado em losango.

Análise tática: meio-campo em losango

O técnico Leonardo testou a formação em "diamante" no meio-campo nas partidas da pré-temporada do Milan e estreou no Campeonato Italiano, contra o Siena, no mesmo sistema tático.

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A defesa foi formada por Zambrotta (lateral-direito), Nesta (zagueiro pela direita), Thiago Silva (zagueiro pela esquerda) e Jankulovski (lateral-esquerdo). Os laterais tiveram mais função defensiva, como é comum na Europa e, principalmente, na Itália. Jankulovski tem mais qualidade para chegar na frente, enquanto Zambrotta defende melhor. Os laterais presos dão, entretanto, mais liberdade para os jogadores de meio-campo, principalmente os volantes. Mas eles têm pouca qualidade no passe e dão poucos chutes a gol.

O meio-campo do Milan apresentou um desenho em losango, com Pirlo mais recuado pelo centro, Gattuso (direita) e Flamini (esquerda) como volantes marcadores jogando em paralelo e Ronaldinho Gaúcho à frente deles, centralizado, como meia. Os volantes do Milan são marcadores medianos e apoiadores ruins, mas os meias compensam essa fragilidade no setor. Pirlo desempenha um papel importantíssimo porque é um armador recuado, que joga longe dos marcadores adversários. Como tem uma ótima bola longa e qualidade na marcação, é praticamente único a reunir tantas qualidades para os jogadores da posição. O único jogador que desempenha função semelhante na posição, com qualidade, é Xabi Alonso (leia a análise do Esquema tático do Real Madrid com Kaká e Cristiano Ronaldo). Mas, ressalte-se, Pirlo é bem melhor que ele.

No ataque, Pato (esquerda) e Borriello (direita) forma a dupla de ataque que conta com o apoio de Ronaldinho Gaúcho, que joga imediatamente atrás deles, pelo centro, formando um triângulo. É um ataque sem centroavante, com os jogadores jogando em paralelo. Borriello é ruim tecnicamente, acrescentando muito pouco ao ataque do Milan. Pato não está na mesma forma de algum tempo atrás, mas é o melhor atacante disponível na equipe.

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Esquema tático do Real Madrid com Kaká e Cristiano Ronaldo.

Esquema tático da Internazionale de Milão. Primeira rodada do Campeonato Italiano.

Esquema tático do Liverpool.

Esquema tático do Tottenham.

Esquema tático do Milan. Pré-temporada 2009/2010.

VÍDEO: análise do esquema tático do Barcelona.

VÍDEO: Esquema tático do Manchester United.

Análise tática do Manchester United Campeão Inglês 2009.

Análise tática do Barcelona Campeão Espanhol 2009.

Análise tática da Internazionale de Milão Campeã Italiana 2009.

Análise tática do Wolfsburg Campeão Alemão 2009.

VÍDEO: Animação gráfica com as variações táticas da Holanda de 74.

ESQUEMAS CLÁSSICOS. Holanda 2 x 0 Uruguai. Análise tática.

ESQUEMAS CLÁSSICOS. VÍDEO: Análise tática da Seleção Brasileira da Copa de 1982.

INTERATIVO: Esquema tático da Seleção Brasileira de 1982. Análise tática interativa.

* Fiz a mesma análise para o blog português Portal Futebol, onde podem ser encontradas notícias de clubes europeus e as capas dos principais jornais da Europa.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Esquema tático do Atlético de Madrid

No segundo jogo de classificação para a fase de grupos da Copa dos Campeões da Europa 2009/2010, o Atlético de Madrid venceu o Panathinaikos por 2 a 0. Na primeira partida, o Atlético de Madrid já havia vencido por 3 a 2 e, assim, está classificado. O Atlético de Madrid atuou no 4-1-3-2, mas com um dos meias sempre voltando como segundo volante quando necessário.

Análise tática

A defesa do Atlético de Madrid contou com Heitinga na lateral direita, Juanito como zagueiro pela direita, Ujfalusi como zagueiro pela esquerda e Antonio López na lateral-esquerda. Embora subisse esporadicamente, Heitinga priorizou a marcação enquanto Antonio López ficou mais livre para avançar pela esquerda.

(Clique na imagem para ampliar)

Paulo Assunção foi o único volante de marcação, mas contou com o auxílio de Raúl Garcia na faixa central do campo. Garcia foi um meia que voltava para marcar como um segundo volante. No segundo tempo, Garcia foi substituído por Cléber Santana. Maxi Rodríguez atuou como meia pela direita, mais recuado que Simão, que foi um meia-atacante pela esquerda, chegando muitas vezes ao ataque, principalmente pelo lado do campo.

Na frente, Fórlan (direita) e Kun Agüero (esquerda) formaram um ataque rápido e muito técnico. Nenhum dos dois atuou como centroavante fixo, ambos priorizaram a condução de bola a partir da intermediária em velocidade.

Essa formação deu liberdade para a atuação de Simão pela esquerda, que podia aparecer como um atacante. Por ter muitos jogadores técnicos no time, o Atlético de Madrid pôde priorizar a posse de bola. Esse tipo de estratégia só é possível quando se tem muitos jogadores com boa qualidade no passe. O que chega a ser surpreendente, já que jogava em casa e poderia até perder (lembrando que o time venceu a primeira fora de casa por 3 a 2).

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Esquema tático do Panathinaikos

O Panathinaikos foi derrotado pelo Atlético de Madrid por 2 a 0 em Madrid e está fora da UEFA Champions League 2009/2010. O time já havia perdido a primeira partida, na Grécia, por 3 a 2. O Panathinaikos jogou no esquema tático 4-2-2-2.

Análise tática

A defesa do Panathinaikos jogou com Moon (lateral-direito), Vintra (zagueiro pela direita), Sarriegui (zagueiro pela esquerda) e Darlas (lateral-esquerdo). Moon funcionou quase como um zagueiro pela direita e, no segundo tempo, foi substituído e o técnico Henk ten Cat colocou Gabriel, inicialmente no meio-campo, na lateral-direita.



No meio-campo, Katsouranis (esquerda) e Gilberto Silva (direita) foram os volantes de contenção. Gabriel, que no Brasil normalmente atuava como lateral ou como ala-direito, jogou na meia direita ao lado de Ninis (meia-esquerdo), que também buscava as jogadas pelo centro.

No ataque, Cissé foi o atacante pela esquerda e Leto foi o segundo atacante, tentando as penetrações em diagonal a partir da direita. Cissé teve uma atuação apagada e, no final, foi expulso por entrada violenta. Leto foi o atacante mais perigoso, mas também passou em branco.

O Panathinaikos mostrou-se um time muito quadrado, sem inovações táticas e pouca qualidade técnica. Mesmo precisando vencer a partida, entrou com um sistema tático conservador, com os tradicionais volantes marcadores à frente da defesa.

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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Esquema tático do Avaí. Jogo contra o Flamengo

O Avaí venceu o Flamengo por 3 a 0 na Ressacada, em Florianóplis, pela vigésima rodada do Campeonato Brasileiro jogando no 3-5-2, que também se transformava num 3-6-1, com dois alas apoiando bastante.

Análise tática

Com três zagueiros fixos atrás, o Avaí liberou seus alas e contou com a participação ativa dos volantes na criação de jogadas. Ferdinando e Léo Gago avançaram pelo meio e criaram opções de passe para os alas juntamente com Marquinhos. Foi um 3-5-2, ou mais precisamente um 3-2-3-2, que também se transformava num 3-6-1, com dois volantes marcadores (mas que saíram para o jogo), dois alas e um meia, um meia-atacante e um atacante.



Na defesa, Augusto (direita), Rafael (centro) e Émerson (esquerda) foram os três zagueiros, que ficaram presos atrás. Algumas vezes, Augusto arriscou subidas até o meio-campo como lateral-direito, mas a regra foi priorizar a marcação. Émerson ficou responsável por marcar individualmente Adriano e cumpriu bem a função. Rafael foi o zagueiro da sobra.

Com os três zagueiros priorizando a marcação, o técnico Silas fez o que deveria num esquema 3-5-2: liberou os alas. Vemos muitas vezes os alas comportando-se como laterais, configurando um 5-3-2, o que tira toda a vantagem do 3-5-2. Fabinho Capixaba (direita) e Eltinho (esquerda) participaram muito na criação de jogadas e puderem trocar passes com os volantes pelos lados do campo. Com Léo Gago (esquerda) e Ferdinando (direita), o Avaí ganha em qualidade no meio porque ambos podem sair para o jogo, o que dificulta a marcação dos meias adversários. Quando se tem volantes apenas marcadores, o time adversário acaba ganhando numericamente no meio-campo se apostar em volantes mais técnicos. Para completar o meio-campo, Marquinhos jogou à frente dos volantes, centralizado e transitando por todo o setor, armando a equipe.

No ataque, Muriqui preferencialmente saiu da esquerda para o centro como segundo atacante e, às vezes, como meia-atacante. Mas também apareceu na direita. Luiz Ricardo foi o centroavante na maior parte do jogo, com a substituição de William, lesionado.

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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Esquema tático do Real Madrid com Kaká e Cristiano Ronaldo

O Real Madrid da temporada 2009/2010 ainda não estreou, mas seus amistosos de pré-temporada já dão uma idéia de como será a formação tática do time. Vamos apresentar os desenhos táticos que foram por nós observados nesses jogos.

O 4-2-3-1. Cristiano Ronaldo e Kaká

Nessa formação, observada durante o amistoso contra o Borussia Dortmund, o técnico Manuel Pellegrini armou o esquema tático colocando Kaká e Cristiano Ronaldo vindo de trás em velocidade e com a bola dominada, a melhor característica deles.



Na defesa, Lass foi o lateral-direito, Albiol o zagueiro pela direita, Metzelder o zagueiro pela esquerda e Marcelo o lateral-esquerdo. Em tese, Marcelo teria mais liberdade para atacar, garantido pelos volantes e pelo lateral-direito mais recuado. Mas, na prática, o Borussia Dortmund explorou aquele lado e impediu os avanços mais incisivos dele. A entrada de Michel Salgado (que estava machucado no dia do jogo) ou Sérgio Ramos não muda muito esse cenário, já que são mais defensivos que ofensivos.

No meio-campo, dois volantes. Um marcador (o zagueiro Pepe, mas que também atua como volante na seleção portuguesa) e um armador (Xabi Alonso), mas que também marca bem. A vantagem de se ter um armador jogando recuado é a menor pressão que ele sofre dos marcadores do time adversário. À frente dos volantes, três meias: Granero, Kaká e Cristiano Ronaldo. Os três voltam para ajudar a marcação e também chegam ao ataque, além de trocarem de posição constantemente. Qualquer um deles pode aparecer como atacante ao lado de Benzema, o único atacante de ofício do time, mas que não joga isolado na frente por causa da aproximação de um dos três.

O 4-4-2. Dois atacantes e dois meias ofensivos

Na formação 4-4-2, apresentada contra a LDU, o Real Madrid apresenta uma formação ainda mais ofensiva. Manuel Pellegrini está, obviamente, testando as formações que vai utilizar em momentos que podem aparecer durante os campeonatos a serem disputados e em situações de jogo específicas. Contra times menores, esse 4-4-2 poderá ser utilizado sem problemas, já que o time terá mais posse de bola e deve criar mais situações de gol jogando no campo do adversário. Nesse caso, quanto mais jogadores técnicos estiverem em campo melhor, já que o passe certo torna-se um quesito indispensável, para evitar bolas perdidas e contra-ataques com a equipe aberta.



A defesa tem o mesmo formato: um lateral mais preso e outro mais livre para atacar. Mas o sistema defensivo não. O volante armador, mais técnico, joga à frente do volante marcador, para trocar bolas no campo de ataque.

Os meias abertos pelas pontas chegam frequentemente ao ataque, pelos lados e em diagonal pelo centro, e buscam os dois atacantes fixos.

No esquema representado no desenho, Robben pode dar lugar a Kaká e Xabi Alonso deve entrar no lugar de Guti. O que é importante observar, entretanto, é o caráter extremamente ofensivo desta formação.

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Esquema tático da Internazionale de Milão

A Internazionale de Milão empatou com o Bari em 1 a 1 no Giuseppe Meazza, em Milão, pela primeira rodada do Campeonato Italiano 2009/2010, jogando no 4-3-3, após ter iniciado o jogo no 4-4-2 com um losango no meio-campo e terminar a partida no 4-4-2 com dois atacantes nas funções de meias extremos, abertos pelos lados.

Análise tática. Do 4-4-2 para o 4-3-3

O time de José Mourinho iniciou a partida no 4-4-2, com o meio-campo disposto em forma de "diamante". Nessa formação, Vieira era o volante mais recuado pelo centro, Thiago Motta à frente e à esquerda, um pouco mais recuado que Muntari, pela direita, e com Stankovic no vértice de cima, como armador pelo centro.



Ainda no primeiro tempo, Mourinho colocou Balotelli no lugar de Muntari e modificou o esquema tático da Inter para o 4-3-3. Nesse sistema, Vieria continuou como volante pelo centro e Thiago Motta pela esquerda, mais adiantado, ao lado de Stankovic, agora pela direita.



Nos dois sistemas táticos utilizados, a defesa foi formada por Maicon (lateral-direito), Lúcio (zagueiro pela direita), Materazzi (zagueiro pela esquerda) e Zanetti (lateral-esquerdo). No segundo tempo, Materazzi foi substituído por Córdoba. Maicon tinha mais liberdade para atuar adiantado, mas não tanto quanto um ala. Zanetti, pela esquerda, ficou prioritariamente na marcação e poucas vezes cruzou a risca do meio-campo, funcionando quase como um terceiro zagueiro. A opção de prender mais um lateral deu liberdade para Maicon atacar pela direita e para os volantes aproximarem-se dos atacantes.

O meio-campo modificado pela entrada de Balotelli passou a ter, na prática, três volantes. Um volante mais marcador (Vieira) e outros dois com mais liberdade para chegar ao ataque, com prioridade para Stankovic (direita), mais técnico que Thiago Motta (esquerda).

Balotelli entrou como atacante pela direita, mas também ajudava a fechar o meio-campo por aquele lado, já que Stankovic entrava em diagonal pelo centro. Samuel Eto'o posicionou-se como atacante pela esquerda e Diego Milito ficou centralizado.

No final do segundo tempo, Mourinho ainda testou um 4-4-2 com dois atacantes nos papéis de meias extremos abertos pelos lados do campo: Quaresma pela esquerda, Balotelli pela direita, Eto'o e Milito centralizados.

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domingo, 23 de agosto de 2009

Esquema tático do Grêmio. Jogo contra o Atlético Mineiro

O Grêmio goleou o Atlético Mineiro por 4 a 1 no Olímpico, em Porto Alegre, pela vigésima rodada do Campeonato Brasileiro 2009, jogando no 4-4-2, com dois volantes marcadores e dois meias. Diferentemente do jogo contra o Flamengo, quando Réver atuou como líbero e os volantes tiveram mais liberdade para subir ao ataque, no jogo contra o Atlético Mineiro, o técnico Paulo Autuori voltou ao seu já tradicional 4-4-2, com dois volantes marcadores e dois zagueiros.

Análise tática

A defesa do Grêmio foi formada pelo zagueiro improvisado Thiego na lateral direita, Mário Fernandes como zagueiro pela direita, Réver como zagueiro pela esquerda e Bruno Collaço como lateral-esquerdo. Thiego teve atuação apagada, priorizando sua função defensiva e atacando pouco. Como tem sido usual, o lateral-esquerdo (no jogo contra o Atlético Mineiro, foi Bruno Collaço, mas em outros jogos foram Fábio Santos ou Jadílson) tem mais liberdade para atacar, contando com a cobertura de Réver e/ou Adílson.



Os volantes foram Túlio (direita) e Adílson (esquerda). No jogo contra o Flamengo, eles tiveram mais liberdade para apoiar o ataque, já que o time contava com apenas um meia-atacante (Douglas Costa). Contra o Atlético Mineiro, priorizaram a marcação e deram muita liberdade para os meias Souza (esquerda) e Tcheco (direita). Como já discutimos aqui inúmeras vezes, Souza é o condutor de bola, o jogador de velocidade do meio-campo, enquanto Tcheco é o armador que cadencia o jogo. Entretanto, as participações efetivas de Tcheco no Grêmio têm se restringido às (boas) cobranças de bola parada. Douglas Costa mostrou, no jogo anterior, mais empenho e velocidade, além de poder também fazer a função de terceiro atacante, caindo pela ponta esquerda.

No ataque, Jonas (direita) e Perea (esquerda) apresentaram uma boa movimentação e deram mais dinamismo e velocidade ao setor que Herrera e Maxi López, que são muito lentos e trombadores, mas podem ser utilizados em determinados jogos e situações de jogo que exijam maior combatividade ao ataque.

O principal ponto a ser observado no time do Grêmio é a eficiência na bola parada. Aliás, essa eficiência já é antiga. Tanto nas cobranças diretas quanto nos levantamentos para a área adversária.

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Esquema tático do Atlético Mineiro. Jogo contra o Grêmio

O Atlético Mineiro perdeu para o Grêmio por 4 a 1 no Olímpico, em Porto Alegre, pela vigésima rodada do Campeonato Brasileiro jogando no 4-4-2 na maior parte do jogo. O Atlético iniciou a partida no 4-3-1-2, mas com a contusão do lateral-direito Marcos Rocha, Carlos Alberto foi deslocado para a posição e Evandro entrou no meio-campo.

Análise tática

O técnico Celso Roth trocou o 3-5-2 utilizado pelo time contra o Flamengo e utilizou o 4-4-2, com um quadrado no meio-campo.

Na defesa, Carlos Alberto foi o lateral-direito, Welton Felipe o zagueiro pela direita, Alex Bruno o zagueiro pela esquerda e Thiago Feltri o lateral-esquerdo. Os laterais apoiaram o ataque com frequência e os zagueiros falharam nas bolas aéreas, a especialidade do Grêmio. Os volantes também não protegeram devidamente a defesa.



No meio-campo, o time foi armado num quadrado, com dois volantes marcadores e dois meias. Os volantes Jonílson (esquerda) e Renan (direita) não foram muito eficientes na marcação dos meias gremistas e deixaram a zaga exposta. Os meias Renan Oliveira (esquerda) e Evandro (direita) não foram felizes na criação de jogadas. A entrada de Evandro, mais armador, em tese melhoraria a criação no meio, já que Renan Oliveira é meia-atacante e conduz muito a bola.

No ataque, Diego Tardelli e Éder Luís trocaram de lado frequentemente, mas não receberam muitas bolas e, quando receberam, foram pouco eficientes. No segundo tempo, Rentería entrou no lugar de Éder Luís e melhorou a qualidade no setor. Mas os erros de passe entre meio-campo e ataque continuaram, obrigando os atacantes a, muitas vezes, voltarem para tentar armar as jogadas.

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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Esquema tático Corinthians. Jogo contra o Atlético MG

O Corinthians venceu o Atlético Mineiro pela décima nona rodada do Campeonato Brasileiro por 2 a 0, em São Paulo, jogando no 4-4-2, variando seu esquema tático entre o 4-2-2-2 e uma "quase" linha de quatro no meio-campo.

Análise tática

Mano Menezes é o técnico que mais tem apresentado variações táticas, tanto durante o jogo quanto no campeonato. No jogo contra o Atlético, o Corinthians esteve no 4-2-2-2, no 4-3-1-2 (com Jorge Henrique como meia-esquerdo) e no 4-4-2, com uma "quase" linha de quatro no meio-campo. Quase porque Moradei ficou mais fixo na cabeça-de-área. Mas Boquita e Elias funcionavam como meias quando o time tinha a posse de bola.



Na defesa, Diego (lateral-esquerdo) ficou mais preso e subiu pouco; William (esquerda) e Chicão (direita) foram os zagueiros; Jucilei (lateral-direito) teve mais liberdade para avançar porque Elias cumpriu duas funções: volante e meia.

No meio de campo, Moradei foi um volante marcador mais preso, enquanto Elias (direita) e Boquita (esquerda) tiveram mais liberdade para apoiar o ataque. Elias, por vezes, posicionava-se como meia-direito, enquanto Boquita ajudou a armar o time de trás, ao lado de Moradei, e subia quando tinha oportunidade. O que aconteceu várias vezes, já que Tchô não foi eficiente na marcação dele. Jorge Henrique, diferentemente do que foi dito por muitos comentaristas, atuou como meia-esquerdo, e não como atacante.

No ataque, Dentinho jogou principalmente pela esquerda, entrando em diagonal pelo meio, caindo pelas pontas e também aparecendo pelo lado direito. Henrique, muito apagado, foi o centroavante e jogou pela direita.

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Esquema tático Grêmio. Réver como líbero. Jogo contra o Flamengo

O Grêmio venceu o Flamengo por 4 a 1 pela décima nona rodada do Campeonato Brasileiro em Porto Alegre, jogando no 4-3-1-2, que variava para um 4-3-3. Réver desempenhou a função de líbero.

Análise tática

O Grêmio foi armado por Paulo Autuori num 4-3-1-2, que variava para um 4-3-3, mas com um detalhe importante: Réver foi o líbero da equipe. Assim, talvez devêssemos representar o sistema tático como um 1-4-2-1-2 ou um 4-1-2-1-2.



A defesa do Grêmio apresentou uma variação interessante com o posicionamente de Réver desempenhando as funções de jogador da sobra e volante. Ele fez a saída de bola da equipe, como normalmente faz, mas, desta vez, foi posicionado na faixa central do campo (e não pela faixa central esquerda, como fazia no esquema com três zagueiros), apoiou o ataque com mais frequência (antes, aparecia como elemento surpresa de vez em quando) e fez a cobertura dos volantes e zagueiros.

Rafael Marques foi o zagueiro pela esquerda e Léo pela direita. Mário Fernandes foi um lateral-direito com mais preocupações defensivas, mas apoiou o ataque diversas vezes. Jadílson (e depois Bruno Collaço, no segundo tempo) teve mais liberdade para atacar e foi um ala na maior parte do tempo, fazendo diversas incursões pelo meio.

No meio-campo, Adílson (esquerda) e Túlio (direita) foram os volantes, mas com liberdade para apoiar o ataque, já que contavam com a cobertura de Réver. Quando Réver subia, Adílson era o principal responsável pela cobertura do líbero. Túlio também fez isso, mas jogou mais solto.

Douglas Costa foi um meia-atacante. Muito veloz e habilidoso, jogou no meio e também apresentou-se como ponta-esquerda, momento em que o esquema tático do Grêmio transformava-se num 4-3-3. Os atacantes fixos foram Jonas (pelo centro e pela esquerda) e Perea (pela direita).

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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Esquema tático do Flamengo. Jogo contra o Grêmio

O Flamengo que foi a campo em Porto Alegre e perdeu para o Grêmio por 4 a 1, pela décima nona rodada do Campeonato Brasileiro, jogou no 3-5-2 com dois volantes marcadores, dois alas e apenas um meia.

Análise tática



O esquema 3-5-2 de Andrade apresenta diferenças em relação ao de Cuca no sistema defensivo e no meio-campo. Como sistema defensivo, entendemos também a participação dos alas, meias e volantes. O dinamismo que caracterizava o sistema defensivo do Flamengo sob Cuca não está mais presente. Uma razão evidente são os desfalques de Léo Moura, Kléberson e Juan, além do negociado Ibson.

Realmente não há como manter sistemas dinâmicos sem jogadores polivantes em que volantes transformavam-se em zagueiros e em laterais. Mas Willians e Aírton, que antes se alternavam nessas funções, ficaram muito presos, respectivamente, aos papéis de volante e zagueiro. Willians transitava pelas posições de zagueiro pelo centro e pela direita, volante e lateral direito.

No jogo contra o Grêmio, ficou restrito à faixa central esquerda como volante (o outro volante, pela direita, foi Lenon). E Aírton como zagueiro pela direita. Angelim arriscou algumas subidas ao ataque e também cobriu os avanços de Éverton pela esquerda. Entretanto, Willians é o mais polivalente dos jogadores de defesa do Flamengo, além de ter um ótimo preparo físico, e sua restrição àquela faixa de campo foi um desperdício.

Os alas Éverton (esquerda) e Éverton Silva (direita) formaram o meio-campo com Fierro. Éverton Silva pouco subiu ao ataque, funcionando quase como um lateral-direito. Éverton tentou jogadas de penetração pelo lado e em diagonal pelo centro, como um verdadeiro ala. Já Fierro não é um armador e ficou perdido na faixa central do campo. Ele conduz mais do que arma.

Tanto que Émerson voltou muitas vezes para auxiliar na criação de jogadas. Adriano e Émerson trocaram de lado durante todo o jogo, sempre com Adriano mais adiantado em relação a Émerson.

No segundo tempo, Andrade colocou o time para atuar com três atacantes: Dênis Marques (que entrou no lugar de Éverton Silva) pela direita, Émerson no centro e Adriano pela esquerda. Camacho substituiu Fierro e ficou como meia pela faixa central à frente de dois volantes marcadores. O sistema tático do Flamengo mudou para o 4-3-3.

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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Esquema tático do Liverpool

O Liverpool perdeu do Tottenham por 2 a 1, em Londres, pela primeira rodada do Campeonato Inglês 2009/2010, jogando no 4-4-1-1, com uma linha no meio-campo e um meia-atacante chegando ao ataque para auxiliar o atacante Fernando Torres. No segundo tempo, Rafa Benítez optou por colocar Gerrard como armador recuado, jogando ao lado de Mascherano, e liberar Lucas como meia-atacante e, até mesmo, como atacante num 4-2-2-2.

Análise tática

O Liverpool atuou num 4-4-1-1 ou 4-2-2-1-1, já que seus volantes saíram pouco para o jogo no primeiro tempo e em grande parte do segundo.



A defesa do Liverpool atuou com Johnson como lateral-direito, Carragher como zagueiro pela direita, Skrtel como zagueiro pela esquerda e Insua como lateral-esquerdo. No segundo tempo, os zagueiros inverteram as posições e, machucado, Skrtel foi substituído por Ayala. Insua só apareceu no ataque no segundo tempo porque, no primeiro, tentou, sem muito sucesso, marcar o meia Lennon do Tottenham. Johnson, por outro lado, foi um lateral mais ativo no apoio e levou perigo à meta adversária, tanto que sofreu um pênalti.

O meio-campo em linha contou Kuyt aberto pela direita, Lucas e Mascherano (trocaram de lado constantemente) como volantes centrais e Babel aberto pela esquerda. Todos estavam pouco inspirados e produziram pouco. Gerrard foi o elo entre a linha de meio-campo e o atacante Fernando Torres, aparecendo muitas vezes como segundo atacante. Babel e Corluka se marcaram, se anularam e ambos não fizeram praticamente nada. Kuyt tentou algumas inversões com Gerrard, mas pouco produziu. Os volantes não apareceram para armar, erraram muitos passes e marcaram mal. Aliás, Lucas está tendo chances e não apresenta futebol para ser titular desde a temporada passada. Mascherano, embora muito esforçado, também jogou mal.



No ataque, Fernando Torres foi o único atacante, mas contou com o auxílio de Gerrard, que chegava de trás. Gerrard, aliás, jogou melhor no segundo tempo, quando foi armar a equipe recuado, ao lado de Mascherano. Fez bons lançamentos e melhorou o toque de bola da equipe no meio.

No segundo tempo, perdendo de 2 a 1, o Liverpool apresentou um 4-2-2-2, com Benayoun como meia-atacante entrando em diagonal pelo centro a partir da esquerda e Lucas como meia-atacante, e às vezes como terceiro atacante, atrás de Voronin (esquerda) e Torres (direita). Conforme já dissemos, Gerrard foi atuar como armador ao lado de Mascherano, e os laterais subiram mais vezes para apoiar.

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Esquema tático do Real Madrid com Kaká e Cristiano Ronaldo.

Esquema tático do Tottenham.

Esquemas táticos do Campeonato Brasileiro

Ainda hoje, pela manhã, publicaremos os esquemas táticos de equipes que disputaram o Campeonato Brasileiro no final de semana.

Também está programada a análise do esquema tático do Liverpool.

Campeonato Inglês:

Esquema tático do Liverpool.

Esquema tático do Tottenham.

domingo, 16 de agosto de 2009

Esquema tático do Tottenham

O Tottenham venceu o Liverpool por 2 a 1, pela primeira rodada do Campeonato Inglês temporada 2009/2010, jogando no 4-4-2, com duas linhas de quatro. O Tottenham dominou o jogo, retraindo-se apenas no final da partida, quando o Liverpool avançou sua linha de meio-campo e chegou a ter apenas um volante e três meias, ou mesmo dois meias e três atacantes (leia a análise do Liverpool na segunda-feira).

Análise tática



O Tottenham organizou-se em duas linhas de quatro com grande participação dos volantes. A linha de defesa contou com Assou-Ekotto na lateral esquerda, Bassong como zagueiro pela esquerda, King como zagueiro pela direita e Corluka na lateral direita. Ekotto foi mais ativo no apoio ao ataque e Bassong e King foram muito seguros na zaga. Corluka avançou um pouco mais no segundo tempo, mas sua principal função foi cobrir os avanços de Lennon.

O meio-campo, como dissemos, formava um linha, mas os meias abertos pelos lados tinham mais liberdade para avançar. Os volantes centrais
foram Huddlestone (esquerda) e Palacios (direita). Os meias abertos foram Lennon (direita) e Modric (esquerda). Os volantes tiveram grande importância na partida porque apresentavam-se no campo de ataque para tocar a bola e concluir a gol. Os meias abertos, como é comum nesse tipo de formação de meio-campo, tinham mais liberdade para chegar ao ataque. Lennon valeu-se de sua velocidade para entrar em diagonal pelo meio e também pelo lado direito. Modric não foi à linha de fundo, mas deu qualidade ao passes da equipe e fez incursões pela faixa central. É técnico, mas não tem a velocidade de Lennon. Modric ficou responsável, também, por marcar o lateral Johnson, do Liverpool, que arriscava subidas ao ataque. Na formação em linha, o meia aberto fica responsável pela marcação do lateral adversário e o lateral deve marcar o meia aberto (falaremos mais sobre isso num post específico).

Na frente, a dupla de ataque Defoe e Robbie Keane movimentou-se bastante e trocou de lado muitas vezes. Eles atuaram paralelamente na frente. No segundo tempo, Crouch entrou no lugar de Keane, mas praticamente não tocou na bola.

Leia também:

Esquema tático do Real Madrid com Kaká e Cristiano Ronaldo.

Esquema tático do Liverpool.

sábado, 15 de agosto de 2009

VÍDEO. Esquema tático da Holanda na Copa de 74

Selecionamos alguns trechos do jogo Holanda 2 x 0 Uruguai para analisar como se comportava, taticamente, a seleção holandesa de 1974. Para enfatizar os lances e embasar as análises, utilizaremos animações gráficas sobrepostas aos vídeos.

Breve relato dos vídeos

No primeiro tempo, só a Holanda jogou. Os atacantes uruguaios ficaram muito isolados e a linha de meio-campo não saiu para o jogo, apostando sempre nos lançamentos longos. Os holandeses, muito melhor fisicamente, estavam em todo o campo e tinham uma ótima recuperação.

Destaque do jogo, Cruyff atuou como um meia-atacante e como um armador. Ou seja, transitou por todo o meio-campo para armar a equipe, invertendo jogadas, fazendo lançamentos verticais e dando passes curtos. Mas, diferentemente do armador típico, deslocava-se em velocidade para chegar na grande área como atacante.

Os holandeses, muito melhor fisicamente, estavam em todo o campo e tinham uma ótima recuperação.

Futebol Total

Vídeo 1



Lance 1 - A Holanda ataca e retoma a bola ainda no campo de ataque. Observem que o desarme é feito à frente da linha divisória e contando com o apoio de outros cinco holandeses naquela faixa do campo.

Lance 2 - Marcação na saída de bola: quatro holandeses marcam os defensores uruguaios que, sem alternativa, tentam uma ligação direta para o ataque.

Lance 3 - Cruyff transitou por todo o meio-campo para armar a equipe, invertendo jogadas, fazendo lançamentos verticais e dando passes curtos. Mas, diferentemente do armador típico, deslocava-se em velocidade para chegar na grande área como atacante. O lançamento para Cruyff é feito pelo volante/meia van Hanegen.

Lance 4 - Kroll, o lateral-esquerdo, está como lateral-direito.
Para não dizer que é um instante isolado, o vídeo mostra outro momento em que ele também está na direita.

Lance 5 - O zagueiro Rijsbergen está como lateral-direito. Primeiro marcando no meio do campo e, depois, fazendo a saída de bola.

Lance 6 - Jogada em que a Jansen rouba a bola no campo adversário (pela enésima vez) e quem conclui é o lateral-direito Suurbier.

Lance 7 - O Uruguai tenta uma jogada de ataque, mas a seleção holandesa marca forte no meio-campo e os uruguaios, em inferioridade numérica no setor, não conseguem levar perigo ao gol de Jongloed.

Lance 8 - O Uruguai tenta sair para o ataque. A Holanda pressiona e retoma a posse da bola. Desta vez, quem faz o desarme é o zagueiro Rijsbergen, que está bem à frente da risca de meio-campo.

Vídeo 2



Lance 1 - Tabela pelo meio entre Neeskens e Jansen, que arremata para fora. Os volantes tinham muita qualidade no passe.

Lance 2 - Mais uma tabela entre os volantes/meias Jansen e van Hanegen. Jansen finaliza contra o gol uruguaio. No rebote, Cruyff tenta concluir e comete falta em Marzurkiewicz.

Lance 3 - Cruyff ajudando a marcar no meio-campo numa linha de quatro avançada. Lance do primeiro tempo.

Lance 4 - Blitz holandesa. Num lance incrível, diversos jogadores holandeses avançam simultaneamente para tentar desarmar Pedro Rocha, que sofre a falta.

Lance 5 - Neeskens finaliza mal depois de um erro de passe do uruguaio Mantegazza, que estava pressionado por Rensenbrink e pelo próprio Neeskens na entrada da área uruguaia.

Leia também:

ESQUEMAS CLÁSSICOS. Holanda 2 x 0 Uruguai. Análise tática.

ESQUEMAS CLÁSSICOS. VÍDEO: Análise tática da Seleção Brasileira da Copa de 1982.

INTERATIVO: Esquema tático da Seleção Brasileira de 1982. Análise tática interativa.

ESQUEMAS CLÁSSICOS. Brasil 4 x 1 Escócia. Copa de 1982. Desenhos táticos

VÍDEO: Gols de Brasil 4 x 1 Escócia. Edição com as jogadas completas dos gols.



* Fiz a mesma análise para o blog português Portal Futebol, onde podem ser encontradas notícias de clubes europeus e as capas dos principais jornais da Europa.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

ESQUEMAS CLÁSSICOS. Holanda 2 x 0 Uruguai. Copa de 1974. Análise tática

Nesta primeira abordagem sobre a Holanda de 74, começaremos com o jogo Holanda 2 x 0 Uruguai, o primeiro jogo da equipe na Copa da Alemanha. O primeiro post é a análise do jogo, com os desenhos táticos dos dois times. Depois postaremos uma análise tática interativa com gráficos animados, os gols da partida e um vídeo com a análise das principais variações táticas da Holanda de 74.

Recomendo a leitura dos textos feitos por Mauro Beting a respeito da Holanda de 74 na sua série História em Jogo. Ele faz uma análise tática do time holandês e um espetacular minuto-a-minuto da partida Holanda 2 x 0 Uruguai. Tem, também, um guia para a pronúncia holandesa dos nomes dos jogadores.

Análise tática

A grande revolução do futebol mundial. A laranja mecânica. O carrossel holandês. A Copa de 1974 apresentou para o mundo uma nova maneira de se jogar futebol. A seleção da Holanda, dirigida por Rinus Michels e tendo Cruyff como principal estrela, espantou a todos pela insistente marcação no campo adversário (pressing) e a multiplicidade de funções apresentada pelos jogadores.

A Holanda venceu o Uruguai por 2 a 0 no primeiro jogo da primeira fase da Copa do Mundo da Alemanha de 1974. A Holanda jogou no 4-3-1-2, que variava para o 3-4-3 e o 4-3-3. O Uruguai apresentou-se no 4-4-2, com duas linhas de quatro. No segundo tempo, o Uruguai adotou o 4-3-1-2.

Holanda

A principal característica do time holandês foi a multiplicidade de funções dos jogadores. Desse modo, o desenho tático pode não refletir exatamente as posições ocupadas pelos jogadores. Assim, a partir da observação do jogo, posicionamos os jogadores nos espaços do campo em que mais apareceram. Na análise interativa com gráficos animados, tentaremos reduzir as imprecisões do desenho estático.

O sistema defensivo holandês mostrou um grande dinamismo. Wim Suurbier (lateral/ala pela direita), Arie Haan (zagueiro pela direita no primeiro tempo e pela esquerda no segundo), Wim Rijsbergen (zagueiro pela esquerda no primeiro tempo e pela direita no segundo), Ruud Krol (lateral-esquerdo) formaram a defesa. Lembrando que Suurbier foi mais ala que lateral, já que o Uruguai pouco ameaçou e Cubilla, que caía pelos lados, era marcado individualmente por Krol nas duas pontas. A movimentação dos defensores foi intensa, com os jogadores trocando de posição de acordo com a necessidade e com as oportunidades. Haan (originalmente volante) apareceu algumas vezes no meio-campo, trocando de posição com van Hanegen. Rijsbergen também subiu ao meio-campo, com menos frequência, mas ocupou várias vezes a lateral direita. Krol ficou a maior parte do tempo na lateral esquerda, mas também foi lateral-direito e cumpriu a tarefa de, na maior parte do jogo, marcar Cubilla individualmente.

(Clique na imagem para ampliar)

No meio-campo é que a Holanda mostrou sua maior força. Com um sistema tático baseado na posse de bola, o passe é um elemento fundamental. E todos os jogadores mostraram grande qualidade nesse quesito, principalmente os meias. Não podemos dizer que van Hanegen, Jansen e Neeskens eram volantes marcadores. A função era de volante/meia, segundo volante ou volante box-to-box, como se diz na Europa. Todo o meio-campo ajudava a marcar, incluindo Cruyff e os atacantes Rep e Rensenbrink. Jansen e van Hanegen ficavam mais recuados relativamente a Neeskens, mas os três atuavam muito avançados, desarmando no campo adversário, tocando bem a bola e armando o jogo. Na análise em vídeo que será publicada em breve, poderemos ver que eles tabelavam e chegavam para finalizar de fora e na entrada da área. Cruyff é um capítulo à parte.

Meia-atacante, meia-armador e atacante nas três posições (ponta esquerda, ponta direita e no centro). No jogo contra o Uruguai, Cruyff armou a partir dos lados do campo e pelo centro, desarmou e chegou à área para concluir diversas vezes. Aliás, um ponto fraco do time nesse jogo foram as finalizações. A incrível qualidade no passe de Cruyff impressiona. Ele tocou curto, fez lançamentos e inversões com grande precisão. Seu posicionamento, na maior parte do jogo, foi atrás dos atacantes, transitando por todo o meio-campo e ataque.

(Clique na imagem para ampliar)

O ataque formado por Rep (direita) e Rensenbrink (esquerda) abertos pelos lados, contava com apoio intenso dos meias, do ala/lateral Suurbier e, principalmente, de Cruyff. Rep e Rensenbrink trocavam de lado durante o jogo e Rep apareceu muitas vezes como centroavante (veremos os gols num post a ser publicado em breve). As tabelas entre Rep e Suurbier pela direita e as subidas ao ataque de Krol fixaram os laterais uruguaios na defesa. Rensenbrink ficou mais preso à esquerda e foi menos intenso que Rep, talvez porque não contasse com o auxílio de ala por aquele lado também. O excesso de erros de finalização dos atacantes e meias garantiu um placar modesto se se considerar o domínio completo da Holanda durante toda a partida.

Uruguai

O técnico Roberto Porta organizou o Uruguai com uma linha de quatro defensores praticamente fixos atrás, outra linha de quatro no meio-campo e dois atacantes. Ou seja, um 4-4-2.

(Clique na imagem para ampliar)

A defesa do Uruguai apresentou-se com uma linha de quatro jogadores que praticamente não avançaram durante todo o jogo. Forlán (lateral-direito), Jáuregui (zagueiro pela direita), Masnik (zagueiro pela esquerda) e Pavoni (lateral-esquerdo) formaram a linha defensiva uruguaia. Pavoni subiu uma vez ou outra no segundo tempo, mas ficou preso pela intensa atividade do ataque holandês por aquele lado, ora com Rep, ora com o ala Suurbier. Forlán não teve chance de se lançar ao ataque e, nem mesmo, de chegar ao meio-campo porque Rensenbrink fixou-se na ponta esquerda holandesa.

O meio-campo do Uruguai organizou-se, durante o primeiro tempo, em uma linha com Pedro Rocha (meia-direito), Mantegazza (volante pela direita), Julio Montero Castillo (volante pela esquerda) e Espárrago (meia-esquerdo). Na prática, todos foram volantes. Sufocados pela marcação-pressão da Holanda, volantes e meias ficaram presos no campo defensivo durante todo o primeiro tempo. No segundo tempo, o meio-campo foi redesenhando (4-3-1-2) e montou-se um time com três volantes e um meia-armador (Pedro Rocha). O time melhorou e, no início da etapa complementar, chegou ao gol holandês algumas vezes e impediu que a marcação holandesa fosse feita em seu próprio campo. Mas o crescimento da seleção uruguaia durou pouco e, ainda antes da expulsão de Castillo, a Holanda já estava novamente no campo uruguaio, pressionando a saída de bola e anulando as jogadas ofensivas uruguaias.

(Clique na imagem para ampliar)

No ataque, Cubilla foi o segundo atacante que tentava conduzir a bola a partir do meio-campo, dos dois lados do campo (imagem 2, com setas pretas). Cubilla posicionou-se inicialmente pela direita, caindo pelo lado e pelo centro, em diagonal. Mas ficou majoritariamente pela esquerda — numa tentativa de ocupar o espaço deixado por Suurbier —, se se levar em conta todo o tempo em que ficou no jogo, até ser substituído no segundo tempo por Millar, porque estava fora de forma. Foi implacavelmente marcado e anulado por Krol, que o seguiu por todo o campo, mas não deixou de jogar por causa disso. O outro atacante, Morena, praticamente não tocou na bola e posicionou-se à frente, como centroavante.

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* Fiz a mesma análise para o blog português Portal Futebol, onde podem ser encontradas notícias de clubes europeus e as capas dos principais jornais da Europa.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Esquema tático do Atlético Paranaense

O Atlético Paranaense venceu o Botafogo por 1 a 0 no Engenhão, no Rio de Janeiro, pela décima oitava rodada do Campeonato Brasileiro. O técnico Antônio Lopes armou o time no 3-5-2, com dois volantes marcadores e sem um ala direito.



Análise tática

A defesa do Atlético Paranaense tem três zagueiros fixos, sendo que Nei faz um dublê de lateral-direito de vez em quando, já que o time não tem um ala-direito de fato. Chico (esquerda) e Manoel (centro) ficam sempre atrás.

Como dissemos, o time não tem ala-direito. Wesley cai muito pelo centro e é, na verdade, um meia de velocidade. Paulo Baier é o meia-armador e joga centralizado. A ala esquerda é ocupada por Márcio Azevedo. A equipe conta ainda com dois volantes marcadores: Valência pela esquerda e Rafael Miranda pela direita. O trabalho de armação é todo de Paulo Baier, que é lento, mas tem muita qualidade no passe e na bola parada. Já Wesley é o homem da velocidade pela meia direita.

No ataque, Marcinho joga bem aberto pela esquerda, enquanto Patrick é o centroavante. Patrick é muito limitado tecnicamente e Marcinho, embora tenha perdido muito da explosão que o caracterizou no passado, dá dinamismo ao ataque pelo lado esquerdo, entrando quase sempre em diagonal para o centro do ataque.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

ESQUEMAS CLÁSSICOS: Holanda de 74 no sábado

No próximo sábado, faremos uma análise da seleção da Holanda da Copa de 1974.



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ESQUEMAS CLÁSSICOS. VÍDEO. Análise tática da Seleção Brasileira da Copa de 1982.

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ESQUEMAS CLÁSSICOS. Brasil 4 x 1 Escócia. Copa de 1982. Desenhos táticos

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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Vitória 0 x 1 São Paulo. Análise tática

O Vitória perdeu sua primeira partida para o São Paulo por 1 a 0 no Barradão, em Salvador, na décima sexta rodada do Campeonato Brasileiro de 2009. O Vitória jogou no 3-5-2, com Apodi no ataque, e o São Paulo também atuou no 3-5-2, com Dagoberto e Borges no ataque. No segundo tempo, os esquemas sofreram algumas alterações.

Vitória

O Vitória atuou no 3-5-2 contra o São Paulo. Após o gol do São Paulo, Leandro Domingues foi para o ataque ao lado de Bida, com Ramon na armação.



A defesa do Vitória foi formada por Anderson Martins (zagueiro pela esquerda), Fábio Ferreira (zagueiro pelo centro) e Wallace (zagueiro pela direita). Os zagueiros que atuaram pelos lados alternavam-se como falsos laterais para auxiliar na saída de bola e ocupar os espaços deixados pelos alas. No segundo tempo, Fábio Ferreira passou a ser o zagueiro pela esquerda e Anderson Martins ocupou a posição central da defesa.

Jackson atuou como ala pela direita e Apodi foi deslocado para o ataque. Na esquerda, Leandro jogou como lateral na maior parte do jogo, mas quando subia para auxiliar o meio-campo e o ataque, Anderson Martins ocupava a lateral esquerda. Leandro poderia ter avançado mais porque Jean, o volante do São Paulo, atuou improvisado na lateral direita e pouco subiu. Jackson acompanhou as subidas de Júnior César, que também apoiou pouco.

Vanderson (esquerda) e Magal (direita) foram os volantes marcadores, jogaram paralelamente à frente da zaga e subiram alternadamente para tabelar com os alas e com Leandro Domingues, o meia-atacante centralizado. Domingues, que normalmente joga no meio de uma linha de três meias-atacantes, desta vez jogou logo atrás dos dois atacantes do time.

Os atacantes foram Apodi (direita) e Itacaré (esquerda). O novo desenho do ataque tirou a velocidade de Apodi, que teve menos espaço para correr porque jogou mais avançado, e encaixou os atacantes na marcação dos três, e às vezes cinco, defensores do São Paulo. Além disso, Leandro Domingues não é armador, mas um meia-atacante. Suas melhores qualidades são a condução de bola e a velocidade, não o passe e os lançamentos longos.

São Paulo

O São Paulo atuou no primeiro tempo no 3-5-2, com um "quase-losango" no meio-campo, dois alas que avançavam pouco e dois atacantes. Na verdade, o losango só se formava quando Dagoberto voltava para ser o meia-atacante pelo centro, deixando apenas Borges como centroavante. Como os alas avançavam pouco e Dagoberto também apareceu no primeiro tempo (poucas vezes, é verdade) como meia-atacante, podemos dizer que o 3-5-2 variou também para um 3-6-1 e para um 5-3-2.



A defesa contou com três zagueiros que, assim como no Vitória, ajudavam na saída de bola com os defensores laterais, no caso, Richarlyson pela esquerda e Renato Silva pela direita, com André Dias fixo atrás pelo centro.

Os alas Jean (direita) e Júnior César (esquerda) apoiaram pouco o ataque. Jean, volante improvisado na ala, ficou ainda mais recuado que Júnior César, que marcou e foi marcado por Jackson. Quando avançavam, tinham suas posições ocupadas pelos zagueiros. O volante marcador foi Eduardo Costa, que jogou centralizado, auxiliado por Hernanes (direita) e Jorge Wagner (esquerda), que desempenharam a dupla função de volantes e meias.

No ataque, Dagoberto como segundo atacante, deslocando-se pelos dois lados do ataque, e Borges como centroavante.

No segundo tempo, como o São Paulo já estava vencendo por 1 a 0, Ricardo Gomes colocou Marlos e o sistema tático modificou-se para um 4-1-3-2 (com Júnior César como ala jogando em linha no meio-campo com Hugo, pelo centro, e Hernanes, pela direita; Dagoberto e Marlos na frente; Jean como lateral-direito e Eduardo Costa como único volante marcador) e, às vezes, sem nenhum atacante, já que Dagoberto e Marlos recuavam como meias-atacantes, pouco à frente da linha de três. Um, digamos, 3-7-0.

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